Zoom da CDL Porto Alegre apresenta alternativas para varejistas superarem a crise - CDL POA

Zoom da CDL Porto Alegre apresenta alternativas para varejistas superarem a crise

Se há crise, o varejo vai conseguir superá-la. Esse foi o consenso que marcou as apresentações dos quatro palestrantes que participaram do Zoom – Vencendo a Crise, evento organizado pela CDL Porto Alegre, na manhã desta quinta-feira (21), na Capital.

 

Gustavo Schifino, presidente da CDL, abriu o encontro ressaltando que os varejistas precisam inverter a rota do Titanic brasileiro contra o iceberg que está se formando. E, para isso, acredita que o trabalho deva ser realizado em duas frentes. “Devemos ter uma maior influência política para não sermos governados por quem gosta de política e precisamos apostar ainda mais no empreendedorismo, pois esse é o caminho que liberta da servidão e nos torna mais relevantes em nossas organizações”, disse.

 

O economista e professor da UFRGS, Marcelo Portugal, foi o primeiro convidado a subir ao palco do Teatro CIEE. “Tem uma crise grande, mas o mundo não vai acabar. O ano está ruim, mas já tivemos vários anos ruins antes e sobrevivemos. Existe uma luz no fim do túnel”, declarou, otimista.

 

Para Portugal, as empresas que desejam ultrapassar este momento de instabilidade devem evitar projetos de expansão e/ou modernização que tragam retorno no longo prazo. “Qualquer novo investimento deve ser considerado apenas se puder trazer resultados positivos para a empresa em um prazo curto, de dois ou três meses”, revelou.

 

Outra dica repassada pelo economista foi a de que os lojistas devem ser conservadores no mix de produtos oferecidos ao consumidor, uma vez que, em um ano difícil, parece ser recomendável se concentrar em produtos com um mercado já garantidos. “Tentar introduzir novos produtos que corram o risco de ficar parados nas prateleiras da loja traz custos elevados”, ponderou.

Manter estoques enxutos, cortar custos que não sejam absolutamente indispensáveis para a manutenção do negócio, ter cuidado nas vendas a prazo, pois a inadimplência tende a aumentar, e ficar atento para o momento da virada da economia  para ganhar participação no mercado foram outros itens apresentados por Portugal para que os empresários possam ver a luz no fim do túnel prevista por ele no começo da palestra.

 

Fazer acontecer

 

Eduardo Oltramari, diretor-superintendente do Shopping Total, credita a crise pela qual o País atravessa à incompetência, à má gestão e à falta de confiança do governo brasileiro. “Isso representa inflação, redução de vendas, desemprego, altas tarifas públicas e baixa autoestima, o que interfere no ato de comprar”, descreveu.

 

No entanto, para superar momentos assim, Oltramari aposta em providências como diagnosticar qual é a efetiva representatividade do negócio, dimensionar os impactos e fazer acontecer. “Não espere acontecer. Faça acontecer. O que diferencia o competente do incompetente é o fazer acontecer. Isso é fundamental para reverter o cenário que estamos vivendo. Já convivemos com muitas crises, e eu acredito que o tempo vá colocar as coisas nos lugares. E, acima de tudo, não sejam pessimistas. Busquem ser realistas e tenham atitudes positivas”, aconselhou.

 

Ritmo constante

 

Para o vice-presidente da Panvel, Julio Mottin Neto, o segredo para as empresas que desejam continuar no azul é manter um ritmo constante ao longo de sua trajetória. “Ritmo constante gera autoconfiança, reduz a chance de ocorrer uma catástrofe quando for pego de surpresa e ajuda a desenvolver o autocontrole em um ambiente hostil. Ritmos oscilantes colocam as empresas em situações fragilizadas durante crises e cenários negativos”.

 

Julio encerrou a palestra com a frase do explorador norueguês Roald Amundsen, que liderou a primeira expedição a chegar ao Polo Sul: “A vitória aguarda aquele que tem tudo em ordem. Os outros chamam isso de sorte”.

 

Mau humor

 

“O País está de mau humor, e isso contamina as empresas e os consumidores”, disse Alberto Serrentino, fundador da Varese Retail Strategy, ao se referir ao cenário político e econômico brasileiro. “Mas como já vimos coisas muito piores, todo esse mau humor é desproporcional. Não temos que superar a crise, que talvez não exista, e, sim, superar um momento desafiador. A situação não está ruim para todos. Isso é uma realidade”.

 

E para superar as adversidades, Serrentino afirmou que é preciso “olhar adiante e ver onde se quer chegar apostando na segmentação, na inovação, na definição de um posicionamento a longo prazo e em negócios multicanal. “Porém, o imprescindível é pensar simples. As empresas de varejo que não pensam assim têm dificuldades. É fundamental ter clareza, posicionamento e propostas de valor para que possam executar um trabalho de maneira eficiente. Fazer o básico bem feito. Isso é o que tem de ser entendido por todos”, finalizou.

 

O próximo Zoom – Moda como Negócio será realizado no dia 25 de junho. Inscrições no www.zoom.eventize.com.br

Fotos: Michael Paz

Data

21 maio 2015

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