CDL Porto Alegre lança estudo inédito que avalia a transformação digital dos lojistas

Com foco nas micro e pequenas empresas locais, a pesquisa analisa os estágios em que se encontram os lojistas porto-alegrenses na conversão digital de seus negócios

 

Em busca de avaliar localmente a tendência global da transformação digital, que passa por uma mudança de mindset no modelo de negócio, para obedecer a uma lógica digital mais automatizada e multicanal, a CDL Porto Alegre mapeou a maturidade digital dos lojistas da Capital gaúcha. Em parceria com a Vitamina Pesquisas, o estudo determinou quatro estágios de desenvolvimento rumo à transformação digital e serve como referência para uma compreensão aprofundada da evolução digital do varejo nacional.

Os comerciantes foram classificados, em sua maioria, como digitalmente principiantes (40%), que estão iniciando algumas ações de transformação digital, principalmente nas redes sociais. As demais empresas foram avaliadas como digitalmente engajadas (31%), que já estão com ações de transformação digital em andamento; digitalmente avançadas (17%), com soluções digitais maduras e decisões com base nos dados; e, por fim, as digitalmente inovadoras (12%), possuem crescimento comprovado nas vendas com adoção de tecnologia e há um incremento contínuo.  

O estudo ‘Maturidade Digital do Varejo’ foi desenvolvido a partir de entrevistas com empresários de Porto Alegre tomadores de decisões em seus negócios e de metodologia qualitativa, com entrevistas em profundidade, e quantitativa, a partir de questionário por telefone. Em sua maioria, são microempresa (53,8%) e empresa de pequeno porte (35,6%), de diversos ramos de atuação, com destaque para moda (27%) e alimentação (12,3%). Para o presidente da Entidade, Irio Piva, o estudo é um marco na criação de direcionamento para que as empresas atinjam um crescimento real, baseado na transformação digital. “Existem muitos dados nacionais e globais de como a transformação digital deve acontecer, mas, para que de fato haja uma mudança benéfica, precisamos saber quais são as dificuldades reais dos comerciantes locais, e o estudo mostra isto claramente”, aponta Piva. 

O mapeamento também concluiu que, além do receio da transformação digital, há um receio de crescimento. Notou-se a dificuldade em operacionalizar um crescimento, que pode ser encarado como um momento crítico para os negócios. Outro temor identificado pelo estudo foi o distanciamento do consumidor, ou seja, de transformar uma relação muito próxima em impessoal. A mentalidade digital ainda não atingiu a maioria dos pequenos e micro empresários, que esbarram em dificuldades de gestão, de recursos de tempo e financeiros e qualificações específicas para que transformação digital flua com velocidade. Entre eles, 65% não possuem um profissional responsável por liderar a transformação digital. 

As marcas estão muito presentes no Google Maps (85%), no Facebook (83%) e no Instagram (78%). Já 59% patrocinaram posts nas redes sociais, 25% realizaram lives e 20% estão no Youtube. Ainda, 41% possuem profissional dedicado à comunicação digital e 53% produz conteúdo informativo sobre o segmento do seu negócio. Adotar ferramentas digitais não significa, necessariamente, uma mudança de mentalidade de gestão para o digital. Dentre as empresas consultadas em Porto Alegre, as áreas de vendas (61%) e de marketing (56%) são as mais impactadas na transformação para o digital, logo atrás aparecem setores financeiro (24%), controle de estoque (22%) e recursos humanos (21%).   

Sobre a perspectiva do momento digital do varejo, 64% apresentaram uma visão ampla do cenário, a partir da compreensão de que se trata de um movimento que envolve a operação como um todo. Já 36% entendem que o digital está mais voltado ao atendimento ágil dos clientes, uma visão mais limitada do tema na opinião do presidente da CDL POA. “Existe um aprendizado em termos de conceito ainda a ser internalizado por parte dos varejistas, pois, na cultura da transformação digital, não basta apenas implementar ações, mas monitorar e tomar decisões com base nos dados gerados. Por exemplo, um terço dos entrevistados não acompanha a performance da marca e o engajamento”, explica Piva.   

A pesquisa revelou que, para alguns, a justificativa por não estarem em plena transformação digital está atrelada ao perfil do consumidor, que pode não acompanhar a mudança e se distanciar das marcas. Mas a provocação que o estudo deixa é: será que o perfil do consumidor deve determinar a velocidade da transformação digital? Ou será que atribuir a não digitalização ao consumidor é uma forma de postergar uma mudança que demanda muito envolvimento e a saída da zona de conforto?

Na íntegra, BAIXE o estudo gratuitamente!

Data

19 outubro 2021

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