É legitimo e urgente o debate sobre jornada de trabalho, renda e qualidade de vida, mas ele não pode ser reduzido a propostas inviáveis para o futuro do Brasil.
Precisamos enfrentar os encargos abusivos sobre a folha de pagamento, para que redução de jornada não se transforme em mais trabalho para complementar a renda que falta nas famílias, não se transforme em inflação e endividamento, com perdas no atendimento de saúde, na produção de alimentos e serviços essenciais ao povo brasileiro.
Trabalho e produção são interdependentes, porque geram a renda que circula na economia e os consumidores que mantém viva a atividade produtiva, mas estamos carregando por tempo demais um Estado pesado e ineficiente.
Num País que se apropria de quase metade da remuneração dos empregados com encargos, impostos e inflação, entregando péssimos serviços públicos de volta, precisamos trazer renda com liberdade de jornada, incorporando 30% dos encargos da folha de pagamento diretamente como aumento dos salários dos trabalhadores, que precisam ter o direito de negociar quantas horas querem trabalhar por semana.
Libertando a jornada do peso dos encargos e regras que sufocam o trabalho, é possível aumentar significativamente os salários de todos os trabalhadores brasileiros e dar liberdade de negociação das horas de trabalho com renda. Como exemplo, um trabalhador que hoje recebe líquido R$2.400,00/mês teria um aumento real e imediato para R$3.120,00/mês nas mesmas 44 horas semanais, com mais renda por hora trabalhada e liberdade para negociar a melhor jornada semanal por setor, criando prosperidade e dinamismo para a economia com mais qualidade de vida para famílias brasileiras.
Com tantos escândalos de má gestão e dinheiro público desperdiçado, é inaceitável que o Governo sobrecarregue ainda mais quem trabalha formalmente, enquanto famílias se endividam, perdendo qualidade de vida com juros e inflação.
Precisamos ampliar a base de arrecadação, com empregos formais atrativos.
Chega de colocar a culpa nos outros!
O Governo brasileiro precisa fazer o dever de casa, buscando recursos públicos pela Reforma Administrativa, corte de excessos e melhora da sua eficiência, incorporando 30% dos encargos aos salários para valorizar quem trabalha, produz e consome.