Sustentabilidade e varejo: caminhos possíveis – Por Rodrigo V. Cunha

O termo Sustentabilidade entrou para o mundo das empresas nos anos 1990, quando o sociólogo britânico John Elkington criou o Tripé da Sustentabilidade. Ele se baseou em uma visão ecológica do mundo, na qual a vida está no centro, tanto a das pessoas quanto a do meio ambiente, e que cuidar dos dois é tão importante quanto cuidar do resultado econômico.

Ultimamente ouvimos o termo ESG, sigla formada pelas letras iniciais de três palavras em inglês. Enviromental (meio ambiente), Social (pessoas) e Governance (governança), essa última um sistema pelo qual a empresa toma decisões considerando o que é melhor para os relacionamentos entre os sócios, conselho de administração, diretoria, investidores, órgãos de fiscalização e todas as demais partes interessadas (stakeholders, em inglês).

Tais conceitos nunca foram tão importantes em um momento no qual o mundo questiona o próprio modelo de desenvolvimento, que tem gerado destruição da natureza e desigualdades sociais.

É necessária ação e inovação para ajudar a reverter os problemas ocorridos até aqui. A boa notícia é que por se relacionar com um enorme grupo de pessoas, o varejo tem o potencial de influenciar a mudança e já há bons exemplos para inspirar. Recentemente, Lojas Renner inaugurou sua loja circular no Shopping Rio Sul, na cidade do Rio de Janeiro.  Trata-se de uma amostra da reinvenção de um espaço, mais verde, iluminado e arquitetado para descartar menos materiais de construção, gastar menos água e lançar menos C02 na atmosfera.

As marcas pantys, de calcinhas absorventes laváveis e reutilizáveis, e Biowash, de produtos de limpeza naturais e 100% biodegradáveis, são exemplos de impacto positivo, outro termo que surge quando se fala em Sustentabilidade. Empresas de impacto positivo são as que assumem que toda ação compreende uma modificação no ambiente e, a fim de preservá-lo, criam soluções. pantys e Biowash buscaram a Certificação B como forma de reconhecimento externo, por seus consumidores, de um novo tipo de negócio, que equilibra propósito e lucro.

Complexo? Talvez. Possível? Com certeza! Nossa época implora por mudanças, está aí o inegável aumento da temperatura da Terra e suas repercussões em nossas vidas. Os negócios vão se ajustar aos desafios que a Sustentabilidade impõe, por convicção, conveniência ou constrangimento. Empresas farão parte da transformação por acreditar nela, por ganhar mais por meio dela ou por sentirem-se fora da moda. O motivo não importa. O importante é fazer. E cada vez mais rápido! Vamos juntos nessa!

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Rodrigo V. Cunha
CEO da Profile
*Primeira agência de comunicação especializada em ESG no Brasil

 

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Data

26 novembro 2021

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