Segurança da equipe tem sido prioridade nas empresas durante a pandemia


Segurança da equipe tem sido prioridade nas empresas durante a pandemia

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MAIO, 2020

Notícias

Webinar mostra como grandes companhias estão enfrentando a pandemia da Covid-19.

As grandes empresas, durante a pandemia de Covid-19, estão voltadas para o tripé da segurança de seus colaboradores, para a manutenção do negócio e para a responsabilidade social. É o que trouxe o webinar com C-Levels promovido pela AnLab, em parceria com a CDL POA e com o Grupo Bandeirantes, nessa quarta-feira (13).

Participaram da conversa o vice-presidente de operações da Anheuser-Busch, Mateus Schroeder, cuja empresa é detentora de marcas como Budweiser, Budlight, e Stella Artois; e o diretor de Marketing da Claro, Marcio Carvalho. Com mediação do jornalista Cesar Cidade Dias, do Grupo Bandeirantes. Saiba como foi a conversa.

 

Mateus Schroeder
Anheuser-Busch

Sediado nos Estados Unidos, Schroeder relata que o país está em uma fase mais avançada na crise. O mais importante da operação da Anheuser-Busch foi manter a segurança dos colaboradores e, para isto, foram tomadas uma série de medidas. Mesmo agora, com alguma reabertura, a prioridade segue a mesma. No mercado de cervejas, existem dois segmentos de clientes, os de bares, restaurantes e estádios estão abrindo aos poucos e bem devagar, com a preocupação de encontrar um mínimo de rentabilidade para a manutenção negócio, pois existe uma apreensão de como estas categorias irão se sustentar. Por outro lado, supermercados e lojas de conveniência não foram impactados.

Para o gestor, o grande tom da mudança no pós-crise serão os hábitos dos consumidores, os avanços que iriam ocorrer em 10 anos vão acontecer em dois e são mudanças profundas. Durante a crise, uma vantagem de ser uma empresa global é poder acompanhar os movimentos em outros países. Em fevereiro, a Anheuser-Busch já atuava com um comitê de crise global, operando diariamente. Em março, houve um avanço de casos em diversos estados norte-americanos, foi quando realmente as pessoas foram trabalhar de casa. Na operação, existem pessoas que trabalham na rua e em fábricas que continuavam operando.

Acerca da produtividade em operar em outros modelos, como o home office, Schroeder acredita que a necessidade faz com que a produtividade aconteça. Durante a pandemia, acontecem reuniões diárias com todos os estados, e esse foi um trabalho conjunto que trouxe soluções inovadoras. Por exemplo, para que os motoristas pudessem lavar as mãos continuamente, foram instaladas estruturas nos caminhões, já os ajudantes vão atrás em, em carros alugados. Sobre a continuidade do modelo home office, Schroeder pondera que depende muito do ramo de atuação e da função que a pessoa exerce. Existe um ponto positivo que é o contato no escritório, não precisa ser oito ou 80.

A responsabilidade social impactou o negócio das empresas e passou a fazer parte de toda a sociedade. A Anheuser-Busch doou US$ 5 milhões à Cruz Vermelha, o que possibilitou a transformação de estádios esportivos em centros de doação de sangue. Schroeder conta que nunca trabalhou tanto como nos últimos dois meses, de casa.

Hoje ainda há imprevisibilidade em relação à crise. O foco continua sendo em manter a segurança das pessoas e a manutenção do negócio. No momento pós-crise, ou novo normal, o executivo acredita que acontecerão novas oportunidades no sentido da aceleração digital, hábitos vão mudar e gerar mais oportunidades de negócios, mas a necessidade de socializar continuará.

 

Marcio Carvalho
Claro

Carvalho, ao falar sobre a crise da Covid-19, afirma que o Brasil tem uma diversidade muito grande, há cidades pensando em reabrir e outras entrando no pico da crise. Dentro da Claro, primeiramente, a preocupação foi com a segurança dos colaboradores e dos clientes. A empresa está muito dentro da casa das pessoas, essa foi uma prioridade. Também se preocupou com fontes seguras de informações, foi importante dar acesso a notícias corretas. Essa é uma crise muito séria, de tamanho global, a Claro precisava conscientizar as pessoas de que medidas todos precisavam tomar. Agora, a preocupação é com a retomada, tanto do negócio quanto às questões de responsabilidade social. No momento, a preocupação é entender que tipo de atividade será permitida e praticada e que tipo de consumidor irá existir. Esse novo ciclo será muito mais digital e deverá exigir uma reinvenção coletiva.

O diretor acredita que o Brasil teve o privilégio de ter contato com a crise após diversos países. Quando chegou aqui, a Claro já tinha um comitê de crise atuando. Em um primeiro momento, existia o pensamento direcionado à continuidade do negócio. Mas, a seguir, percebeu-se que a intensidade era tão grande que a preocupação não poderia ficar somente com os colaboradores. A crise mostra que entram todos juntos e só saem se todos também estiverem juntos, esse é o sentimento. A Claro colocou 20 mil trabalhadores atuando remotamente e contou com apoio de fornecedores de tecnologia e ferramentas de colaboração. Uma vez em casa, percebeu-se um engajamento muito grande, em especial nas questões para ajudar a quem precisa. Carvalho afirma que houve um crescimento de produtividade enorme junto a um período de trabalho muito intenso. Agora, está voltando um pouquinho ao normal. Havia reunião do comitê de crise todos os dias, além das atividades junto a CUFA (Central Única de Favelas), a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), entre outras.

Neste momento, a empresa está lidando com uma agenda dupla, ou seja, lidando com a crise e aprendendo com as oportunidades.  O comitê de crise vai se dedicando às questões conforme vão aparecendo e, ao mesmo tempo, as reuniões estão mais produtivas, mais rápidas, sem deslocamentos. Uma série de aprendizados. É o momento em que as cadeias de valor estão se reconfigurando muito rapidamente. Sobre a produtividade dos colaboradores, Carvalho conta que foi possível ver a gana das pessoas em se reinventar. A criatividade com proposito a ajudar a empresa, manter os empregos e minimizar os impactos é uma boa constatação deste momento de crise.

No pós-crise, Carvalho acredita que pode mudar a forma, mas a essência humana não muda. O homem é um ‘bicho social’. Embora obrigado em isolamento físico, a tecnologia reduz as distâncias.  Do ponto de vista social, é uma transformação. Mas, no futuro, será que as empresas precisarão de um edifício enorme?

 

 

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A CDL Porto Alegre reafirma seu compromisso em acolher as necessidades dos varejistas, auxiliando-os a transpor os entraves da disseminação do coronavírus. A Entidade tem a convicção de que a unidade do setor fará grande diferença neste momento tão delicado e de apreensão para todos. Com a atenção e a disponibilidade de cada empresário, para fazer a sua parte, o setor sairá ainda mais forte desta crise.

 

Data

14 maio 2020

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