Com retomada econômica em 2018, Porto Alegre terá Natal com mais presentes

Com retomada econômica em 2018, Porto Alegre terá Natal com mais presentes

13

DEZEMBRO, 2018

Notícias

O Natal de 2018 promete muitos presentes! Segundo pesquisa sobre o comportamento do consumidor da capital, apresentada pela CDL Porto Alegre para o Natal deste ano, os porto-alegrenses deverão dar cerca de 6 presentes e a média do valor unitário será de R$ 139. Os campeões em receber mimos serão os filhos (24%), seguidos dos cônjuges (16%); pais e irmãos (14% cada); netos (9%); sobrinhos (7%); afilhados (6%); amigos (3%); sogros, genros, noras e avós (2% cada); tios (1%). Com menos de 1% das intenções de presentear, até mesmo cunhados e cunhadas serão lembrados nesta data.

A análise ponderou dados de consumidores entre 18 e 75 anos, das Classes A, B, C e D, de Porto Alegre. Dos 300 casos aferidos pela empresa Vitamina, 70,5% demonstra interesse em presentear. As mulheres serão responsáveis por 58,5% das compras deste Natal. A parcela preponderante dos entrevistados tem ensino médio completo (35%), possui entre 35 e 49 anos (23,5%), é solteira (44%) e trabalha em empresa privada (28%). No comércio de Porto Alegre, 92,5% do público geralmente encontra o que quer comprar.

Além da compra de presentes, os consumidores da capital entendem que a celebração do Natal compõe mais investimentos, como ceia, decoração, transporte, vestuário, entre outros, o que poderá gerar um gasto total médio de R$ 1.228 por consumidor, incluindo os presentes. Analisando o gasto total médio de cada porto-alegrense, apenas com os presentes, o valor previsto é de R$ 902. Como parte da magia da data comemorativa, as tradicionais trocas de presentes em grupo também despertam interesse. Cerca de 53% dos entrevistados disseram que participarão de pelo menos um amigo-secreto, neste ano, e o valor médio dispendido deve ficar em torno de R$ 54.

E quando o assunto é escolher a lembrancinha ideal, mais de 68% dos entrevistados disseram que pretendem investir em roupas. No ranking dos cinco segmentos mais procurados, os brinquedos ficaram em segundo lugar (40%), seguidos de calçados (23%), perfumaria e produtos de beleza (16%) e eletrônicos (13%). A novidade vem para artigos não adquiridos pelos entrevistados no ano anterior, como bijuterias e jogos (4%), bolsas (3%), utensílios de cozinha (2%) e viagens/passeios (1%).

A pesquisa também revela o que mais ajuda o consumidor a decidir qual presente comprar. O estudo apontou 17 itens de influência, com opção de múltipla escolha. No primeiro bloco, com os melhores percentuais de interesse aparecem: preço (89%), desconto/promoção (88%), atendimento/informação (86%), facilidade na troca do produto (84%), facilidade de acesso (82%), ambiente agradável (81%), variedade de itens (79%) e estacionamento (75%). As tradicionais decorações de vitrines ficaram em último lugar no ranking, com 39% da preferência.

Em 2018, o Natal se mostra a data que os porto-alegrenses mais investirão em presentes, estimulando o incremento na comercialização do mês de dezembro. A pesquisa aponta que 66% dos consumidores gastam mais no Natal, em relação às demais datas comemorativas, quando o assunto são os presentes. Sem compor a maioria, mas não menos relevantes, os entrevistados que não consideram o Natal a data mais propícia para as compras somam 34%, percentual que abrange considerável parcela da população da capital e indica a necessidade de um olhar atento dos lojistas para atrair o público durante o ano todo. Considerando a totalidade desse público, 73% prefere dar presentes ao longo do ano, 13% optam por aniversários, 5% escolhem o Dia das Crianças, 4% investe mais na Black Friday e 3% preferem a Páscoa.

Parte significativa dos porto-alegrenses pretende adiantar as compras de fim de ano: 42% comprarão presentes duas semanas antes do Natal e 31% irão às lojas na semana da data comemorativa. Com ainda mais antecedência, 19% do público prefere fazer as compras um mês antes. Escolher os presentes na véspera é o que faz 5% dos consumidores. E apenas 2% adquire presentes no dia ou após a data.

Essa antecedência nas compras aponta maior planejamento do consumidor e segurança na capacidade de cumprir pagamentos parcelados. O estudo da CDL POA mostra que 37% do público escolherá pagar os presentes com cartão de crédito parcelado. Segundo o economista-chefe da Entidade, Oscar Frank, a partir dos dados é possível verificar que a situação financeira das famílias porto-alegrenses evoluiu favoravelmente ao longo do último ano. As outras modalidades de pagamento escolhidas foram à vista com cartão de débito (30%), à vista em dinheiro (26%), com cartão de crédito em 1 parcela (6%), no prazo em cartão da loja/crediário (1%), no prazo em cheque e à vista em cheque (inferior a 1%).

A origem dos recursos apontada pelos entrevistados está em linha com as análises: 71% das pessoas utilizam o salário para compra dos presentes, 13% o décimo terceiro salário, 11% parte das economias familiares/pessoais, 3% a aposentadoria. Inferior a 1% estão programa de participação de resultados, dinheiro emprestado, cheque especial, empréstimo em financeira e bancos.

Para compreender o comportamento do consumidor quanto à administração pessoal dos gastos com a comemoração de Natal, a CDL Porto Alegre questionou os entrevistados sobre a origem dos recursos para pagamento das dívidas contraídas na data. Dos 300 casos avaliados, 98% assegura que utiliza o salário, o décimo terceiro, parte de economias, a aposentadoria e o programa de participação de resultados para fazer as compras. Apenas 2% pede dinheiro emprestado para familiares/amigos, usa o cheque especial ou faz empréstimos em financeiras e bancos. Quando o assunto é poder de endividamento, 72% tem compras parceladas atualmente. E cerca de 18% afirmam ter dívidas em atraso, constituindo o grupo de inadimplentes.

 

Entenda mais a fundo o perfil da inadimplência na capital, quando relacionado ao consumo no Natal:

  • 47% afirmou que dará presentes de baixo valor, usando o restante dos recursos para quitar dívidas, ainda que parcialmente;
  • 32% não abre mão de dar presentes de mais alto valor, mas também quer quitar dívidas em atraso;
  • 15% pagará dívidas e se sobrar algum recurso, dará alguma lembrança;
  • 6% tem como prioridade absoluta a compra dos presentes, assumindo que isso talvez implique em um aumento das dívidas.

Propulsora das comercializações no Brasil, a internet mostra sua potência no Natal gaúcho. É o que aponta a pesquisa da CDL Porto Alegre sobre o comportamento de consumo online para o Natal dos porto-alegrenses, neste ano. Durante a análise dos dados, o hábito de pesquisar na internet se mostrou muito presente, já que a maior parcela dos entrevistados (34%) assegurou fazer buscas no meio digital e comprar em loja física. Com percentual pouco menor, 30% dos entrevistados afirmam que têm preferência pela loja física, tanto para pesquisa quanto para a compra. Mas a totalidade do público pesquisa antes de comprar? Não, 18% dos consumidores compra sem pesquisar. Os mais tecnológicos somam 15%, pesquisando e comprando pela internet. E o menor percentual ficou para aqueles que pesquisam na loja física e compram na internet (3%).

 

Veja as motivações dos entrevistados que consomem pela internet:

  • 45% preço mais barato
  • 36% praticidade ou hábito adquirido
  • 17% mais opções de compra do que na loja física
  • 2% gosto de comprar fora do estado ou país

 

Já o público que não costuma comprar pela internet aponta as seguintes causas:

  • 32% prefere a experiência de comprar pessoalmente
  • 26% demora para chegar
  • 19% medo de inserir dados
  • 13% medo de não receber o produto
  • 10% já teve experiências negativas com compras realizadas

Mesmo com toda a movimentação digital, os shoppings centers ainda são o lugar preferido dos consumidores. Com 54% da preferência, os shoppings centers despontam na lista das opções de locais para ir às compras. Com uma diferença de 37 p.p., em segundo lugar estão as lojas de rua (17%), logo depois está a internet (14%), seguida das lojas de centros comerciais e galerias (11%) e do comércio informal (4%).

 

                        >> BAIXE A PESQUISA COMPLETA <<

 

__________________________________________________________________________

Análise do economista-chefe da CDL POA, Oscar Frank, sobre a estimativa da movimentação financeira do Natal no comércio do Rio Grande do Sul em 2018:

A movimentação financeira em decorrência do Natal em 2018 do comércio varejista restrito deverá aumentar entre 4,0% e 7,0% em termos nominais em comparação com 2017 no Rio Grande do Sul. De acordo com a metodologia deste Estudo Técnico, os valores estimados estão entre R$ 4,01 bilhões e R$ 4,13 bilhões. Por sua vez, as projeções para a Região Metropolitana de Porto Alegre e a capital gaúcha foram regionalizadas com base na proporção dos vínculos formais de trabalho do setor em relação ao total do estado, dadas as limitações impostas pelas bases de dados disponíveis. No primeiro caso, os números variam entre R$ 1,89 bilhão e R$ 1,94 bilhão, enquanto no segundo estão entre R$ 719 milhões e R$ 740 milhões. É importante lembrar que todos os valores supracitados representam apenas o impulso oriundo da data comemorativa em questão. Se considerarmos a receita esperada do Natal e do Ano Novo, mais as vendas normais realizadas em dezembro não diretamente ligadas a ambas as celebrações, a movimentação do estado deverá gravitar entre R$ 15,3 bilhões e R$ 15,7 bilhões. No caso da capital, o giro situa-se entre R$ 2,72 bilhões e R$ 2,82 bilhões.

ANÁLISE COMPLETA: Movimentação Financeira Natal 2018

 

Data

13 dezembro 2018

Compartilhe