Mercado de Trabalho mantém-se estável em agosto: taxa de desemprego foi 3,4% em Porto Alegre

Os dados do IBGE e do Ministério do Trabalho sobre o Mercado de Trabalho em agosto mostram um cenário de estabilidade nas variáveis ligadas ao emprego no Rio Grande do Sul:

  • Taxa de desemprego fechou em 3,4% em Porto Alegre;
  • Em relação a agosto/12 houve queda 0,1 ponto percentual;
  • Na média em 12 meses, manteve-se estável em 3,7% pelo quarto mês consecutivo;
  • Para o Brasil, o cenário é estável: 5,3% no último mês, mesma taxa do ano passado;
  • Na média em 12 meses, a taxa no Brasil caiu 0,1 ponto percentual: 5,4% contra 5,5% em julho.

(em % da população economicamente ativa)

Fonte: IBGE. Elaboração: AE/CDL POA.

Em termos de empregos formais, conforme o Ministério do Trabalho, os dados apontam:

  • 1,418 milhão de empregos formais em Porto Alegre: aumento de 2,14% em relação a agosto/12;
  • 3,07 milhões de empregos formais no RS: aumento de 2,9% em relação a agosto/12;
  • No Varejo Ampliado, em Porto Alegre, foram 194,5 mil empregos, crescimento de 2% em relação ao mesmo mês do ano anterior, representando geração líquida de 3,7 mil empregos formais ;
  • No Varejo Ampliado gaúcho como um todo foram 497 mil empregos, crescimento de 3,2% em relação ao mesmo período de 2012, ou aumento líquido de 15,4 mil empregos.

Em termos de valores pagos às pessoas ocupadas, os dados mostram crescimento real tanto na média quanto na comparação mensal:

  • Aumento de 7,1% na comparação com julho/12, em Porto Alegre: R$ 1.876 contra R$ 1.751;
  • Em relação à média em 12 meses, o crescimento real foi de 0,56%;

Considerações da Assessoria Econômica

Conforme temos destacado nas últimas notas, a taxa de desemprego parece ter se estabilizado próxima ao nível de 4% em Porto Alegre, e abaixo de 5,5% para o resto do país.

Entretanto, o ritmo de geração de empregos desacelerou na economia brasileira como um todo.

Ou seja, o mercado de trabalho continua preenchendo postos de trabalho, mas em velocidade menor.

O que provocou essa desaceleração? Acreditamos que esse movimento não está do lado da demanda por trabalhadores pelas empresas, mas sim da oferta de pessoas disponíveis para trabalhar – e com a qualificação desejada.

Observando os gráficos abaixo, verificamos:

  • o volume de pessoas contratadas (barras verdes) foi igual ou superior ao volume de pessoas que entraram no mercado de trabalho (barras escuras);
  • ou seja, as pessoas que são incorporadas ao mercado de trabalho rapidamente encontram um emprego.

Para o Varejo, entretanto, há uma dificuldade a mais que em outros setores:

  • o setor é muito mais intensivo em mão-de-obra que a Indústria e a Agropecuária;
  • logo, com mais dificuldades para encontrar trabalhadores mais qualificados, resta contratar aqueles com menor produtividade;
  • ocorre que o salário de contratação é o mesmo;
  • portanto, os custos crescem mais rapidamente que a produção, o que afeta a lucratividade das empresas

Por fim, esse cenário limita o crescimento mais forte da economia e, como consequência, pressiona ainda mais a inflação.(var. em milhares de pessoas)

Fonte: IBGE. Elaboração: AE/CDL POA.

Assessoria Econômica
Gabriel P. Torres – Economista
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Data

27 setembro 2013

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