Farmácia e supermercado puxam vendas do varejo gaúcho em 2023 - CDL POA

Farmácia e supermercado puxam vendas do varejo gaúcho em 2023

Farmácias tiveram alta de 6% nas vendas no ano passado, melhor desempenho no conceito restrito

O desempenho do varejo gaúcho em 2023 foi puxado por dois motores de vendas e que explicam muito da conjuntura que marcou o ano. A dupla farmácia e supermercados teve os melhores desempenhos, com altas de 6% e 4,1% respectivamente, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A média dos segmentos do chamado varejo restrito no Estado, que tem itens mais consumidos, teve avanço de 2,3%, enquanto o Brasil ficou em 1,7% em 2023. O varejo ampliado, com veículos, materiais de construção e atacarejos, avançou 1,2% no Estado.

O fator renda pesou para os dois segmentos que melhor performaram, enquanto juros e inadimplência maiores, outras duas marcas do ano passado, penalizaram segmentos como vestuário, eletromóveis e materiais de construção, todos com queda no volume comercializado no Rio Grande do Sul. Economistas ligados à Fecomércio-RS e à CDL Porto Alegre apontaram recuo da inflação como fator que favoreceu os dois segmentos, mas também sinalizaram para impactos mais da reta final do ano, com situação climática, agravada por um volume maior de chuvas.

No quadro geral, a economista define 2023 como “o ano do impulso ao consumo mais dependente de renda, com suporte de emprego e inflação recuando”. A demanda por medicamentos alimenta o setor e deve continuar, em meio a um Estado com envelhecimento acelerado. Ela também anota a concorrência de importados, com fluxo intenso de compras via plataformas asiáticas, de confecção a itens para casa, como fator que pode ter afetado o volume vendido.

Oscar Frank, economista-chefe da CDL-POA, indicou o fator chuva como decisivo no desempenho dos últimos meses do ano. “O varejo gaúcho tem tido grandes dificuldades desde o último quadrimestre do ano de 2023, quando tivemos o início de um período marcado pela grande incidência de chuvas, principalmente em setembro e novembro, mas que também ocorreram acima da média em dezembro”, lista Frank.

Os dados de chuvas em maior volume são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Dezembro frente a agosto, teve baixas acumuladas de 5,3% no varejo restrito e de 5,7% no ampliado, cita o economista. “Ainda assim, conseguimos crescer em 2023, porém em um ritmo modesto”, conclui Frank.

Contexto de varejistas em crise, fechamento de lojas e restrição de créditos afetou segmentos. No Estado, o inverno ameno, quase sem frio, foi o pesadelo dos setores de tecidos, vestuário e calçados. Veículos tivera um alento, após anos da pandemia em queda, devido ao programa federal que reduziu preços, cita o economista-chefe da CDL-POA.

Para 2024, a expectativa é de uma recomposição de setores que fecharam no negativo, sob efeito da melhora de indicadores, principalmente com a Selic, que é o juro básico, reduzindo, que podem afetar a condição das dívidas e atrasos na quitação. A supersafra esperada de grãos deve injetar mais demanda em cidades situadas em centros de produção primária. “Parte importante do Estado depende do agro, e isso transborda para o comércio”, associa a economista da Fecomércio-RS. “Em 2024, não teremos nenhum boom do comércio, mas o cenário é positivo e que evoluir de forma mais modesta”, aposta a economista.

Fonte: Jornal do Comércio

 

Data

08 fevereiro 2024

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