Estabilidade marca cenário do Emprego no Rio Grande do Sul e Porto Alegre: taxa de desocupação foi de 3,9%

Os dados do IBGE sobre emprego apontam que a taxa de desemprego na Região Metropolitana de Porto Alegre manteve-se estável em relação ao último mês:

  • 3,9% em maio, mesmo valor de abril/13;
  • em relação a maio/12 houve queda: 3,9% contra 4,5% no ano passado;
  • em termos de pessoas foram 78 mil desempregados na semana de pesquisa, entre mais de 2 milhões de pessoas empregadas ou aptas a procurarem emprego;
  • no Brasil também houve estabilidade do indicador: 5,8% em maio, mesmo percentual de abril/13 e maio/12.

Quanto aos rendimentos reais (ou seja, já descontada a inflação) recebidos pelas pessoas ocupadas, os dados são para abril/13 e apontam:

  • crescimento de 5,8% dos rendimentos reais em Porto Alegre, na comparação com abril/12;
  • em termos de valores, foram R$ 1.804 contra R$ 1.727 em maio/12;
  • no setor privado o crescimento foi menor, 0,8% na comparação com abril/12;
  • os rendimentos pagos no setor privado em Porto Alegre foram de R$ 1.431;
  • para o Brasil houve crescimento de 2,4% nos rendimentos em todos os setores, e 4,6% no setor privado.

(em % da população economicamente ativa)

Fonte: IBGE. Elaboração: AE/CDL POA.

Conforme temos destacado nas últimas notas, a taxa de desemprego parece ter se estabilizado próxima ao nível de 4% em Porto Alegre, e pouco abaixo de 6% para o resto do país.

Acreditamos que contribuem para esse comportamento:

  • a absorção no setor de Serviços das pessoas desocupadas na Indústria com a atividade econômica mais desaquecida no ano passado;
  • isso foi possível pois esse setor se manteve aquecido, já que ao contrário da Indústria, depende do crescimento da renda real e do crédito;

Por fim, chamamos atenção que a manutenção do mercado de trabalho aquecido pressiona os salários para cima, uma vez que a competição por mão-de-obra qualificada – especialmente dentro do setor de Serviços – se torna mais acirrada.

Isso significa que:

  • primeiramente os custos das empresas será afetado;
  • entretanto, um efeito posterior pode ser pressionar a inflação ao consumidor;
  • isso dependerá dos efeitos do aumento da taxa de juros sobre a atividade econômica no restante do ano;

Por fim, o aumento dos rendimentos não seria um problema se a produtividade estivesse se elevando na mesma proporção. Entretanto, não parece ser esse o cenário verificado. O gráfico abaixo aproxima um indicador de produtividade média calculado pelo Banco Central.

A linha pontilhada mostra o nível de salário real (em número índice) em comparação ao nível de produtividade média no país, medido pelo PIB e as pessoas empregadas no trimestre. Nota-se claramente que desde 2008 os rendimentos reais se aceleraram mais rapidamente que a produtividade dos trabalhadores no Brasil.(em número-índice, base: média (2007)=100)

Fonte: IBGE; Banco Central do Brasil. Elaboração: AE/CDL POA.

Assessoria Econômica
Gabriel P. Torres – Economista
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Data

20 junho 2013

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