Presentear os pais na data comemorativa, em época de crise, é um desafio tanto para os filhos quanto para os comerciantes, que precisam abusar da criatividade e das promoções para chamar atenção do cliente. Vendedores de diferentes segmentos ouvidos pela reportagem do Diário Gaúcho no Centro de Porto Alegre observam que há queda nas vendas desde o ano passado. Alguns não tiveram sorte nem no Dia das Mães, uma das datas mais fortes para o comércio. Uma loja de roupas na Rua Doutor Flores reduziu em 50% o valor de um modelo de camisa e em 60% o valor dos cintos. Apesar das promoções, os itens que mais têm saída ainda são os famosos kits de meias e cuecas, que ficam na casa dos R$ 10.
– Acho que a crise pegou todos os segmentos – avalia o gerente Anderson Fonseca, que trabalha há 12 anos com o setor de vestuário. Em uma ferragem na Rua Voluntários da Pátria, o movimento não sobressai em função do Dia dos Pais. A loja organizou uma bancada com sugestões de presentes de diversos valores. Entre as opções que mais cabem no bolso, kits de facas com preços entre R$ 20 e R$ 30.
– A gente não percebeu muitos clientes comprando presentes para os pais. Mas o pessoal costuma deixar para a última hora – diz a supervisora Michele Ferrão.
Carinho
Lojas de artigos variados como os bazares oferecem opções de canecas com mensagens carinhosas ou cuias com o símbolo do time preferido a valores que variam entre R$ 11 e R$ 30. E uma boa opção para quem não pode gastar mas quer fazer uma demonstração de carinho na data especial.
Entidades apostam em repetir vendas de 2015
Embora os comerciantes entrevistados pelo Diário Gaúcho ainda não tenham sentindo a movimentação da data, ainda há esperança para as compras de última hora. A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e o Sindicato dos Lojistas do Comércio (Sindilojas) de Porto Alegre estão otimistas. Um levantamento feito pelos órgãos constatou que a comemoração do Dia dos Pais deve pelo menos atingir a marca do ano passado, de R$ 56,77 milhões em vendas.
Vestuário
A pesquisa revelou que 44% dos participantes pretendem comprar roupas de presente, 10% devem optar por calçado e 8% preferem perfumaria. O pagamento à vista é a preferência de 34% dos entrevistados.
Fonte: Diário Gaúcho.