Com apoio da CDL POA, entidades empresariais debatem os impactos da retirada dos incentivos fiscais em reunião na Federasul - CDL POA

Com apoio da CDL POA, entidades empresariais debatem os impactos da retirada dos incentivos fiscais em reunião na Federasul

Em reunião extraordinária da Federasul, nesta quarta-feira (7), que durou duas horas, foram ouvidos os mais de 15 representantes de todos os setores produtivos e empresariais gaúchos e celebrou a conjunção de ideias. Em tom unânime, os participantes posicionaram-se contra os a favor da retirada dos quatro decretos de proposição do Governo do Estado, que incidirão diretamente sobre a cesta básica dos gaúchos.

O presidente da FEDERASUL, Rodrigo Sousa Costa, argumentou que a retirada dos incentivos prejudica a competitividade das empresas gaúchas, além de afetar diretamente na mesa da população.  “O limite da narrativa é a coerência”, afirmou. Segundo o presidente da FEDERASUL, o Governo valoriza um superávit das contas públicas, mas propõe medidas que aumentam impostos.

A presidente do Conselho da Mulher Empreendedora da FEDERASUL, Simone Leite, lembrou a importância de transmitir essas informações à opinião pública. “Precisa ser dito que o governador se elegeu dizendo que não aumentaria impostos. Ele já sabia das contas públicas”.

Confira as falas dos líderes das entidades presentes na reunião:

“Este é um confronto de entendimento (com o governo do Estado) para o bem do RS.”

– Luiz Carlos Bohn, presidente da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS)

“A base de cálculo da queda de arrecadação que o governo fez considera anos atípicos no RS, de seca (2021 e 2022) e a pandemia (2020 e 2021)”

– Fábio Avancini Rodrigues, vice-presidente da Farsul

“A gente anda pelo interior, fala com os sindicatos e a sensação de todos é de desânimo.”

– Marco Oderich, representante da Federação das Indústrias do RS (FIERGS)

“O prejuízo dos decretos em áreas da produção como ovos, figo, uva entre outros, tende a acontecer”

– Vilson Noer, presidente da AGV

“51% do varejo e serviços é informal. Aquele proprietário de uma vendinha vai se tornar informal. O caminho que o governo está apontando aqui é o da informalidade”

– Ivonei Pioner, presidente da Federação Varejista do RS

“Estou muito convicto de que temos que abraçar essa causa com muito fervor e não permitir que esses decretos entrem em vigor lá em abril”

– Irio Piva, presidente da CDL de Porto Alegre

“O Governo quer aumentar alimentos (como até 25%) em hortifrutis, enquanto o trabalhador teve 7% de aumento.”

– Flavio Ribeiro, presidente do SESCON-RS

“Todos aqui temos que defender o consumidor final. Os decretos podem afetar até a segurança alimentar”

– Antônio Cesa Longo, presidente da AGAS

“Estaremos juntos até o último minuto. O governador prometeu na eleição que não aumentaria impostos. Nós vamos cobrar isso”

– Arcione Piva, presidente do Sindilojas – Porto Alegre

Próximo passo

As entidades, de forma unânime, marcaram para o próximo dia 21/02, no Palácio do Comércio, um fórum técnico sobre os decretos estaduais e soluções possíveis para arrecadação. Para isso, além das entidades setoriais, serão convidadas, todas as secretarias envolvidas bem como as frentes parlamentares.

 

 

 

Data

07 fevereiro 2024

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