Cartão de Crédito ainda é a modalidade de crédito que mais cresce

O crédito no Brasil continuou em expansão em abril, mantendo o comportamento do primeiro trimestre, conforme dados divulgados pelo Banco Central do Brasil:

  • Novos empréstimos de Crédito Livre à Pessoa Física cresceram R$ 130,2 bilhões, cerca de 24,6% a mais que em abril/12;
  • Considerando apenas Empréstimos Pessoais, crédito para Aquisição de Bens e Cartão de Crédito, o crescimento foi de R$ 99,6 bilhões, cerca de 30,7% em relação a abril/12;
  • Dentre as mais importantes, Cartão de Crédito foi a modalidade que mais cresceu: R$ 69,9 bilhões, cerca de 34,8% a mais que abril/12;
  • Descontando os empréstimos destinados à compra de veículo, o crédito para Aquisição de Outros Bens, onde incluem-se crediários de lojas, cresceu 14,6% no mesmo período, representando R$ 0,8 bilhões.

Considerando o saldo de Crédito Livre às Pessoas Físicas, que correspondem a novos e antigos empréstimos ainda não quitados, o total em abril foi de R$ 707,1 bilhões. Esse valor corresponde a cerca de 28,9% do saldo de crédito na economia, crédito livres e direcionado, que foi de R$ 2.453 bilhões em abril.(var % nominal sobre igual mês ano anterior)

Fonte: Banco Central do BrasilElaboração: AE/CDL POA.

Fonte: Banco Central do BrasilElaboração: AE/CDL POA.

Em termos de taxas de juros, a média das operações de Crédito Livre a Pessoa Física foi de 34,4% a.a, sendo a modalidade Cartão de Crédito a de maior valor, mantendo-se em 192,9% a.a. Dentre as três principais modalidades, as de menor taxas de juros foram Aquisição de Veículos 19,9% a.a. e Empréstimos Pessoais, com 36,8% a.a.

Por fim, os prazos médios das concessões mostram que as pessoas físicas têm em média tomado empréstimos de até 46,8 meses, sendo Cartão de Crédito a modalidade com menores prazos de empréstimos em abril/13. Quanto ao saldo de crédito livre, este apresentou prazos médios de 18,4 meses.

Considerações da Assessoria Econômica

Os dados apontam crescimento moderado do crédito no Brasil, um comportamento já observado desde o início do ano. Contribuem para esse desempenho:

  • a relativa estabilidade da inadimplência no Crédito Livre às Pessoas Físicas, já há vários meses ao redor de 7,8% (em abril/13 foi 7,5%);
  • a recuperação mais lenta que o esperado da atividade econômica;
  • o expressivo crescimento do crédito nos últimos anos, o que implica em saldos de empréstimos antigos e novos elevado para quitar.

Para os próximos meses a expectativa é da continuidade do ritmo de crescimento, o que é resultado da atividade econômica mais moderada que a esperada e no aparente novo ciclo de aumento de juros iniciado pelo Banco Central. Em termos de inadimplência, os dados mostram que aumentos na taxa SELIC provocam aumento na inadimplência de 5-7 meses depois de sua ocorrência.

Chamamos a atenção para a decisão de amanhã do Banco Central sobre a taxa SELIC, o que indicará se a instituição de fato iniciou um novo ciclo de aumento de juros, como parece ser o caso. Atualmente, as expectativas do mercado apontam que a SELIC deve subir 0,25 p.p. amanhã, atingindo 7,75% a.a.(em pontos percentuais)

Fonte: Banco Central do BrasilElaboração: AE/CDL POA.

Assessoria Econômica
Gabriel P. Torres – Economista
gabriel.torres@cdlpoa.com.br
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Data

27 maio 2013

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