A CDL Porto Alegre se posiciona contrária ao recente anúncio do novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, de aumentar os tributos para reforçar a arrecadação do governo. “Queremos demonstrar a nossa contrariedade, pois na nossa percepção do setor varejista esses aumentos apenas vão prejudicar o desempenho da economia, do mercado, do consumo e até a geração de emprego”, afirmou o presidente da entidade, Gustavo Schifino. “Se fosse diminuída a exuberância do Estado e houvesse governança nos mecanismos estatais, essas medidas não seriam necessárias”, avaliou. “Desta forma, o Índice de Consumo das Famílias deve apresentar uma variação negativa ainda maior do que o anteriormente previsto para 2015, passando de -0,6% para -1,00%, em nosso cenário base”.
Cenário
De acordo com o ministro, o objetivo é obter este ano R$ 20,6 bilhões em receitas extras. A maior arrecadação virá da elevação do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre os combustíveis e do retorno da Contribuição para Intervenção no Domínio Econômico (Cide). O governo espera obter R$ 12,2 bilhões com a alta, que entrará em vigor em 1º de fevereiro.
Outra decisão diz respeito ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no crédito para pessoas físicas, cuja alíquota dobrará de 1,5% para 3% ao ano. A alíquota de 0,38% cobrada na abertura da operação de crédito está mantida. Dessa forma, o tomador de crédito, que pagava 1,88% ao ano, passará a pagar 3,38%. De acordo com a Receita Federal, o aumento renderá R$ 7,4 bilhões aos cofres federais este ano.