O varejo ampliado gaúcho teve uma queda maior do que o brasileiro no acumulado em 12 meses, com variação de -5,8% frente a -5,0% do brasileiro. No varejo restrito, a variação no acumulado em 12 meses foi de -1,0% para o RS e -0,5% para o Brasil.
De acordo com o IBGE, o Varejo Ampliado e o Varejo Restrito apresentaram queda real novamente em abril, no Brasil e no RS. Os dados para maio de 2015 estão a seguir. Para o Varejo Ampliado gaúcho em maio, os dados apontam as seguintes variações (já descontada a inflação):
- contra maio/14: queda de 13,7%;
- acumulada em 2015: queda de 9,90%;
- acumulada em 12 meses: queda de 5,8%.
No Varejo Restrito gaúcho, que exclui Veículos e Material de Construção, as variações foram:
- contra maio/14: queda de 5,2%;
- contra abril/15: queda de 1,15% (descontados os efeitos sazonais);
- acumulada em 2015: queda de 3,8%;
- acumulada em 12 meses: queda de 1,0%.
O Varejo Ampliado no Brasil teve desempenho negativo novamente, com queda de 10,4% frente a maio/14 e queda de 1,83% frente a abril/15 (sem efeitos sazonais). No acumulado em 12 meses, o Varejo Ampliado brasileiro apresentou queda de 5,0% em maio.
Por fim, para o Varejo Restrito no Brasil, os resultados mensais foram -4,5% (contra maio/14) e -0,89% (contra abril/15, com ajuste sazonal). No acumulado em 12 meses, o Varejo Restrito no Brasil diminuiu 0,5% em maio.
(var. % real – mês s/ mês ano anterior)
Fontes: IBGE. Elaboração: AE/CDL POA.
(em var. % real acumulada em 12 meses)
Fontes: IBGE. Elaboração: AE/CDL POA.
Considerações da Assessoria Econômica
Na separação por atividade, não houve observação de variação positiva para nenhuma atividade do varejo gaúcho na comparação de maio de 2015 com o mesmo mês do ano anterior. Nessa base de comparação, o setor de veículos, partes e peças permanece com uma queda acentuada, tanto no RS como no Brasil.
Conforme afirmamos em nossas últimas notas, a moderação no consumo das famílias é resultado da deterioração da economia brasileira e gaúcha como um todo. Em cenário com inflação elevada, taxas de juros altas, baixa confiança do consumidor e mercado de trabalho em processo de desaceleração, é improvável que o consumidor encontre espaço em seu orçamento para aumentar seu consumo no mesmo ritmo dos anos anteriores.
(em var. % real)
Fontes: IBGE. Elaboração: AE/CDL POA.