O IPCA de junho apresentou variação de 0,79%, levando o índice acumulado em 12 meses para 8,89%. No acumulado do ano, a variação é de 6,17%, próximo ao limite superior da meta.O índice oficial de inflação do Brasil, IPCA, cresceu 0,79% em junho frente ao mês anterior. Com um resultado maior em 0,39 p.p. em relação ao mesmo mês do ano anterior (+0,40%), o acumulado em 12 meses fechou em 8,89%, o que representa 2,37 p.p. acima do observado em junho de 2014 (+6,52%). Em Porto Alegre, a variação foi abaixo da média nacional: +0,75% no mês, com acumulado em 12 meses ficando em 9,36% (0,47 p.p. acima do valor nacional).
Dentre os grupos de maior aumento encontramos:
- Brasil: Despesas pessoais (+1,63%) e Saúde e cuidados pessoais (+0,91);
- Porto Alegre: Vestuário (+1,53%) e Despesas pessoais (+1,50);
Por fim, entre os de menor aumento estão:
- Brasil: Educação (+0,20%) e Comunicação (+0,34%);
- Porto Alegre: Educação (-0,06%) e Comunicação (+0,07);
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Fontes: Relatório FOCUS/Banco Central do Brasil. Elaboração: AE/CDL POA.
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Fontes: IBGE. Elaboração: AE/CDL POA.
Considerações da Assessoria Econômica
A taxa de inflação medida pelo IPCA foi, em junho de 2015, a maior taxa dos meses de junho desde 1996, quando o índice apresentou variação de 1,19%. No acumulado em 12 meses, o resultado apresentado em junho foi de 8,89%, que consiste na maior taxa desde dezembro de 2003, quando estava em 9,30%.
O subgrupo que individualmente mais contribuiu para o aumento da inflação de junho foi o de jogos de azar (30,8%), que é classificado dentro do grupo de despesas pessoais, que apresentou variação de 1,63%. Ainda assim, a elevação dos preços observada nesse ano é um resultado de uma série de aumento de preços (livres e monitorados), e não de um único ítem. Embora o mercado acredite no retorno da inflação para dentro do intervalo da meta no próximo ano, há a expectativa de que a inflação desse ano ultrapasse os 9%.
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Fontes: Relatório FOCUS/Banco Central do Brasil; IBGE. Elaboração: AE/CDL POA.