Índice de inadimplentes inicia maio em 12,4% - CDL POA

Índice de inadimplentes inicia maio em 12,4%

Percentual de pessoas que se tornaram inadimplentes após 3 meses subiu 2,3 pontos percentuais em relação ao mesmo mês de 2013, e 0,2 p.p. na média em 12 meses.

O Índice de Inadimplentes iniciou maio de 2014 em alta pelo terceiro mês consecutivo.

O índice, que verifica o percentual de pessoas que se tornaram inadimplentes após 3 meses, aponta no Rio Grande do Sul:

  • aumento de 2,2 ponto percentual (p.p.), na comparação com abril/13 (12,6% contra 10,4% no ano anterior);
  • aumento de 0,2 p.p. na média-móvel 12 meses na comparação com março/14 (10,4% contra 10,6%), que atenua efeitos sazonais;
  • aumento na comparação do índice cheio com relação a março/14, 12,6% contra 11%.

(% de pessoas consultadas que ficaram inadimplentes após 3 meses)

Fonte: SCPC; NI/CDLPOA.

(em pontos percentuais)

Fonte: SCPC; NI/CDLPOA.

Na segmentação por regiões houve comportamento similar entre Interior e Porto Alegre:

  • Porto Alegre: aumento de 2,1 p.p. contra maio/13, e 0,15 p.p. contra abril/14 na média-móvel 12 meses;
  • Interior: aumento de 2,0 p.p. contra maio/13, e 0,1 p.p. contra abril/14 na média-móvel 12 meses;

O indicador calculado, no início de maio, com os dados em março apontou que 12,4% das pessoas que foram consultadas há três meses no SCPC no Rio Grande do Sul, e que não estavam inadimplentes, hoje possuem ao menos um registro de inadimplência em seu nome.

A variação do índice na comparação com maio/14 foi de +2,3 ponto percentual, ou seja, aumentou de 10,1% para 12,4%.

Já na segmentação por atividade econômica, os estabelecimentos com menor percentual de inadimplentes no início de abril foram Transportes e Passagens Aéreas (4,9%), Farmácias (5,1%) e Produtos para a Área de Saúde (5,2%).

Considerações da Assessoria Econômica

O percentual de pessoas que se tornaram inadimplentes subiu novamente no início de maio, confirmando a tendência de alta nesse primeiro semestre.

Tal qual no mês anterior, a média-móvel em 12 meses, que vinha se alterando muito lentamente, voltou a subir. Entre os fundamentos que provocaram esse crescimento estão:

  • efeitos defasados do aumento da Taxa de Juros (SELIC) (atualmente em 11% a.a.), aumento nos empréstimos destinados à renegociação de dívidas e inflação ainda alta;
  • volume menor de consultas em janeiro (mês em que as consultas de referência foram efetuadas), o que é um efeito sazonal do mês;
  • renda e crédito para consumo em crescimento moderado fazem com que aumentos não ocorram de forma mais acelerada.

O aumento nos empréstimos para renegociação no 1º trimestre mantém o alerta para os próximos meses, já que representa um sinal de dificuldades de alguns consumidores em arcar com todos os financiamentos já tomados.

Nos últimos dois meses houve aumento de empréstimos dessas modalidades em mais de 14% contra igual trimestre do ano anterior, já descontados os efeitos da inflação. No mesmo período do ano passado, esses aumentos não excederam 8,1% (ver gráfico na página seguinte).

Lembramos que o movimento de aumento nos registros de inadimplência não foi acompanhado pela inadimplência em valores, medida pelo Banco Central. Tal comportamento reflete as melhores condições de crédito dentro do Sistema Financeiro, com melhor seleção dos consumidores. Com risco menor, os consumidores atrasam parcelas com valores baixos, em comparação ao total de crédito emprestado mensalmente.

Assim, mantemos o cenário de viés de alta para a inadimplência no primeiro semestre. A alta está relacionada a magnitude do aumento da taxa de juros e os efeitos da inflação sobre as famílias. Quanto mais forte forem, mais provável será o seu crescimento.(var. % real no mês sobre mesmo mês ano anterior)

Fonte: SCPC; NI/CDLPOA.

OBS: considera concessões com Cartão de Crédito Rotativo e Crédito Pessoal Não-consignado para Renegociação de Dívidas (deflacionadas pelo IPCA – dez/13)

(% de pessoas consultadas que ficaram inadimplentes após 3 meses)

Fonte: SCPC; NI/CDLPOA.

(% de pessoas consultadas que ficaram inadimplentes após 3 meses)

Fonte: SCPC; NI/CDLPOA. 

*Tamanho de amostra insuficiente para inferência sobre esse grupo, pelo baixo número de consultas

(% de pessoas consultadas que ficaram inadimplentes após 3 meses)

Fonte: SCPC; NI/CDLPOA.

Notas Metodológicas

O Índice de Inadimplentes CDL Porto Alegre mede o percentual de pessoas que se tornaram inadimplentes após 3 meses, dado que foram consultadas (em determinado local, ou por loja de um segmento específico) há 3 meses e não apresentavam nenhum registro no SCPC naquele momento.Desta forma, por exemplo, dados divulgados em julho são fechados no último dia de junho, consideram as consultas sem registros realizadas em março. Os dados não consideram qual a forma de pagamento desejada pelo cliente na hora de sua realização.A classificação de uma pessoa em Porto Alegre ou Interior ocorre pelo local onde ela foi consultada há 3 meses. Assim, se uma pessoa foi consultada no Interior e na Capital ela contará para cada uma dessas estatísticas. Isso ocorre pois supomos que cada consulta é uma operação diferente e, portanto, essa pessoa deve contar nas operações de ambas localidades. Assim, quanto mais uma pessoa for consultada mais isso influenciará a probabilidade de se tornar inadimplente.O mesmo ocorre para a classificação entre segmentos. Uma pessoa consultada, por exemplo, por uma Financeira e por uma Loja de Departamentos contará para cada um desses segmentos. Entretanto, para o total de Porto Alegre, essa mesma pessoa deverá contar apenas uma vez.

No caso de faixas etárias, a contagem de uma mesma pessoa em mais de uma faixa só ocorrerá quando, no intervalo de 3 meses desde a consulta observada, essa pessoa completou seu aniversário.(% de pessoas consultadas que ficaram inadimplentes após 3 meses)

Fonte: SCPC; NI/CDLPOA. 

(% de pessoas consultadas que ficaram inadimplentes após 3 meses)

Fonte: SCPC; NI/CDLPOA. 

(% de pessoas consultadas que ficaram inadimplentes após 3 meses)

Fonte: SCPC; NI/CDLPOA. 

*Tamanho de amostra insuficiente para inferência sobre esse grupo, pelo baixo número de consultas

(% de pessoas consultadas que ficaram inadimplentes após 3 meses, e % do saldo de crédito às pessoas físicas com atraso superior a 90 dias, respectivamente – ambos em média-móvel 12 meses)

Fonte: SCPC; NI/CDLPOA; Banco Central do Brasil.

(% de pessoas consultadas que ficaram inadimplentes após 3 meses)

Fonte: SCPC; NI/CDLPOA. 

Considera os segmentos com volume de consultas grande o suficiente em termos amostrais

Data

16 maio 2014

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