Novos empréstimos de Crédito livre, descontados recursos vinculados a Veículos e Renegociações, aceleraram no final do ano em termos nominais.
Os dados do Banco Central sobre o volume de crédito mostram que o ritmo de crescimento em dezembro manteve a recuperação do segundo semestre, na comparação com 2012.
O saldo de empréstimos no país atingiu R$ 2,71 trilhões, sendo R$ 357 bilhões em novos empréstimos.
Considerando apenas os novos empréstimos(concessões) a Pessoas Físicas:
- no Crédito Livre, aumento nominal de 12,8% em relação a dezembro/12;
- excluindo empréstimos vinculados a Veículos e Renegociação de Dívidas houve aumento nominal de 18,4% em relação a dezembro/12;
- Cartão de Crédito, excluindo renegociação de dívidas, manteve-se como quem mais cresceu: 19,8%;
- Crédito para Aqusição de Bens, ligado a financeiras, apresentou crescimento mais modesto, 1,7% nominal.
(var. % dezembro/2013 contra dezembro/2012)
Fontes: Banco Central do Brasil Elaboração: NI/CDL Porto Alegre
Em termos de valores em atraso (inadimplência), os dados do Banco Central apontam:
- 6,7% para Pessoas Físicas, queda de 1,3 ponto percentual em relação à dezembro/12;
- 8,47% para empréstimos em Aquisição de Bens (exclui Veículos), vinculado a financeiras – queda de 1,5 p.p. no mês;
- 1,6% para o Crédito Imobiliário (queda de 0,3 p.p.);
- 5,2% para aquisição de Veículos (redução de 1,3 p.p.).
Para o Rio Grande do Sul os dados são de novembro, e mostram um saldo de empréstimos em R$ 93,9 bilhões (+15,8% nominal em relação a novembro/12).
Considerações da Assessoria Econômica
O cenário do Crédito em 2013 fechou conforme o esperado, com crescimento moderado se comparado com os últimos anos.
No acumulado em 12 meses, os novos empréstimos (descontados Renegociação e Veículos) cresceram 15,5% em termos nominais, o que significa cerca de 9,1% de crescimento real.
Favoreceram esse movimento:
- a redução da inadimplência nos últimos meses;
- o crescimento da renda das famílias acima da inflação.
O cenário nesse momento é de endividamento controlado, mas acreditamos ser prudente manter atenção a alguns pontos que podem prejudicar essa dinâmica nos próximos meses:
- o ritmo de crescimento dos salários, mesmo acima da inflação, tem desacelerado pelas margens pressionadas das empresas há muito tempo;
- o Banco Central deve seguir elevando os juros, ao menos na próxima reunião, gerará impactos pelos meses seguintes pois seus efeitos não são imediatos;
- o crédito para a Renegociação de Dívidas, cresceu para de 6,5% em fevereiro/13 para fechar em 12,4% em 2013, no acumulado em 12 meses.
Para 2014, nossa projeção é de crescimento real dos novos empréstimos livres em 5,78% (12,07% nominal).