Quarto mês do ano foi positivo com relação a 2013, mas caiu na margem quando comparado a março deste ano.
Segundo os dados divulgados pelo IBGE, o Varejo Restrito no RS cresceu em abril contra igual mês de 2013. O faturamento do mês foi aproximadamente R$ 8,4 bilhões.
Os dados apontam, já descontada a inflação:
- aumento de 5,53% em relação a abril/2013;
- queda de 0,43%com relação a março/2014, já descontados os efeito sazonais;
- crescimento acumulado nos últimos 12 mesesaumentou para 4,10%;
- no Varejo Ampliado, que inclui Veículos e Material de Construção, o aumento foi de 3,1% em relação a abril/2013;
- entre os segmentos com melhor desempenho na comparação com abril/13 estão Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (+11,3%), Alimentos e bebidas (+8,6%), e Combustíveis e Lubrificantes (+3,4%).
(var. % – mês s/ mês ano anterior)
Fonte: IBGE. Elaboração: NI/CDL Porto Alegre.
(em var. %)
Fonte: IBGE. Elaboração: NI/CDL Porto Alegre.
Por fim, o Varejo Restrito no Brasil teve desempenho melhor que o gaúcho, com aumento de 6,7% frente à abril/13, e queda de 0,35% frente à março/13 – já descontados os efeitos sazonais. No acumulado, o Varejo Restrito brasileiro acelerou para 4,9%.
Considerações da Assessoria Econômica
Os dados mostraram um resultado de crescimento negativo na margem, com queda de 0,43% em abril, frente a março. Entretanto, o mês foi bastante positivo se comparada com o mesmo período do ano passado: 5,53% em termos reais. O resultado, portanto, permitiu uma aceleração do segmento para 4,1% nos últimos 12 meses – e 4,3% quando consideramos apenas os primeiros quatro meses.
Além dos fatores já amplamente citados em nossas notas anteriores que contribuíram para esse resultado positivo (como o crescimento da renda ligada ao mercado de trabalho) há o resultado do crédito (novos empréstimos) em março e no 1º trimestre, que também segue em expansão acima da inflação.
Assim, o mês de abril contribuiu para um cenário levemente melhor ao de 2013 para o Varejo gaúcho, quando o consideramos a tendência em 12 meses.
Os dados apontam para a manutenção do cenário de moderação do Varejo, basicamente em função dos fatores que continuam presentes na economia e limitam o crescimento do consumo das famílias:
- os efeitos defasados que ainda restam do aumento nas taxas de juros devem ocorrer de forma integral até o fim de 2014;
- a aceleração da inflação para nível próximo a 6,5% (atualmente em 6,3%), e com risco de ultrapassar o limite superior da banda;
- restrição na oferta de trabalhadores manterá a taxa de desemprego pressionada;
- mas o limite da capacidade das empresas em absorver o crescimento dos salários descolado da produtividade deve impedir aceleração mais forte da renda.
Desta forma, mantemos nossa projeção de crescimento real de 3,92% para o faturamento do Varejo Restrito gaúcho em 2014 – conforme o indicador do IBGE.