O Varejo ampliado gaúcho apresentou em agosto queda de 7,2% no acumulado em 12 meses e queda de 15,1% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Esses dois resultados consistem na pior variação apresentada pelo índice gaúcho, desde o início da série histórica.De acordo com o IBGE, o Varejo Ampliado e o Varejo Restrito apresentaram queda real novamente em agosto, no Brasil e no RS. Para o Varejo Ampliado gaúcho, os dados de agosto apontam as seguintes variações (já descontada a inflação):
- contra agosto/14: queda de 15,1%;
- acumulada em 2015: queda de 10,3%;
- acumulada em 12 meses: queda de 7,2%.
No Varejo Restrito gaúcho, que exclui Veículos e Material de Construção, as variações foram:
- contra agosto/14: queda de 9,4%;
- contra julho/15: queda de 0,1% (descontados os efeitos sazonais);
- acumulada em 2015: queda de 4,9%;
- acumulada em 12 meses: queda de 3,0%.
O Varejo Ampliado no Brasil, em agosto, apresentou queda de 9,6% frente a agosto/14 e queda de 2,0% frente a julho/15 (sem efeitos sazonais). No acumulado em 12 meses, o Varejo Ampliado brasileiro apresentou queda de 5,2% em agosto.
Por fim, para o Varejo Restrito no Brasil, as variações apresentadas foram de -6,9% (contra agosto/14) e de -1,0% (contra julho/15, com ajuste sazonal). No acumulado em 12 meses, o Varejo Restrito no Brasil diminuiu 1,5% em agosto.
(var. % real – mês s/ mês ano anterior)
Fontes: IBGE. Elaboração: AE/CDL POA.
(em var. % real acumulada em 12 meses)
Fontes: IBGE. Elaboração: AE/CDL POA.
Considerações da Assessoria Econômica
Na comparação de agosto desse ano com agosto do ano passado, não houve atividade com variação positiva no RS. No Brasil, a única atividade com variação positiva foi a de farmácias, cosméticos e artigos médicos, com crescimento de 1,1% nessa base de comparação. Na separação por atividade, destaca-se o setor de veículos, partes e peças no RS, por apresentar novamente uma queda expressiva. No acumulado do ano em agosto, esse setor apresenta queda de 21,9% no volume de vendas.
Conforme afirmamos anteriormente, a moderação no consumo das famílias é resultado da deterioração da economia brasileira e gaúcha como um todo. Os cenários econômico e político correntes do país e do estado gaúcho desfavorecem o consumo das famílias. Renda, crédito e confiança do consumidor são fatores determinantes no nível de gasto da população, mas, infelizmente, não se encontram em uma posição favorável ao consumo.
(em var. % real)
Fontes: IBGE. Elaboração: AE/CDL POA.