O primeiro trimestre de 2015 apresentou queda de 1,29% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior e queda de 1,41% no acumulado em 4 trimestres. Para o comércio gaúcho, as variações nas mesmas bases de comparação foram queda de 6,40% e queda de 2,24%, respectivamente.Conforme os dados divulgados pela FEE, o PIB do RS está em recessão no acumulado em 4 trimestres, assim como o PIB brasileiro. Os dados mostram as seguintes variações reais:
- contra 1º trim./2014: queda de 1,29%;
- contra 4º trim./2014: aumento de 0,93% (com ajuste sazonal);
- acumulado em 4 trimestres: queda de 1,41%.
Os segmentos que mais caíram no acumulado em 4 trimestres foram a indústria de transformação (-6,57%) e a de construção civil (-5,40%), com o total das indústrias em -5,36%.
O setor de Serviços (que compreende comércio, transportes e o setor imobiliário, dentre outros) apresentou aumento de 0,24% na mesma base de comparação. Dentro desse cálculo, o Comércio (Varejo e Atacado) apresentou queda de 6,40% no primeiro trimestre de 2015 frente ao mesmo período do ano anterior, acumulando queda de 2,24% no acumulado em 4 trimestres.
(em var. %)
Fontes: FEE. Elaboração: AE/CDL POA.
(em var. % acumulada em 4 trimestres)
Fontes: FEE. Elaboração: AE/CDL POA.
Como salientado em notas anteriores, 2014 foi um ano de desaceleração para o RS, culminando em crescimento praticamento nulo no total de 2014. Essa tendência persiste no primeiro semestre de 2015, levando o PIB gaúcho para uma queda de 1,41% no acumulado em 4 trimestres. O PIB nacional, calculado pelo IBGE, apresentou queda de 0,89% na mesma base de comparação, o que indica que o encolhimento do produto não é fato isolado do RS. Para o comércio (varejo e atacado), a queda foi mais forte no acumulado em 4 trimestres (variação de -2,24%), já que houve queda de 6,40% no primeiro trimestre de 2015 na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Na apresentação dos dados elaborada pela Fundação de Economia e Estatística do RS (FEE), a redução da expansão do crédito pelo Bacen, a redução da massa de rendimentos, o aumento da taxa de desocupação e a redução do saldo de criação de empregos foram apontadas como algumas razões do desempenho negativo do comércio, que, nesse semestre, teve o seu pior desempenho desde o início da série (2002).
Ainda segundo a FEE, a indústria de transformação teve seu pior desempenho desde a crise de 2009. A instituição aponta como algumas razões a desaceleração da produção de máquinas e implementos relacionada com a queda dos preços das commodities agrícolas e a redução da venda de automóveis para as famílias e de ônibus e caminhões para as empresas. Destaca-se positivamente na indústria de transformação o setor de bebidas (+11,4%), cujo bom desempenho foi fortemente influenciado pelo aumento da produção de vinho.
O desempenho previsto do PIB gaúcho para o final do ano de 2015 é de fraco crescimento no cenário base (+0,23%) e recessão no cenário pessimista (-4,87%).