Março cai e Varejo fecha 1º trimestre com +3,95% - CDL POA

Março cai e Varejo fecha 1º trimestre com +3,95%

Efeito Carnaval, deslocado para março nesse ano, prejudicou o desempenho mensal: como resultado, no 1º trimestre o Varejo gaúcho seguiu a tendência de 2013.Segundo os dados divulgados pelo IBGE, o Varejo Restrito no RS caiu 1,19% em março contra fevereiro, já descontados os efeitos sazonais. O faturamento de março foi aproximadamente R$ 8,3 bilhões.

Os dados apontam, já descontada a inflação:

  • queda de 1,19% em relação a fevereiro/2014, já descontados os efeitos sazonais;
  • queda de 2,9%com relação a março/2013;
  • crescimento acumulado nos últimos 12 mesesem 3,84%;
  • no Varejo Ampliado, que inclui Veículos e Material de Construção, a queda foi de 3,2% em relação a março/2013;
  • entre os segmentos com melhor desempenho na comparação com março/13 estão Combustíveis e Lubrificantes (+10,5%), Farmácias, cosméticos e artigos médicos (+7,7%), e Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (+0,3%).

(var. % – mês s/ mês ano anterior)

Fonte: IBGE.  Elaboração: NI/CDL Porto Alegre

(em var. %)

Fonte: IBGE.  Elaboração: NI/CDL Porto Alegre

Por fim, o Varejo Restritono Brasil teve desempenho melhor que o gaúcho, com quedas de 0,52% frente à fevereiro/14, e 1,1% frente à março/13. No acumulado, o Varejo Restrito brasileiro acelerou para 4,5%.

Considerações da Assessoria Econômica

Os dados mostraram um resultado de crescimento negativo na margem, com queda de 1,19% em março, frente a fevereiro. Considerando os resultados janeiro e fevereiro, no 1º trimestre o Varejo gaúcho cresceu 3,9%. Tal expansão no trimestre segue a tendência de 2013, quando o Varejo cresceu 3,82%.

É importante destacar, contudo, que o resultado do mês foi bastante influenciado pelo efeito calendário do Carnaval, carregado de fevereiro – ao contrário do que ocorreu em 2013. Com esses resultados o desempenho acumulado em 12 meses também se manteve em 3,8%.

Além dos fatores já amplamente citados em nossas notas anteriores que contribuíram para esse resultado positivo (como o crescimento da renda ligada ao mercado de trabalho) há o resultado do crédito (novos empréstimos) em março e no 1º trimestre, que acelerou 6,2% e 8,1%, respectivamente, já descontada a inflação.

Assim, o balanço do 1º trimestre é de um cenário bastante parecido ao de 2013 para o Varejo gaúcho, quando o setor cresceu 3,82%, conforme nossas projeções.

Ocenário deve manter a tendência de moderação do Varejo, basicamente em função dos fatores que continuam presentes na economia e limitam o crescimento do consumo das famílias:

  • os efeitos defasados que ainda restam do aumento nas taxas de juros devem ocorrer de forma integral até o fim de 2014;
  • a aceleração da inflação para nível próximo a 6,5%, e com risco de ultrapassar o limite superior da banda;
  • restrição na oferta de trabalhadores manterá a taxa de desemprego pressionada;
  • mas o limite da capacidade das empresas em absorver o crescimento dos salários descolado da produtividade deve impedir aceleração mais forte da renda.

Desta forma, mantemos nossa projeção de crescimento real de 3,92% para o faturamento do Varejo Restrito gaúcho em 2014.

Data

16 maio 2014

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