Resultado ficou acima do esperado pelo mercado e abre espaço para elevação dos juros para 11% antes do final do ano.
Os preços medidos pelo índice oficial de inflação do Brasil, IPCA, cresceram 0,69% em fevereiro contra janeiro. Com o resultado, no acumulado em 12 meses a inflação voltou a subir atingiu 5,68%.
O resultado foi acima das expectativas do mercado, que apontavam variação de 0,63% para o mês passado.
Em Porto Alegre a variação foi significativamente menor: 0,46% no mês, com acumulado em 12 meses finalizando em 5,53%.
Dentre os grupos de maior aumentoencontramos:
Brasil: Educação (+5,97%), Artigos de residência (+1,07%), e Habitação (+0,77%);
Porto Alegre: Educação (+3,16%), Despesas pessoais (+1,46%), e Habitação (+1,07%).
Já entre os de menor aumentoestão:
Brasil: Vestuário (-0,4%), Transportes (-0,05%), Comunicação (+0,14%);
Porto Alegre: Vestuário (-1,61%), Transportes (-0,03%), Comunicação (-0,01%);(em var. %)
Fonte: Relatório FOCUS/Banco Central do Brasil. Elaboração: NI/CDL POA.
(em var. %)
Fonte: Relatório FOCUS/Banco Central do Brasil. Elaboração: NI/CDL POA.
Já na segmentação por atividade econômica, os estabelecimentos com menor percentual de inadimplentes no início de abril foram Farmácias (6%) e Produtos para a Área de Saúde (6,4%) e Imobiliárias (7,1%).
Considerações da Assessoria Econômica
Após um bom resultado em janeiro, quando a inflação cresceu muito menos que o esperado (0,55% contra expectativas de 0,71%), em fevereiro o índice voltou a acelerar.
Desde 2011, quando a inflação encerrou o ano exatamente em 6,5%, o mês de fevereiro não apresentava crescimento tão acelerado.(em var. %)
Fonte: Relatório FOCUS/Banco Central do Brasil. Elaboração: NI/CDL POA.
Os comportamentos de preços de destaque no mês foram:
- itens de educação (mensalidades de ensino superior e fundamental), influenciados pelos reajustes comuns à essa época do ano;
- queda nos preços de Vestuário, em função das liquidações de início de ano.
Já o menor aumento de preços em Porto Alegre e Brasil, um comportamento comum nos últimos dois anos, pode ser explicado pelo crescimento mais modesto dos setores de consumo no RS, em comparação com o Brasil (Varejo e Serviços).
Por fim, nossa análise aponta que;
- apesar dos efeitos da taxa de juros sobre a inflação serem defasados, o núcleo da inflação não dá sinais de arrefecimento, o que mantém o alerta para 2014;
- por causa do calendário eleitoral o governo deve continuar a expansão dos gastos públicos, o que reforça a pressão sobre os preços;
- não só isso, há também os efeitos sobre os preços controlados de transportes públicos e energia elétrica, de difícil mensuração, que foram represados no ano passado e, portanto, podem ajudar a pressionar ainda mais a inflação este ano.
Com isso, a previsão para o acumulado ao final de 2014 ainda é de inflação maior que 2013, possivelmente em 6,07%. Para março e abril o mercado espera variação dos preços em 0,56% e 0,55%, respectivamente.