Resultado do mês acumulado em 12 meses ficou em 8,13%. Esse número é o maior observado desde dezembro de 2003. A taxa de inflação mensal ficou em 1,32%, que é o maior valor observado desde fevereiro de 2003.O índice oficial de inflação do Brasil, IPCA, cresceu 1,32% em março frente ao mês anterior. Com um resultado maior em 0,6 p.p. que igual mês do ano anterior (+0,92%), o acumulado em 12 meses fechou em 8,13% – 1,98 p.p. acima do observado em março de 2014 (+6,15%). Em Porto Alegre, a variação foi acima da média nacional: +1,81% no mês, mas com acumulado em 12 meses ficando em 9,14%.
Dentre os grupos de maior aumento encontramos:
- Brasil: Habitação (+5,29%) e Alimentos e bebidas (+1,17%);
- Porto Alegre: Habitação (+6,87%) e Transportes (1,68%);
Por fim, entre os de menor aumento estão:
- Brasil: Comunicação (-1,16%) e Artigos de residência (0,35%);
- Porto Alegre: Comunicação (-1,63%) e Vestuário (+0,10%).
(em var. %)
Fontes: Relatório FOCUS/Banco Central do Brasil. Elaboração: AE/CDL POA.
(em var. %)
Fontes: IBGE. Elaboração: AE/CDL POA.
Considerações da Assessoria Econômica
O desempenho do índice de preços no primeiro trimestre indica uma tendência crescente para fora da meta nesse período. A variação do IPCA acumulado em 12 meses (+8,13% em março de 2015) é a maior desde dezembro de 2003 (+9,30%), no final da crise causada pela eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Embora o mercado tenha a expectativa de não cumprimento da meta de inflação para o ano corrente (a expectativa para o final do ano é +8,14%), espera-se que a inflação retorne para dentro do intervalo da meta em 2016. Isso mostra que o mercado acredita na recuperação do controle da inflação para o próximo ano.
(em var. %)
Fontes: Relatório FOCUS/Banco Central do Brasil; IBGE. Elaboração: AE/CDL POA.
A pressão dos reajustes de preços controlados artificialmente pelo governo manteve o índice ainda elevado. Em Porto Alegre, a inflação de energia elétrica foi novamente destaque com variação de +27,21% no mês de março de 2015, acumulando variação de +46,86% no ano. Para o índice nacional, a variação observada para a energia elétrica residencial foi menor (+22,08% em março e +36,34% acumulada no ano). Dado o peso na composição do índice, nenhum outro item puxou tanto o IPCA para cima quanto a alta no preço da energia, tanto para o Brasil quanto para Porto Alegre. Em 2015, nossas perspectivas são que o índice de preços acumulado em 12 meses deverá manter-se estável a partir de abril em torno de 8%, como espera o mercado.