A inflação do Dia das Mães apresentou desaceleração na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA) em 2026. Levantamento da Assessoria Econômica da CDL Porto Alegre, com base nos dados do IPCA/IBGE, mostra que a cesta típica da data acumulou alta de 4,5% nos últimos 12 meses até março deste ano, abaixo dos 5,7% registrados no mesmo período de 2025.
O índice também ficou próximo da inflação geral da RMPA, que acumulou variação de 4,3% no período. No Brasil, a cesta do Dia das Mães avançou 4,8%, enquanto o IPCA cheio nacional registrou 4,1%.
De acordo com o economista-chefe da CDL POA, Oscar Frank, o movimento reflete um cenário de menor pressão inflacionária em comparação ao ano anterior, embora os preços continuem subindo. “Não houve redução de preços, mas uma desaceleração do ritmo de aumento. A manutenção dos juros elevados e a valorização cambial ajudam a explicar parte desse comportamento”, afirma.
Entre os itens com maiores altas na RMPA, aparecem joias (+37,3%), móveis para quarto (+9,9%), lanche (+9,6%) e manicure (+8,7%). Já entre as principais quedas estão ar-condicionado (-14,8%), computador pessoal (-7,2%) e refrigerador (-6,9%).
Segundo o estudo, os eletroeletrônicos seguem pressionados pela forte concorrência, pelos ganhos de produtividade e pela maior facilidade de comparação de preços nas plataformas digitais. Já os serviços continuam apresentando maior resistência inflacionária, impulsionados pelo mercado de trabalho aquecido e pela sustentação do consumo das famílias.
O levantamento utilizou 34 itens do IPCA considerados típicos para o período do Dia das Mães, envolvendo segmentos como vestuário, beleza, eletrodomésticos, alimentação, turismo e serviços pessoais.