Percentual de pessoas que se tornaram inadimplentes após 3 meses subiu 1,4 pontos percentuais em relação ao mesmo mês de 2013, mas crescimento é menor que no mês anterior.
Para melhorar a leitura do indicador, a partir desse mês os dados serão tratados como sendo do final do mês anterior à divulgação, e não como do primeiro dia do mês em que eram divulgados.
Assim, o indicador divulgado em maio passado (e à época considerado como sendo de maio/2014) será considerado como sendo de abril/2014. O indicador que está sendo divulgado agora, em junho, se refere portanto aos registros ocorridos em maio/2014, e será considerado como sendo de maio/2014.
Os resultados seguem rigorosamente os mesmos, tratando-se apenas de uma nova forma de considerar o mês e competência: ao invés do primeiro dia do mês corrente, considera-se como sendo do último dia do mês anterior.
O Índice de Inadimplentes fechou maio de 2014 em queda, após três meses de alta.
O índice, que verifica o percentual de pessoas que se tornaram inadimplentes após 3 meses, aponta no Rio Grande do Sul:
- aumento de 1,4 ponto percentual (p.p.), na comparação com maio/13 (11,5% contra 10,1% no ano anterior);
- aumento de 0,1 p.p. na média-móvel 12 meses na comparação com abril/14 (10,9% contra 10,8%), que atenua efeitos sazonais;
- queda na comparação do índice cheio com relação a abril/14: 11,5% contra 12,4%.
Na segmentação por regiões houve comportamento em sentido similar entre Interior e Porto Alegre, porém com magnitudes diferentes:
- Porto Alegre: aumento de 0,1 p.p. contra maio/13, e estabilidade contra abril/14 na média-móvel 12 meses;
- Interior: aumento de 1,47 p.p. contra maio/13, e 0,1 p.p. contra abril/14 na média-móvel 12 meses.
1 Ver Nota Explicativa, acima.
O indicador de maio/2014 apontou que 11,5% das pessoas que foram consultadas três meses antes no SCPC no Rio Grande do Sul, e que não estavam inadimplentes, foram incluídas no banco de dados com ao menos um registro em seu nome ao longo de maio/2014.
A variação do índice na comparação com maio/13 foi de +1,4 ponto percentual, ou seja, aumentou de 10,1% para 11,5%.
(% de pessoas consultadas que ficaram inadimplentes após 3 meses)
Fonte: SCPC; NI/CDLPOA.
(em pontos percentuais)
Fonte: SCPC; NI/CDLPOA.
1 Ver Nota Explicativa, acima.Já na segmentação por atividade econômica, os estabelecimentos com menor percentual de inadimplentes no início de abril foram Farmácias (6%) e Produtos para a Área de Saúde (6,4%) e Imobiliárias (7,1%).
Considerações da Assessoria Econômica
O percentual de pessoas que se tornaram inadimplentes subiu desacelerou em maio, revertendo a tendência do início do ano.
Tal qual no mês anterior, a média-móvel em 12 meses, subiu novamente, porém em ritmo menor que no mês anterior. Entre os fundamentos que provocaram esse crescimento estão:
- efeitos defasados do aumento da Taxa de Juros (SELIC) (atualmente em 11% a.a.), aumento nos empréstimos destinados à renegociação de dívidas e inflação ainda alta;
- renda e crédito para consumo em crescimento moderado fazem com que aumentos não ocorram de forma mais acelerada.
O aumento nos empréstimos para renegociação no 1º quadrimestre mantém o alerta para os próximos meses, já que representa um sinal de dificuldades de alguns consumidores em arcar com todos os financiamentos já tomados.
Entretanto, o cenário de maio foi mais positivo já que houve um recuo significativo na velocidade do aumento na margem: menos de 2 p.p., ao contrário dos últimos dois meses, quando os aumentos foram acima de 2 p.p.
Lembramos que o movimento de aumento nos registros de inadimplência não foi acompanhado pela inadimplência em valores, medida pelo Banco Central. Tal comportamento reflete as melhores condições de crédito dentro do Sistema Financeiro, com melhor seleção dos consumidores. Com risco menor, os consumidores atrasam parcelas com valores baixos, em comparação ao total de crédito emprestado mensalmente.
Assim, mantemos o cenário de viés de alta para a inadimplência no primeiro semestre. A alta está relacionada a magnitude do aumento da taxa de juros e os efeitos da inflação sobre as famílias. Quanto mais forte forem, mais provável será o seu crescimento.(% de pessoas consultadas que ficaram inadimplentes após 3 meses)
Fonte: SCPC; NI/CDLPOA.
(% de pessoas consultadas que ficaram inadimplentes após 3 meses)
Fonte: SCPC; NI/CDLPOA.
*Tamanho de amostra insuficiente para inferência sobre esse grupo, pelo baixo número de consultas
(% de pessoas consultadas que ficaram inadimplentes após 3 meses)
Fonte: SCPC; NI/CDLPOA.
Notas Metodológicas
O Índice de Inadimplentes CDL Porto Alegre mede o percentual de pessoas que se tornaram inadimplentes após 3 meses, dado que foram consultadas (em determinado local, ou por loja de um segmento específico) há 3 meses e não apresentavam nenhum registro no SCPC naquele momento.
Desta forma, por exemplo, dados divulgados em maio, consideram as consultas sem registros realizadas em fevereiro. Os dados não consideram qual a forma de pagamento desejada pelo cliente na hora de sua realização.
A classificação de uma pessoa em Porto Alegre ou Interior ocorre pelo local onde ela foi consultada há 3 meses. Assim, se uma pessoa foi consultada no Interior e na Capital ela contará para cada uma dessas estatísticas. Isso ocorre pois supomos que cada consulta é uma operação diferente e, portanto, essa pessoa deve contar nas operações de ambas localidades. Assim, quanto mais uma pessoa for consultada mais isso influenciará a probabilidade de se tornar inadimplente.
O mesmo ocorre para a classificação entre segmentos. Uma pessoa consultada, por exemplo, por uma Financeira e por uma Loja de Departamentos contará para cada um desses segmentos. Entretanto, para o total de Porto Alegre, essa mesma pessoa deverá contar apenas uma vez.
No caso de faixas etárias, a contagem de uma mesma pessoa em mais de uma faixa só ocorrerá quando, no intervalo de 3 meses desde a consulta observada, essa pessoa completou seu aniversário.(% de pessoas consultadas que ficaram inadimplentes após 3 meses)
Fonte: SCPC; NI/CDLPOA.
(% de pessoas consultadas que ficaram inadimplentes após 3 meses)
Fonte: SCPC; NI/CDLPOA.
(% de pessoas consultadas que ficaram inadimplentes após 3 meses)
Fonte: SCPC; NI/CDLPOA.
*Tamanho de amostra insuficiente para inferência sobre esse grupo, pelo baixo número de consultas
(% de pessoas consultadas que ficaram inadimplentes após 3 meses, e % do saldo de crédito às pessoas físicas com atraso superior a 90 dias, respectivamente – ambos em média-móvel 12 meses)
Fonte: SCPC; NI/CDLPOA; Banco Central do Brasil.
(% de pessoas consultadas que ficaram inadimplentes após 3 meses)
Fonte: SCPC; NI/CDLPOA.
Considera os segmentos com volume de consultas grande o suficiente em termos amostrais