Em Porto Alegre, no palco do salão do Palácio do Comércio, a tônica foi dada para o uso de Inteligência Artificial (IA) e como lidar com as novas gerações, especialmente a Z, que é a faixa de nascidos após 1996 até 2012. A influência dessa faixa no consumo e escolhas das famílias foi destacada pelos dois painelistas do pós-NRF (Retail’s Big Show).
“Essa geração decide o que vai ser consumido”, alertou Diana Lienert, head de Comunicação e Marketing SindilojasPOA. A colunista do Minuto Varejo, Patrícia Comunello, mediou o bate-papo. Diana aproveitou para afastar temores, como o que a IA pode substituir pessoas. “Ela vai ajudar os negócios”, reforçou. Sobre a aplicação, o recado dos dois painelistas seguiu o que se ouviu também em Nova York. “Comece a usar”, disse a vice-presidente de varejo da Nvidia, big tech voltada a hardware para IA, Arita Martin. Carlos Klein, vice-presidente da CDL Porto Alegre, deu exemplos de como já analisa como a tecnologia pode resolver gargalos.
IA e geração Z
“Já estou vendo para facilitar treinamento de vendedores. Temos muito turn-over, preciso ter agilidade para transmitir como é a operação”, citou o lojista, dono da Via Condotti, loja de alfaiataria masculina em Porto Alegre e Canoas. O perfil da loja física também ganha atenção, ante o desafio de tornar o ponto mais atrativo para os clientes. Parte desse desafio está ligada à concorrência pela atenção do consumidor dos canais digitais. Diana lembrou de estudo do diretor da WD Partners, Lee Peterson, que listou 25 razões que estudo nos EUA apuraram para as pessoas não irem presencialmente à loja.
Quatro se destacam: demora na hora de pagar, como fila em caixas, falta de produto, ambientes mal organizados e sem atratividade e atendimento de baixa qualidade.