A taxa para a região metropolitana de Porto Alegre subiu para 5,8%, a maior taxa para o mês de junho desde 2008. A taxa brasileira ficou em 6,9%, a maior para junho desde 2010.Após sete meses de aumentos consecutivos na população ocupada (na comparação com o mesmo mês do ano anterior) para a região metropolitana de Porto Alegre, o mês de junho apresentou queda de 0,6% frente à junho do ano passado. Para o Brasil, esse mês é o sétimo mês consecutivo de queda na população ocupada na mesma base de comparação. Os dados de junho de 2015 mostram:
- Taxa de desocupação: 5,8% na Grande Porto Alegre, e 6,9% no Brasil;
- Variação frente a março/14: +2,2 p.p. na Grande Porto Alegre, e +2,1 p.p. no Brasil
- Média-móvel em 12 meses: 4,7% na Grande Porto Alegre, e 5,5% no Brasil.
- Variação frente a fevereiro/15, na média móvel em 12 meses: +0,2 p.p. na Grande Porto Alegre, e +0,2 p.p. no Brasil.
(em % da população economicamente ativa)
Fontes: IBGE. Elaboração: AE/CDL POA.
Considerações da Assessoria Econômica
A taxa de desocupação mantém os sinais de uma tendência crescente nesse início de ano, como observado nas notas anteriores. Em junho, a taxa de desemprego da RMPA apresentou aumento de 2,2 p.p., na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Nessa base de comparação, esse mês foi o décimo segundo mês consecutivo de aumento. A taxa brasileira aumentou 2,1 p.p. frente a junho do ano passado, que é o maior aumento nessa comparação desde o início da série histórica.(var. % – igual mês ano anterior)
Fontes: IBGE. Elaboração: AE/CDL POA.
A queda da população ocupada na RMPA dá sinais de que há destruição de empregos, como já vinhamos observando no índice agregado nacional. Uma redução do número de pessoas ocupadas implica em uma menor quantidade de pessoas com poder de compra, reduzindo, por fim, o nível de consumo.
A crise atual não é uma crise isolada, pois são diversos fatores que influenciam o desempenho fraco do país. Para os próximos meses, fatores que afetam negativamente o comércio devem continuar a ocorrer, como taxa de juros elevadas, inflação elevada e mercado de trabalho com sinais de desaquecimento.