Indicador do Banco Central compensou negativamente o crescimento econômico de outubro. Como resultado, o acumulado continuou a desacelerar, atingindo 0,5% nos últimos 12 meses.
O Índice de Atividade Econômica do Rio Grande do Sul (IBCR-RS) – aproximação para o PIB da região – apresentou queda de 1,3% frente a novembro anterior. Os dados mostram as seguintes variações:
- contra novembro/13: -1,3%;
- contra outubro/14: (com ajustes sazonais): +0,1%;
- no acumulado de 2014: +0,2%
- no acumulado em 12 meses: desacelerou de +1,1% para +0,5%.
(em var. % real)
Fonte: Banco Central do Brasil. Elaboração: AE/CDL POA.
(em var. % real acumulada em 12 meses)
Fonte: Banco Central do Brasil. Elaboração: AE/CDL POA
Comparando os resultados do indicador com aqueles desagregados para os principais setores, as pesquisas por atividade apontaram:
- Agropecuária: estimativa de -0,5% na quantidade produzida;
- Indústria de Transformação: -6,2% real na comparação com npvembro/13;
- Varejo: -4% real sobre novembro/13;
- Serviços (exceto Comércio, Financeiros e Públicos): +3,2% nominal; contudo, considerando a inflação do período pelo IPCA para o segmento (8,3%), estima-se variação real de -4,7%;
Por fim, o IBC-BR, indicador de atividade para a economia brasileira, apresentou desempenho similar em bases mensais: -1,3% contra novembro/13 e 0% contra outubro/14, na série livre de efeitos sazonais. No acumulado em 12 meses o indicador desacelerou de 0,2% para -0,1%.
Considerações da Assessoria Econômica
O crescimento da atividade econômica no Rio Grande do Sul no melhororu 3º trimestre, com o fim do efeito calendário provocado pela Copa do Mundo. Contudo, o desempenho não foi suficiente para mudar o quadro de desaceleração da economia em base anual.
Ao contrário do 1º trimestre, a comparação com igual período do ano passado não é superestimada pois a contabilização da Safra Agrícola ocorre a partir de abril. Logo, o crescimento da Agropecuária em 2014 agora ocorre sobre uma base forte – já que o desempenho de 2013 não sofreu com a estiagem, como ocorreu em 2012.
Assim, o acumulado em 12 meses do indicador para o Rio Grande do Sul segue apontando o crescimento do estado em desempenho pior que medíocre, abaixo daquele que marcou seus últimos 10 anos. Entre 2004 e 2013 o PIB gaúcho cresceu a uma média de 3,1% ao ano, em termos reais. No acumulado em 12 meses, o indicador de atividade econômica reduziu-se para apenas 0,5% contra igual período de 2013 – sendo que havia finalizado o 1º trimestre em 7,3%.
Chama a atenção a deterioração dos desempenhos nos diversos segmentos, apresentando quedas reais – especialmente, Varejo e Serviços, que nos últimos 10 anos apresentaram-se como segmentos dinâmicos no estado. Contudo, como o indicador do Banco Central não considera a pesquisa de Serviços (pelo seu pouco tempo de disponibilidade), é possível que o desempenho da economia gaúcha tenha sido superestimado.
Já para a economia brasileira o cenário segue também a desaceleração e não podemos descartar um 4º trimestre negativo ou estável no Brasil.
O indicador antecedente da OCDE para a economia brasileira mostra que a desaceleração no nível de atividade econômica deve se estender pelo menos ao início deste ano (2015). Assim, não descartamos que o crescimento de ambas economias – brasileira e gaúcha – tenham ficado entre nossos cenários Base e Pessimista ao final de 2014.