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As novas projeções do FMI para a economia

O FMI divulgou a atualização dos prognósticos para o PIB considerando diferentes recortes geográficos. Cabe lembrar que a visão é importante como guia para traçar os prováveis cenários para o futuro. Nesse sentido, o PIB global para 2026 sofreu correção de +3,1% para +3,3%. Caso venha a se confirmar, teremos a repetição do resultado de 2024 e do patamar estimado para 2025.

A melhora decorreu de uma série de elementos, incluindo: (1) a diminuição das tensões comerciais a partir dos acordos que os Estados Unidos realizaram com parceiros relevantes e a rapidez com que os agentes se adaptaram às mudanças; (2) a dupla combinação entre medidas fiscais além do esperado e de condições menos restritivas para a tomada de crédito por parte dos consumidores e das famílias; e (3) os impactos dos investimentos em tecnologia, com destaque para a Inteligência Artificial (IA).

A alta de 0,2 ponto percentual supracitada acabou sendo puxada de forma decisiva tanto pelos EUA (de +2,1% para +2,4%) como pela China (de +4,2% para +4,5%). No tocante ao primeiro, os efeitos do declínio da taxa básica de juros e os incentivos tributários para os empreendedores graças ao megapacote aprovado no ano passado fornecerão suporte ao crescimento. No entanto, a aceleração foi motivada pelo desempenho do Produto no terceiro trimestre de 2025 acima das expectativas e pela retomada do nível de atividade após a paralisia parcial da máquina pública (shutdown). No que se refere ao país asiático, o recuo das sobretaxas de importação para a entrada de artigos no território americano e a perspectiva de que estímulos governamentais sejam adotados ao longo dos próximos dois anos contribuíram para a alteração.

Todavia, os riscos de baixa excedem a probabilidade de eventuais surpresas positivas. Questionamentos sobre a avaliação financeira de empresas com forte valorização em virtude da IA são capazes de gerar reprecificações dos ativos nos mercados e, consequentemente, se alastrar para outros segmentos. Ademais, o possível recrudescimento de tarifas adicionais e de conflitos geopolíticos pode representar um fardo para o incremento da renda.

Especificamente para o Brasil, depois dos +2,5% aguardados em 2025, o PIB para 2026 caiu 0,3 pontos percentuais (de +1,9% para +1,6%). Trata-se da terceira maior queda entre as 30 nações que tiveram seus números revisados, perdendo apenas para o Cazaquistão e o Paquistão (-0,4 pontos percentuais). No documento, o Fundo não revelou as razões. Recentemente, o Banco Mundial, ao reduzir a previsão de +2,2% para +2,0% para 2026, utilizou como justificativas os desdobramentos dos juros reais elevados e as incertezas relacionadas ao panorama internacional.

Em suma, ainda que o ritmo de expansão do PIB global em comparação com o imaginado anteriormente para 2026 seja superior, o quadro externo permanece inconstante. O alerta é pertinente para o Brasil, que não contará com uma mola propulsora vinda de fora para impulsionar significativamente a demanda em 2026.

Data

21 janeiro 2026

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