Alimentos e bebidas pesam no bolso do consumidor gaúcho com aumento de 8,9% desde janeiro

Alimentos e bebidas pesam no bolso do consumidor gaúcho com aumento de 8,9% desde janeiro

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NOVEMBRO, 2020

Notícias

CDL Porto Alegre entende que, a partir de fevereiro ou março, deve ocorrer uma desaceleração dos preços, entretanto sem retorno aos patamares anteriores.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre janeiro e outubro de 2020, produtos de alimentação e bebidas tiveram uma alta de 8,9%. O crescimento dos preços é quase seis vezes o índice geral de inflação, o IPCA, que subiu 1,53% no mesmo período.

Dos 10 produtos que mais subiram em 2020, nove estão no segmento alimentação e bebidas. O óleo de soja obteve a maior elevação na Grande Porto Alegre. De janeiro a outubro, o produto disparou 81,78% no preço. Cebola (69,18%) e arroz (56,01%) aparecem logo em seguida. Depois de alimentação e bebidas, artigos de residência apresentam a segunda maior alta entre os grupos, de 3,57%, também superando o índice geral de inflação.

Especialistas apontam que mudanças no padrão de consumo, problemas na oferta e maior procura por alguns itens durante a pandemia podem ser os responsáveis pela disparada de preços. Por trás da escalada dos preços, está o fato de a pandemia ter estimulado a busca por mercadorias que podem ser consumidas ou usadas dentro de casa. Com a demanda maior, os preços tendem a subir. Além disso, especialmente no caso dos alimentos, o auxílio emergencial foi um ingrediente adicional para aquecer a procura e provocar subida dos valores dos alimentos. Ainda, o dólar em alta incentiva a exportação de commodities, incluindo soja e arroz, o que reduz a quantidade de produtos direcionados ao mercado interno. Existe uma demanda ávida da China pela soja em grãos, para alimentação de rebanhos, e do arroz, devido à quebra na produção na Tailândia. Ou seja, a menor oferta é outro fator que pressiona os preços para cima.

O economista-chefe da CDL Porto Alegre, Oscar Frank entende que a partir de fevereiro ou março deve ocorrer uma desaceleração dos preços, entretanto sem retorno aos patamares anteriores. Para ele, este é um momento de choque temporário e que deve ser corrigido. “À medida que tivermos maior reorganização nas cadeias produtivas, as commodities devem se estabilizar. Além disso, a expectativa é de que o governo deixe de promover medidas como o auxílio emergencial a partir de janeiro”, aponta Frank.

 

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A CDL Porto Alegre reafirma seu compromisso em acolher as necessidades dos varejistas, auxiliando-os a transpor os entraves da disseminação do coronavírus. A Entidade tem a convicção de que a unidade do setor fará grande diferença neste momento tão delicado e de apreensão para todos. Com a atenção e a disponibilidade de cada empresário, para fazer a sua parte, o setor sairá ainda mais forte desta crise.

 

Data

26 novembro 2020

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