Volume de Inadimplentes cresce marginalmente em Porto Alegre e RS - CDL POA

Volume de Inadimplentes cresce marginalmente em Porto Alegre e RS

calculator-385506_1280Dados do SCPC em setembro apontam alta de 15,8% na Inclusão de Registros de Inadimplência dos consumidores no Rio Grande do Sul, comparado ao mesmo período de 2013. Na comparação com o mês imediatamente anterior, no entanto, houve pequena variação negativa (-0,4%, já descontados efeitos sazonais). Para Porto Alegre os movimentos foram ambos de alta: +9,9%, mas +2,6% frente a julho/14. Como resultado, o acumulado em 12 meses o cenário também é de aumento no número de inadimplentes: +6,1% e +1,9%, respectivamente para RS e Porto Alegre. As informações são da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito) em parceria com a CDL Porto Alegre.

Já o indicador de Exclusão de Registros de Inadimplência (que sinaliza a recuperação de crédito ao consumidor) seguiu sua trajetória de queda na Capital: -1% frente a setembro/13, mas aumento de 1,2% frente a agosto/14 (com ajustes sazonais). No Estado, o cenário foi positivo nas duas comparações marginais: +4,7%frente a setembro/13 e +3,2% frente a agosto/14 (com ajustes). Assim, no acumulado em 12 meses, as Exclusões apresentaram aumento de 3,8% no RS, e queda de 1,1% em Porto Alegre.

Conforme o economista da CDL Porto Alegre, Gabriel P. Torres, o cenário conjunto apresentado pelos indicadores de Inclusões e Exclusões aponta um volume de inadimplentes com crescimento marginal dentro do SCPC. A entrada de consumidores no sistema (inclusões) cresceu a taxas maiores que as saídas de consumidores (exclusões), o que aponta um saldo mais elevado em relação a setembro/13, e também no acumulado em 12 meses. Em Porto Alegre, esse movimento mostra-se um pouco mais acelerado que para a média do Estado, uma vez que as exclusões reduziram-se em setembro – e seguem negativas no acumulado interanual.

Para Torres, esse cenário é compatível com um cenário de taxas de juros mais elevadas e inflação ainda próxima de 6,5% (e com risco de ultrapassar o limite de tolerância da meta). “A inflação mais elevada, especialmente em serviços (acima de 8% acumulada em 12 meses) comprime a renda das famílias e obriga as pessoas a substituir e conter consumo. Quando isso vem acompanhado de taxas de juros mais elevadas, o crédito se torna mais caro e o consumidor tem dificuldades em manter seus pagamentos em dia”. O economista ainda alerta que é possível, sim, ter um cenário de inflação baixa e juros baixos: basta que o Banco Central persiga a meta de inflação constantemente, e o Governo Federal não expanda seus gastos com custeio quando não há necessidade para tanto.

Data

04 novembro 2014

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