No terceiro trimestre de 2015, o PIB brasileiro encolheu 4,45% com relação ao mesmo período do ano anterior, apresentando queda de 2,54% no acumulado em 4 trimestres.O PIB brasileiro mantém em 2015 a trajetória de recessão iniciada no ano passado. Os dados do PIB para o terceiro trimestre de 2015 são os seguintes:
- frente a igual trimestre de 2014: -4,45%;
- frente ao 2º trimestre: -1,71%, com ajustes sazonais;
- acumulado em 4 trimestres: -2,54%;
- acumulado no ano: -3,16%.
Pelo lado da despesa, o estímulo mais negativo foi dos Investimentos, que recuaram 15,03% em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Nessa mesma base de comparação, o único componente a crescer, ainda que timidamente, foram as Exportações, que variaram em 1,10%.
Pelo lado da produção, o maior estímulo positivo no PIB veio da Indústria Extrativa, que cresceu 4,16%, em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Na indústria, a maior queda foi na de Transformação (-11,32%) e nos Serviços o destaque negativo foi o Comércio, que caiu 9,92%. O comércio apresentou variação de -6,14% no acumulado em quatro trimestres, o que representa a pior queda do comércio nessa base de comparação dentro da série histórica disponível pelo IBGE (desde 1996).
(em var. %)
Fontes: Contas Nacionais/IBGE. Elaboração: AE/CDL POA.
(em var. % sobre mesmo trimestre do ano anterior)
Fontes: Contas Nacionais/IBGE. Elaboração: AE/CDL POA.
Considerações da Assessoria Econômica
O resultado do PIB mostra que a economia brasileira está em um período de recessão. O terceiro trimestre de 2015 é o sexto semestre consecutivo de queda no PIB na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. O CODACE (Comitê de Datação de Ciclos Econômicos) identifica o segundo trimestre de 2014 como o período inicial da recessão atual, conforme publicação do Comitê em 04/08/2015.
(em var. % acumulada em quatro trimestres)
Fontes: Contas Nacionais/IBGE. Elaboração: AE/CDL POA.
No ano, o PIB acumula queda de 3,2%, que é a variação prevista para o consolidado de 2015, segundo o último relatório Focus (27/11/2015). A formação bruta de capital fixo, que apresentou queda de 15% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, deve ser olhada com atenção especial, já que é um dos determinantes de crescimento de longo prazo do país e vem sofrendo quedas recorrentes na atual recessão econômica brasileira.