No segundo trimestre de 2015, o PIB brasileiro encolheu 2,58% com relação ao mesmo período do ano anterior, acumulando queda de 1,23% no acumulado em 4 trimestres.O PIB brasileiro começou o ano de 2015 com variação negativa, tendo apresentado queda no acumulado em quatro trimestres já no primeiro trimestre do ano. Os dados do PIB para o segundo trimestre de 2015 são os seguintes:
- frente a igual trimestre de 2014: -2,58%;
- frente ao 1º trimestre: -2,54%, com ajustes sazonais;
- acumulado em 4 trimestres: -1,23%;
- acumulado no ano: -2,07%.
Pelo lado da Despesa, o estímulo mais negativo foi dos Investimentos, que recuaram 11,93% em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Nessa mesma base de comparação, o único componente a crescer foram as Exportações, que variaram em 7,53%.
Pelo lado da produção, o maior estímulo positivo no PIB veio da Indústria Extrativa, que cresceu 8,11%, em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Na indústria, as maiores quedas foram em Construção Civil (-12,83%) e na Indústria de Transformação (-8,28%). Já nos Serviços, o destaque negativo foi o setor Imobiliários, que caiu 21,29%. O Comércio recuou 7,17% na mesma base de comparação.
(em var. %)
Fontes: Contas Nacionais/IBGE. Elaboração: AE/CDL POA.
(em var. % sobre mesmo trimestre do ano anterior)
Fontes: Contas Nacionais/IBGE. Elaboração: AE/CDL POA.
Considerações da Assessoria Econômica
O resultado do PIB mostra que a economia brasileira está em um período de recessão. O segundo trimestre de 2015 é o quinto semestre consecutivo de queda no PIB na comparação com o mesmo trimestre do ano. O CODACE (Comitê de Datação de Ciclos Econômicos) identifica o segundo trimestre de 2014 como o período inicial da recessão atual, conforme publicação do comitê em 04/08/2015.
(em var. % acumulada em quatro trimestres)
Fontes: Contas Nacionais/IBGE. Elaboração: AE/CDL POA.
O último relatório FOCUS (21/08/2015), divulgado pelo Banco Central do Brasil, aponta que o mercado espera -2,06% de variação do PIB brasileiro de 2015 sobre o ano anterior. Essa expectativa para o final do ano vem caindo há 6 semanas, segundo o relatório. Ao contrário da expectativa presente até julho, a expectativa atual de mercado é de queda de -0,24% do PIB em 2016, indicando uma perpetuação da recessão atual até, pelo menos, o ano que vem.