O Varejo restrito brasileiro fechou o primeiro semestre em -2,2%. Esse é o pior resultado de um primeiro semestre desde 2003, quando essa variação foi de -5,7%. Para o RS, essa variação foi de -3,8%, também o pior primeiro semestre desde 2003, quando ficou em -4,8%.De acordo com o IBGE, o Varejo Ampliado e o Varejo Restrito apresentaram queda real novamente em junho, no Brasil e no RS. Os dados para junho de 2015 estão a seguir. Para o Varejo Ampliado gaúcho, os dados apontam as seguintes variações (já descontada a inflação):
- contra junho/14: queda de 6,1%;
- acumulada em 2015: queda de 9,2%;
- acumulada em 12 meses: queda de 5,7%.
No Varejo Restrito gaúcho, que exclui Veículos e Material de Construção, as variações foram:
- contra junho/14: queda de 3,6%;
- contra maio/15: queda de 0,72% (descontados os efeitos sazonais);
- acumulada em 2015: queda de 3,8%;
- acumulada em 12 meses: queda de 1,4%.
O Varejo Ampliado no Brasil teve desempenho negativo novamente, com queda de 3,5% frente a junho/14 e queda de 0,8% frente a maio/15 (sem efeitos sazonais). No acumulado em 12 meses, o Varejo Ampliado brasileiro apresentou queda de 4,8% em junho.
Por fim, para o Varejo Restrito no Brasil, os resultados mensais foram -2,7% (contra junho/14) e -0,36% (contra maio/15, com ajuste sazonal). No acumulado em 12 meses, o Varejo Restrito no Brasil diminuiu 0,8% em junho.
(var. % real – mês s/ mês ano anterior)
Fontes: IBGE. Elaboração: AE/CDL POA.
(em var. % real acumulada em 12 meses)
Fontes: IBGE. Elaboração: AE/CDL POA.
Considerações da Assessoria Econômica
Na separação por atividade, houve observação de variação positiva para algumas atividades tanto do varejo gaúcho quanto do brasileiro ,na comparação de junho de 2015 com o mesmo mês do ano anterior. Nessa base de comparação, destacam-se com uma queda expressiva o setor de veículos, partes e peças no RS e o setor de eletrodomésticos no Brasil.
Conforme afirmamos anteriormente, a moderação no consumo das famílias é resultado da deterioração da economia brasileira e gaúcha como um todo. Em cenário com inflação elevada, taxas de juros altas, baixa confiança do consumidor, mercado de trabalho em processo de desaceleração e parcelamento dos salários de funcionários públicos (no RS), é improvável que o consumidor encontre espaço em seu orçamento para aumentar seu consumo no mesmo ritmo dos anos anteriores.
(em var. % real)
Fontes: IBGE. Elaboração: AE/CDL POA.