Banco Central manteve novamente o ritmo de aumentos da Selic. Com a decisão, a taxa subiu de 13,75% para 14,25%.Em comunicado oficial, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (COPOM) informou que, em decisão unânime, decidiu aumentar a taxa de juros SELIC em 0,5 p.p., de 13,75% para 14,25% a.a. por unanimidade. É o sexto aumento seguido nessa mesma magnitude.
Em comunicado oficial, o COPOM declarou que “o Comitê entende que a manutenção desse patamar da taxa básica de juros, por período suficientemente prolongado, é necessária para a convergência da inflação para a meta no final de 2016”. A avaliação da Assessoria Econômica é que o cenário deteriorado da economia brasileira obrigou o COPOM a manter o ritmo de aumento da Selic que vinha sido feito. A próxima decisão sobre a taxa de juros ocorrerá em 02 de setembro de 2015.(em % a.a.)
Fontes: FOCUS/Banco Central do Brasil. Elaboração: AE/CDL POA.
(SELIC em % a.a., IPCA em var. % acumulada em 12 meses)
Fontes: IBGE; FOCUS/Banco Central do Brasil. Elaboração: AE/CDL POA.
Considerações da Assessoria Econômica
A expectativa mediana de mercado é que a Selic se mantenha em 14,25% até o final do ano, e começe a reduzir no ano que vem, pelos dados de expectativa divulgados pelo Banco Central com referência a 24/07/2015. Após o rápido crescimento da inflação no primeiro trimestre de 2015, o mercado espera que a taxa acumulada em 12 meses termine o ano acima de 9%, mas com queda no ano que vem e retorno para o intervalo da meta em junho.(em var. %)
Fontes: FOCUS/Banco Central do Brasil; IBGE. Elaboração: AE/CDL POA.
Apesar dos aumentos na taxa de juros, o controle artificial de preços experimentado pelo governo e a idéia de que seria possível reduzir os juros apenas pela vontade do Banco Central não produziram nem aceleração de crescimento, nem desaceleração da inflação. Para que a taxa básica de juros brasileira se aproxime das taxas internacionais é necessário alterar os fundamentos econômicos que fazem com que seja mais elevada: expansão acelerada de gastos públicos em custeio da máquina pública, baixo nível de poupança, baixa de produtividade dos fatores (capital e trabalho) e alto custo tributário para exercer uma atividade econômica – seja como funcionário ou como empreendedor.