A taxa para a região metropolitana de Porto Alegre teve seu nono mês consecutivo de aumento, frente ao mesmo mês do ano anterior. No Brasil, a taxa de desocupação tem o seu maior aumento (frente ao mesmo mês do ano anterior) desde agosto de 2006.Mesmo com a população disposta a participar do Mercado de Trabalho (População Economicamente Ativa) continuando a crescer em Porto Alegre, a taxa de desocupação sobe pelo nono mês consecutivo frente ao mesmo período do ano anterior. Os dados de março de 2015 mostram:
- Taxa de desocupação: 5,1% na Grande Porto Alegre, e 6,2% no Brasil;
- Variação frente a março/14: +1,9p.p. na Grande Porto Alegre, e +1,2 p.p. no Brasil
- Média-móvel em 12 meses: 4,2% na Grande Porto Alegre, e 5,0% no Brasil.
- Variação frente a fevereiro/15, na média móvel em 12 meses: +0,2 p.p. na Grande Porto Alegre, e 0,1 p.p. no Brasil.
(em % da população economicamente ativa)
Fontes: IBGE. Elaboração: AE/CDL POA.
Considerações da Assessoria Econômica
A taxa de desocupação mantém os sinais de uma tendência crescente nesse início de ano. Somente nesse ano, a taxa para o Brasil subiu 1,9 ponto percetual (Para a RMPA esse aumento foi de 1,5 p.p.).
O aumento em pontos percentuais em março de 2015 com relação ao mesmo mês do ano anterior foi de 1,2 p.p., que é o maior aumento nesses parâmetros desde agosto de 2006. Para a RMPA, esse aumento foi de 1,9. A RMPA passou por um período de vinte e seis meses (de maio/12 a junho/14) de quedas consecutivas nessa estatística, com média nesse período de -0,6 p.p. de diferença. De julho de 2014 até março de 2015, são nove meses de aumento consecutivo com relação ao mesmo mês do ano anterior, com média de variação de 1,3 p.p. Isto é, Porto Alegre passou por uma queda relativamente suave da taxa de desemprego por um período longo e ensaia nesses últimos três trimestres um crescimento muito mais forte do que foi a queda anterior.(var. % – igual mês ano anterior)
Fontes: IBGE. Elaboração: AE/CDL POA.
Como explicamos na nota anterior sobre esse assunto, o cálculo da taxa de desemprego é realizado utilizando os dados de pessoas ocupadas e os da população economicamente ativa. Portanto, entram para a estatística de desemprego aqueles que pertencem à população economicamente ativa, mas não estão entre as pessoas ocupadas. Isso implica que o aumeto da taxa de desemprego pode ter causas diferentes.
Nesse sentido, é importante perceber que o comportamento de aumento da taxa de desemprego se manteve na RMPA, mesmo havendo criação de empregos. Já para o Brasil, manteve-se o também aumento da taxa de desemprego, mas com destruição de emprego. Isso ocorre pois houve, mais uma vez, diminuição da população ocupada no Brasil e crescimento dessa estatística para a RMPA.