IBGE: Varejo encerra 2014 com +0,3% no RS - CDL POA

IBGE: Varejo encerra 2014 com +0,3% no RS

Varejo Ampliado caiu 3,8% em dezembro e encerrou o ano com vendas quase iguais a 2013 – o pior resultado em 10 anos para o segmento. O Varejo Restrito, contudo, encerrou o ano com crescimento de 2,3%, já descontada a inflação.

De acordo com o IBGE, o Varejo Ampliado gaúcho apresentou queda real novamente em dezembro – a terceira seguida. Para o Varejo Ampliado estimou-se faturamento próximo a R$ 13 bilhões na região. Já no Varejo Restrito os valores seriam próximos a R$ 11,4 bilhões.

Para o Varejo Ampliado os dados apontam as seguintes variações (já descontada a inflação):

  • contra dezembro/13: queda de 3,8%;
  • acumulada em 2014: desaceleração de +0,8% para +0,3%;
  • acumulada em 12 meses: desaceleração de +1,4% para +0,3%.

(var. % real – mês s/ mês ano anterior)

Fonte: IBGE. Elaboração: AE/CDL POA.

(em var. % real acumulada em 12 meses)

Fonte: IBGE.  Elaboração: AE/CDL POA

No Varejo Restrito, que exclui Veículos e Material de Construção, as variações foram:

  • contra dezembro/13: -1,5%;
  • contra novembro/14: -4,5% (descontados os efeitos sazonais);
  • acumulada em 2014: desaceleração de +2,8% para +2,3%;
  • acumulada em 12 meses: desaceleração de +3% para +2,3%.

O Varejo Ampliado no Brasil teve desempenho melhor que o gaúcho, mas também negativo: -2,2% frente à dezembro/13, e -3,74% frente à novembro/14 (sem efeitos sazonais). No acumulado, o Varejo Ampliado brasileiro reduziu seu ritmo de crescimento de -1,2% para -1,7% nos últimos 12 meses.

Por fim, para o Varejo Restrito no Brasil, os resultados mensais foram +0,3% (contra dezembro/13) e -2,62% (contra novembro/14). O acumulado em 12 meses reduziu seu ritmo novamente: de +2,6% para +2,2%.

Considerações da Assessoria Econômica

O ano de 2014 foi marcado por um desempenho errático no Varejo, em termos mensais, após crescer em bases fortes ininterruptamente em termos anuais desde 2010.

Esse resultado é característico de um segmento que encontra dificuldades para manter sua trajetória de crescimento do passado recente. Com o resultado do Varejo Ampliado, +0,3% de expansão acima da inflação, o ano de 2014 finalizou como o pior do último decênio.(em var. % real)

Fontes: IBGE.  Elaboração: AE/CDL POA.

O resultado do Varejo Restrito, que não considera Veículos e Material de Construção, encerrou o ano melhor – crescimento real de 2,3%. Esse resultado, portanto, encerra entre os cenários base (+3,92%) e pessimista (+1,95%) projetados pela Assessoria Econômica da CDL POA no início de 2014. Conforme alertamos no segundo semestre com a piora da conjuntura econômica o resultado foi mais próximo do cenário pessimista.

A baixa capacidade de expansão da economia brasileira é resultado da redução do volume de investimentos nos últimos anos. Os últimos dados mostram que a conta de Investimentos representou 17,85% do PIB do 3º trimestre de 2014, sendo que há quatro anos a taxa foi de 22,25%.

Aliado a esse fator está também o fim do ciclo de expansão do volume de novos consumidores pelo aumento da população ocupada no mercado de trabalho dos últimos anos. Com um estoque de pessoas empregadas maior que no passado agora o crescimento do Varejo dependerá mais da expansão de renda dessa população – e não tanto da entrada de novas pessoas no mercado de trabalho.

Desta forma o crescimento da produtividade será essencial para a expansão da economia brasileira e, simultaneamente, da capacidade de consumo da população. Isso pois todo o aumento de renda sustentável no longo prazo depende de maior produtividade. Nessas circunstâncias será imprescindível o aumento dos volumes de investimento em tecnologia e capital humano (treinamento e educação).

A retomada da agenda de reformas (especialmente a tributária) e desestatização pode acelerar esse processo e estimular o crescimento da economia até que haja maturação de novos investimentos. Esses, portanto, são resultados que só ocorrerão no médio e longo prazos – se as decisões corretas forem tomadas agora.

Analisando especificamente o curto prazo os últimos resultados de conjuntura econômica indicam que a desaceleração do Varejo – já verificada desde fins de 2013 – deve continuar em 2015. As projeções da Assessoria Econômica para 2015, considerando apenas o Varejo Ampliado (medido pelo IBGE) do Brasil e Varejo (medido pela Fecomércio-RS) do RS, apontam crescimento de 0,77% e 0,34% – no cenário base.

Data

11 fevereiro 2015

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