Novos empréstimos às pessoas físicas inicou o ano em expansão, descontados Veículos, Renegociação e Direcionados.
Os dados do Banco Central mostram que o volume de crédito manteve-se em expansão em janeiro. O saldo de empréstimos no país atingiu R$ 2,72 trilhões, sendo R$ 291 bilhões em novos empréstimos.
Considerando apenas os novos empréstimosa Pessoas Físicas:
- no Crédito Livre, aumento nominal de 11,9%, e real de 6%, em relação a janeiro/13;
- excluindo empréstimos para Veículos e Renegociação de Dívidas do Crédito Livre, o aumento nominal foi 10,7%, e real 4,8%, em relação a janeiro/13;
- crédito para Renegociação (via Cartão de Crédito ou não), foi quem mais cresceu no Crédito Livre: 17,3% nominal e 11,1% real;
- Crédito para Aqusição de Bens, ligado a financeiras, apresentou quedas de 1,2% nominal, e 6,3% real.
(var. % nominal do mês contra mesmo mês no ano anterior)
Fontes: Banco Central do Brasil Elaboração: NI/CDL Porto Alegre
Em termos de valores em atraso (inadimplência), os dados do Banco Central apontam:
- 6,7% para Pessoas Físicas, queda de 1,2 ponto percentual em relação à janeiro/13;
- 8,52% para empréstimos em Aquisição de Bens, vinculado a financeiras – queda de 1,32 p.p. no mês;
- 1,44% para o Crédito Imobiliário (queda de 0,5 p.p.);
- 5,2% para aquisição de Veículos (redução de 1,3 p.p.).
Para o Rio Grande do Sul os dados são de dezembro, e mostram um saldo de empréstimos em R$ 95,7 bilhões (+18% nominal e +11,4% real em relação a dezembro/12).
Considerações da Assessoria Econômica
O cenário do Crédito em 2014 inicia similar ao do segundo semestre de 2013.
No acumulado em 12 meses, os novos empréstimos ao consumidor (descontados Renegociação, Veículos e Direcionados (Imobiliário e Rural)) cresceram 8,5% em termos reais, levemente abaixo dos 8,8% de 2013.
Favoreceram esse movimento:
- a redução da inadimplência nos últimos meses;
- o crescimento da renda das famílias acima da inflação;
Entretanto, uma mudança importante foi o aumento nos empréstimos para renegociação de dívidas (via Cartão de Crédito Rotativo ou não). Esse não é um resultado esperado, em função dos efeitos defasados do aumento da taxa de juros pelo Banco Central.
O cenário nesse momento é de endividamento controlado, mas acreditamos ser prudente manter atenção a alguns fatores que podem prejudicar essa dinâmica nos próximos meses:
- o ritmo de crescimento dos salários, mesmo acima da inflação, tem desacelerado pelas margens pressionadas das empresas há muito tempo;
- o Banco Central deve manter os juros próximos a 11%, e ainda haverá impactos pelos meses seguintes pois seus efeitos não são imediatos;
- o crédito para a Renegociação de Dívidas, mantém-se em crescimento na margem, ainda que no acumulado em 12 meses ele se mantenha próximo a 6% (em termos reais).
Para 2014, nossa projeção é de crescimento real dos novos empréstimos ao consumidor (Crédito Livre) em 5,78% (12,07% nominal).