Os dados sobre o Mercado de Trabalho em novembro apontam novamente para um cenário de estabilidade nas variáveis ligadas ao emprego tanto no Rio Grande do Sul quanto no Brasil:
- Taxa de desemprego fechou em 2,6% em Porto Alegre;
- Em relação a novembro/12 houve queda 0,9 ponto percentual;
- Na média em 12 meses, manteve-se relativamente estável em 3,5%, queda de 0,1 p.p. em relação a outubro/13;
- Para o Brasil, também houve queda: 4,6%, redução de 0,3 p.p. em relação a novembro/12;
- Na média em 12 meses, a taxa manteve-se estável em 5,4%.
(em % da população economicamente ativa)
Fonte: IBGE. Elaboração: AE/CDL POA.
Em termos de valores pagos às pessoas ocupadas, os dados apontam que os rendimentos continuam crescendo acima da inflação no mercado:
- aumento de 9,2% na comparação com outubro/12, em Porto Alegre: R$ 1.943 contra R$ 1.779;
- em relação à média em 12 meses, o crescimento real foi de 0,24% em relação a setembro/13.
Considerações da Assessoria Econômica
Conforme temos destacado nas últimas notas, a taxa de desemprego estabilizou-se abaixo de 4% em Porto Alegre, e abaixo de 6% para o resto do país.
O resultado de novembro, apesar de sugerir um maior aquecimento do mercado de trabalho, parece ser apenas um movimento sazonal do mês. Lembramos que o último trimestre é sempre muito aquecido em função das festas de final de ano.
Essa análise é corroborada pelo efeito sobre a média em 12 meses, que praticamente se manteve estável tanto no Brasil (5,4%) como em Porto Alegre (3,5%).
Já algum tempo acreditamos o gargalo no mercado de trabalho parece estar mais ligado à oferta de pessoas disponíveis para trabalhar – e com a qualificação desejada. Além disso, o aumento frequente dos salários representa um custo cada vez mais pesado para as empresas carregarem, principalmente porque a produtividade não acompanha esses aumentos.
Em Porto Alegre, como a taxa de desemprego é consideravelmente mais baixa que a média das regiões pesquisadas, isso provoca aumentos mais altos nos salários, já descontada a inflação.
Nesse cenário, entendemos que a demanda por mais trabalhadores pode apresentar um leve desaquecimento nos próximos meses, como um comportamento das empresas para evitar aumentos de custos. Quando um insumo se torna muito caro as empresas passam a tentar reduzir sua necessidade por ele – dentro do que for possível. Terceirização de serviços, melhoramento e automatização de processos são opções ao alcance da gestão no médio prazo.(var. % real mês sobre mês imediatamente anterior – na média-móvel 12 meses)
Fonte: IBGE. Elaboração: AE/CDL POA.