Taxa de Desemprego inicia segundo trimestre estável: 4% em Porto Alegre, em abril

Segundo o IBGE, a taxa de desemprego em abril se manteve relativamente estável na Região Metropolitana de Porto Alegre:

  • 3,9% contra 4% no mês passado;
  • na comparação com abril/12 houve queda: 3,9% contra 4,6% ano passado;
  • esse percentual representa cerca de 79 mil pessoas sem emprego, entre 2 milhões de pessoas aptas, empregadas ou em busca de emprego;
  • para o Brasil, também houve estabilidade: 5,8% contra 5,7% no mês passado, e queda na comparação com abril/12 (6%).

Em termos de rendimentos reais pagos aos trabalhadores (ou seja, sem efeitos da inflação), os dados são referentes às horas trabalhadas em março/13, e apontam:

  • crescimento de 1,9% em Porto Alegre, na comparação com o ano passado;
  • o rendimento real médio em Porto Alegre foi R$ 1.763 em março/13, contra R$ 1.731 no ano passado;
  • no setor privado, o crescimento foi de 0,8%: R$ 1.399 contra R$ 1.388 em março/12;
  • já para o setor público a média foi de R$ 3.203 em Porto Alegre – crescimento de 0,3%;
  • no Brasil, a renda real também cresceu 1,9%, representando R$ 1.856 em março/13.

Por fim, o número de horas efetivamente trabalhadas em abril na Região Metropolitana de Porto Alegre foi 40,5 horas semanais em média, o que representou crescimento de 1,8% na comparação com abril/12.(em % da população economicamente ativa)

Fonte: IBGE. Elaboração: AE/CDL POA.

Em primeiro lugar, destacamos que o desemprego parece ter se estabilizado ao redor de uma média dos últimos 14 meses, em 4%. Ainda que a atividade econômica tenha se retraído no final do ano passado, o que reduz a demanda por trabalho por parte das empresas, especialmente na Indústria, o setor de Serviços foi capaz de absorver parte dessa mão de obra.

Chamamos também atenção que a manutenção do mercado de trabalho aquecido pressiona os salários para cima, uma vez que a competição por mão-de-obra qualificada – especialmente dentro do setor de Serviços – se torna mais acirrada.

Essa situação afeta primeiramente os custos das empresas, podendo desaguar em inflação ao consumidor.

A pressão sobre os salários não seria um problema enquanto a produtividade estivesse se elevando na mesma proporção. Entretanto, não parece ser esse o cenário verificado. O gráfico abaixo atualiza um indicador de produtividade média calculado pelo Banco Central.

A linha pontilhada mostra o nível de salário real (em número índice) em comparação ao nível de produtividade média no país, medido pelo PIB e as pessoas empregadas no trimestre. Nota-se claramente que desde 2008 os rendimentos reais crescem mais rapidamente que a produtividade dos trabalhadores no Brasil.

Nesse cenário, os salários tornam-se também uma pressão adicional sobre a inflação nos bens e serviços na economia, uma vez que as empresas têm cada vez menos espaço em suas margens para evitar repassar a elevação de seus custos aos consumidores através de elevação de preços.

Assim, muito embora o crescimento da renda real favoreça a demanda interna, enquanto a produtividade do trabalho não voltar a crescer na mesma proporção ela se tornará um limitador para um crescimento mais acelerado da atividade econômica. Até o momento, não há motivos para acreditar que esse cenário se altere ao longo de 2013.(em número-índice, base: média (2007)=100)

Fonte: IBGE; Banco Central do Brasil. Elaboração: AE/CDL POA.

Assessoria Econômica
Gabriel P. Torres – Economista
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Data

23 maio 2013

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