PIB brasileiro cresce 2,3% em 2013

Bom desempenho dos investimentos no último trimestre surpreendeu e ajudou a elevar o indicador.

Conforme os dados divulgados pelo IBGE, o PIB no Brasil acumulou crescimento de 2,3% em 2013, representando R$ 4,84 trilhões. Os dados mostram ainda:

  • crescimento de 1,9% na comparação com o 4º trimestre de 2012;
  • crescimento de 0,68% em relação ao 3º trimestre de 2013;
  • considerando apenas o valor adicionado, o crescimento foi de 2,1% em 2013.

Pelo lado da demanda, o maior estímulo no último trimestre crescimento ocorreu através das exportações ao exterior, com crescimento de 4,12%. No ano, o destaque foi o crescimento do Investimento, com 4% acumulado em 2013.

Já pelo lado da oferta a Agropecuária teve um bom desempenho, com 7,02% de crescimento. No setor de Serviços (que representa quase 60% do produto) o destaque foi para serviços de Informação, com crescimento de 5,21% no ano.(em var. %)

Fontes: Contas Nacionais/IBGE  Elaboração: NI/CDL Porto Alegre

(em var. % sobre mesmo trimestre ano anterior)

Fontes: Contas Nacionais/IBGE  Elaboração: NI/CDL Porto Alegre

Considerações da Assessoria Econômica

O resultado do PIB surpreendeu positivamente ao mostrar crescimento levemente acima das projeções esperadas. A mediana do mercado estava bastante pessimista, esperando crescimento de 1,6% para 2013, enquanto nossa projeção era de 2,19%.

Apesar do crescimento acima da média dos Investimentosem 2013, com expansão de 4%, o resultado não contribuiu para elevar substancialmente a taxa de investimento na economia – que encerrou o ano em 18,4%, levemente acima dos 18,2% de 2012.

Considerando que a confiança na Indústria mantém-se em patamar pessimista, o que afeta as decisões de Investimento futuras, esse cenário não deve se modificar em 2014. Desta forma, o principal problema da economia brasileira hoje – baixa produtividade e infraestrutura deficiente – continuará a pressionar o desempenho neste ano.

No caso do Comércio o desempenho manteve-se acima da média brasileira, porém não muito diferente (2,54%), ao contrário do passado recente. Conforme nossas notas sobre o desempenho do Varejo, o setor experimenta hoje uma desaceleração causada pela moderação no crescimento da renda e crédito.

Considerando o Consumo das Famílias como um todo, o indicador apresentou crescimento inferior ao Comércio, em linha com o Brasil (2,3%). O resultado está ligado a um menor desempenho do setor de Serviços como um todo, bastante pressionado pelo encarecimento dos seus produtos. A inflação nos serviços têm acumulado crescimento de mais de 8% em 12 meses.

Nesse cenário, mantemos nossa projeção de crescimento de 2,02% para o PIB do Brasil em 2014. De modo geral, os dados confirmam nossa expectativa de que 2014 será um “replay” de 2013.Isso ocorre pois as restrições que impediram um crescimento mais forte do país no ano passado continuam existindo esse ano:

  • ambiente de negócios incerto pela forte intervenção estatal em muitos segmentos, o que inibe investimentos;
  • crescimento moderado de renda pela baixa oferta de novos trabalhadores e da produtividade do trabalho;
  • expectativas do consumidor pessimistas, o que inibe a tomada de financiamentos de longo prazo para bens que não sejam os mais desejados.

Data

27 fevereiro 2014

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