Como o consumidor porto-alegrense vivencia, reage e se protege dos golpes no ambiente digital.
A fraude digital deixou de ser um risco distante e passou a fazer parte do cotidiano do consumidor de Porto Alegre: 6 em cada 10 entrevistados já foram vítimas, direta ou indiretamente.
Diante desse cenário, o bloco sazonal desta rodada buscou entender não só a extensão do problema, mas também como o consumidor reage, se protege e a quem atribui a responsabilidade por preveni-lo (informações que ajudam o comércio local a entender o nível de confiança, ou desconfiança, do seu público nos canais digitais de compra).
A transformação digital impulsiona os negócios, mas traz o desafio de garantir a segurança nas relações de consumo. A pesquisa "FRAUDES DIGITAIS: O IMPACTO NO CONSUMIDOR" revela que 6 em cada 10 cidadãos de Porto Alegre já vivenciaram a ameaça de golpes no ambiente virtual, um dado que acende um alerta para a necessidade de ações preventivas e integradas.
Na CDL Porto Alegre, acreditamos que a informação é a principal ferramenta de proteção. Com esta pesquisa, buscamos diagnosticar o cenário para orientar consumidores e empresas, fortalecendo a confiança e construindo um ambiente digital mais seguro para o nosso comércio.
Carlos Klein
Presidente da CDL
Pesquisa quantitativa, realizada por survey via telefone com residentes de Porto Alegre.
Gênero: 53,99% feminino (719.538 pessoas) · 46,01% masculino (613.307 pessoas) · 95% de confiabilidade, margem de erro de 5%
Classe A: acima de R$ 32.420 · Classe B: R$ 11.348 a 32.420 · Classe C: R$ 3.243 a R$ 11.347 · Classe D: R$ 1.622 a R$ 3.242 · *Prefiro não informar
Amostra: 302 casos
Mais de 60% da amostra afirma já ter sido vítima, ou conhecer alguém que foi vítima de fraudes no ambiente digital!
Somando quem foi vítima diretamente, quem tem alguém próximo atingido e quem viveu as duas situações, 66,2% da amostra já teve contato direto ou indireto com fraudes digitais. Apenas 29,5% afirmam nunca ter passado por isso.
Pergunta: Você ou alguém próximo (familiar, amigo, colega) já foi vítima de fraude no ambiente digital? · Amostra: 302 casos
Os tipos de fraudes mais comuns (com mais de 40%) são a bancária ou de cartão de crédito e o golpe via WhatsApp/redes sociais.
Pergunta: Quais os tipos de fraude são os mais comuns na sua experiência ou na de pessoas próximas? Questão de múltipla escolha, por isso os valores somam mais de 100%. Amostra: 302 casos
O WhatsApp ou as redes sociais lideram como canais mais vulneráveis às fraudes (42,1%).
Pergunta: Qual desses canais você considera hoje o mais vulnerável a fraudes? · Amostra: 302 casos
Ao receber uma mensagem, ligação ou link suspeito, a reação imediata predominante é: ignorar ou bloquear imediatamente!
Pergunta: Ao receber uma mensagem, ligação ou link suspeito, qual costuma ser a sua primeira reação? · Amostra: 302 casos
Depois de ser vítima de um golpe, as principais atitudes são contatar o banco ou a loja envolvida e registrar um BO. Como consequência, a mudança de hábito mais comum é adotar uma postura mais cautelosa, pesquisando mais antes de comprar ou interagir online.
Pergunta: Se você ou alguém próximo foi vítima de fraude, quais atitudes ou mudanças de hábito ocorreram depois? Questão de múltipla escolha, por isso os valores somam mais de 100%. Amostra: 302 casos
O entendimento sobre a responsabilidade por ações de prevenção às fraudes é diluído, dividindo opiniões. Os dois maiores responsáveis na visão dos entrevistados são, para 30,8%, o próprio cidadão, e 20,5% acreditam ser as empresas de tecnologia. Governos e bancos não ficam muito atrás na régua de responsabilização!
O próprio cidadão, por meio de cuidado individual
As empresas de tecnologia (redes sociais, apps)
O governo e órgãos reguladores
Os bancos e instituições financeiras
Lojas e plataformas de e-commerce
Não sei
Pergunta: Na sua opinião, quem tem a maior responsabilidade em prevenir fraudes? · Amostra: 302 casos
Deixar de fazer alguma atividade (compra online, uso de apps, transferências etc.) passou a ser uma atitude frequente para 34,2% dos entrevistados, que entendem que o risco de fraudes aumentou.
Há um equilíbrio entre aqueles que nunca deixaram de fazer algo (21,5%) e os que deixam de fazer algumas coisas às vezes (20,5%).
Pergunta: Você já deixou de fazer alguma atividade (compra online, uso de apps, transferências) por medo de fraude, e como avalia o risco de golpes hoje comparado aos últimos anos? · Amostra: 302 casos
Na busca por proteção contra fraudes, o Reclame Aqui dispara na frente: as experiências de outros consumidores são a principal referência.
Pergunta: Onde você costuma buscar informação para se proteger de fraudes, incluindo antes de comprar em uma loja nova? Questão de múltipla escolha, por isso os valores somam mais de 100%. Amostra: 302 casos
Medida única para reduzir fraudes: mais tecnologia de segurança nos bancos e no comércio eletrônico (28,5%) ou mais punição para os criminosos (28,2%)! As demais opções também tiveram repercussão entre os entrevistados.
Pergunta: Se pudesse escolher apenas uma medida para reduzir fraudes no país, qual escolheria? · Amostra: 302 casos
A fraude digital atinge a maioria dos porto-alegrenses de forma direta ou indireta, e o WhatsApp/redes sociais e as fraudes bancárias lideram como as portas de entrada mais comuns dos golpes. A reação predominante (ignorar ou bloquear de imediato) mostra um consumidor mais reativo do que preventivo, o que ajuda a explicar porque quase 55% já deixaram de realizar alguma atividade digital por medo de fraude.
Chama atenção a divisão de opiniões sobre quem deve liderar o combate ao problema, o que sinaliza a percepção de uma responsabilidade compartilhada.