Lojistas, restaurantes e supermercados preveem perdas e repasse ao consumidor após aumento na conta de luz

Lojistas, restaurantes e supermercados preveem perdas e repasse ao consumidor após aumento na conta de luz

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JUNHO, 2021

Notícias

Aumento da bandeira vermelha é considerado como mais um agravante às perdas ocorridas em razão da pandemia.

O aumento de 52% no valor da bandeira tarifária vermelha patamar 2 na cobrança da energia elétrica foi encarado com preocupação pelas entidades que representam os estabelecimentos comerciais. Para os empresários, a elevação do valor resultará em perdas e, consequentemente, no repasse ao consumidor.

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL POA) ressalta que os comerciantes já estão lidando com perdas significativas, em razão da pandemia, e também com a elevação de preços de outros insumos. O presidente da entidade, Irio Piva, ressalta ainda que é preciso analisar as medidas que estão sendo tomadas para que a situação não se repita.

— A grande questão é olhar para o futuro. Estamos agora avaliando a situação do momento, onde anualmente sofremos com os riscos de uma crise hídrica. Precisamos questionar o governo sobre o que está sendo feito para que essa situação não siga sendo registrada — avalia.

Dentro do mesmo segmento, o Sindicato dos Lojistas de Porto Alegre (Sindilojas) vê o aumento como abusivo e que impactará diretamente o comércio. Para o presidente da entidade, Paulo Kruse, não será mais possível evitar o repasse ao consumidor:

— Já estávamos com os custos espremidos e deixamos de repassar aumentos anteriores. No entanto, essa elevação na tarifa é muito alta. Vamos aguardar o que for possível, mas o repasse ao cliente deverá ocorrer.

Na visão da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) é preciso que todos os segmentos tenham conhecimento que o consumidor é o mais onerado com constantes mudanças nas tarifas e na inflação. O presidente da entidade, Antônio Cesa Longo, avalia que a alta na conta de luz terá impacto direto no poder de compra dos clientes:

— O consumidor terá menos dinheiro para consumir produtos, principalmente bens duráveis. Ele vai encontrar alternativas para levar os itens para casa e as empresas terão que encontrar uma forma de se adaptar.

Já o Sindicato de Hospedagem e Alimentação de Porto Alegre e Região (Sindha) prevê uma perda ainda maior para setor, um dos mais afetados pela pandemia.

— Tudo indica que bateremos recordes inflacionários. É o gás, são os insumos, agora a energia elétrica. Nosso setor foi muito castigado com a pandemia e não temos como repassar todos esses aumentos, o mercado não sustenta. Conseguimos, recentemente, voltar a abrir os estabelecimentos e agora, de portas abertas, vamos registrar perdas importantes — afirmou o presidente do Sindha, Henry Chmelnitsky.

Fonte: Portal GaúchaZH

Data

30 junho 2021

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