[vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_column_text]

Banco Central eleva a SELIC novamente em 0,25 p.p. como resposta à aceleração de fevereiro e março, mas fim do ciclo de aumentos agora é incerto.

[/vc_column_text][vc_column_text]Em comunicado oficial, o Comitê de Política Monetária do Banco Central informou que decidiu de forma unânime aumentar a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, elevando a SELIC para 11% a.a.

Esse é o nono aumento consecutivoda taxa de juros, que já subiu 3,75 p.p. desde o final de abril do ano passado.

Em uma curta nota, o Banco Central  informou que “irá monitorar a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária”.

O aumento ocorreu em linha com as expectativas, tanto no mercado como um todo quanto das instituições que mais acertam suas previsões.

A próxima decisão sobre a taxa de juros ocorrerá em 28 de maio.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/3″][ultimate_heading alignment=”center” spacer=”line_only” spacer_position=”middle” spacer_img_width=”48″ line_style=”solid” line_height=”1″ line_color=”#333333″ icon_type=”selector” icon_size=”32″ icon_style=”none” icon_color_border=”#333333″ icon_border_size=”1″ icon_border_radius=”500″ icon_border_spacing=”50″ img_width=”48″ line_icon_fixer=”10″ main_heading=”Expectativas antes da decisão” main_heading_font_size=”15″ sub_heading_font_size=”12″ sub_heading_margin=”margin-bottom:15px;”][/ultimate_heading][vc_single_image image=”987″ alignment=”center” border_color=”grey” img_link_target=”_self” img_size=”full” css=”.vc_custom_1406746793368{margin-bottom: 15px !important;}”][vc_column_text el_class=”fonteGrafico”]

Fonte: FOCUS/Banco Central do Brasil  Elaboração: NI/CDL Porto Alegre

[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”2/3″][ultimate_heading alignment=”center” spacer=”line_only” spacer_position=”middle” spacer_img_width=”48″ line_style=”solid” line_height=”1″ line_color=”#333333″ icon_type=”selector” icon_size=”32″ icon_style=”none” icon_color_border=”#333333″ icon_border_size=”1″ icon_border_radius=”500″ icon_border_spacing=”50″ img_width=”48″ line_icon_fixer=”10″ main_heading=”Taxa de Juros vs. Inflação” main_heading_font_size=”15″ sub_heading_font_size=”12″ sub_heading_margin=”margin-bottom:15px;”](SELIC em % a.a., IPCA em var. % acumulada em 12 meses)[/ultimate_heading][vc_single_image image=”988″ alignment=”center” border_color=”grey” img_link_target=”_self” img_size=”full” css=”.vc_custom_1406746820719{margin-bottom: 15px !important;}”][vc_column_text el_class=”fonteGrafico”]

Fonte: IBGE, FOCUS/Banco Central do Brasil  Elaboração: NI/CDL Porto Alegre

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_column_text]

Considerações da Assessoria Econômica

Conforme o gráfico acima, a inflação fechou 2013 em 5,91%, recuou para 5,59% em janeiro, mas voltou a acelerar em fevereiro para 5,68%.

Se em janeiro desse ano o índice de inflação veio bastante abaixo de 2013 (0,55% contra 0,86%), em fevereiro o indicador voltou a acelerar (0,69% contra 0,60% no ano passado). Não só isso, a prévia de março – o IPCA-15 –  apontou variação de 0,73% contra 0,4% no mesmo mês do ano passado.

Esse cenário contribuiu para a continuidade do ciclo de aumentos dos juros. Conforme destacamos na última nota sobre o tema, em 27/02/2014, “o ciclo de aumentos deve ser interrompido agora, contanto que a inflação não registre aumentos expressivos em fevereiro e março”.

De acordo com nossas últimas notas, o grande problema está na expansão continuada dos gastos públicos, o que acaba por incentivar a demanda por bens e serviços em excesso na economia. Desde jul/2011 o superávit primário é constantemente menor, mesmo com as alterações contábeis do Governo para atingir a meta estipulada (gráfico abaixo, à direita).[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/2″][ultimate_heading alignment=”center” spacer=”line_only” spacer_position=”middle” spacer_img_width=”48″ line_style=”solid” line_height=”1″ line_color=”#333333″ icon_type=”selector” icon_size=”32″ icon_style=”none” icon_color_border=”#333333″ icon_border_size=”1″ icon_border_radius=”500″ icon_border_spacing=”50″ img_width=”48″ line_icon_fixer=”10″ main_heading=”Taxas de Juros durante o Sistema de Metas – por administração” main_heading_font_size=”15″ sub_heading_font_size=”12″ sub_heading_margin=”margin-bottom:15px;”](em % ao ano)[/ultimate_heading][vc_single_image image=”989″ alignment=”center” border_color=”grey” img_link_target=”_self” img_size=”full” css=”.vc_custom_1406746846112{margin-bottom: 15px !important;}”][vc_column_text el_class=”fonteGrafico”]

Fonte: Banco Central do Brasil   Elaboração: NI/CDL Porto Alegre.

[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/2″][ultimate_heading alignment=”center” spacer=”line_only” spacer_position=”middle” spacer_img_width=”48″ line_style=”solid” line_height=”1″ line_color=”#333333″ icon_type=”selector” icon_size=”32″ icon_style=”none” icon_color_border=”#333333″ icon_border_size=”1″ icon_border_radius=”500″ icon_border_spacing=”50″ img_width=”48″ line_icon_fixer=”10″ main_heading=”Superávit Primário vs Núcleo de Inflação – acumulados em 12 meses” main_heading_font_size=”15″ sub_heading_font_size=”12″ sub_heading_margin=”margin-bottom:15px;”](em R$ bilhões constantes (para dez/13, pelo IPCA), e var. %, respectivamente)[/ultimate_heading][vc_single_image image=”990″ alignment=”center” border_color=”grey” img_link_target=”_self” img_size=”full” css=”.vc_custom_1406746865808{margin-bottom: 15px !important;}”][vc_column_text el_class=”fonteGrafico”]

Fontes: STN; IBGE; Banco Central do Brasil.  Elaboração: NI/CDL Porto Alegre.

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_column_text]Conforme alertamos na última nota sobre Taxa de Juros, a pressão sobre o Banco Central em função do calendário eleitoralpode fazer com que eventuais aumentos mais fortes ocorram apenas após as eleições.

 

Entretanto, no comunicado emitido o Banco Central deixou aberta a possibilidade de um novo aumento antes do período eleitoral, a ser determinado de acordo com os indicadores econômicos a serem divulgados.

Como consequência, o cenário de taxa de juros próxima a 11% ao longo da maior parte de 2014 mantém-se como o mais provável.

É importante destacar que esse cenário mantém o risco para a inflação elevada em função dos impactos de eventuais reajustes de energia, combustíveis e tarifas de transporte público – que não foram reajustados no ano passado.

Apesar dos aumentos na taxa de juros, o controle artificial de preços tentado pelo governo e a idéia de que seria possível reduzir os juros apenas pela vontade do Banco Central não produziram nem um nem outro. A inflação deve seguir pressionada em 2014, e mais uma vez acima de 4,5% – a meta do Banco Central. Além disso, pela primeira vez desde a adoção do Sistema de Meta de Inflação, a taxa de juros deve terminar maior do que no início de um governo (gráfico acima).

Para que a taxa básica de juros brasileira se aproxime das taxas internacionais é necessário alterar os fundamentos econômicos que fazem com que seja mais elevada: expansão acelerada de gastos públicos em custeio da máquina pública, e baixa de produtividade dos fatores (capital e trabalho).[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]