Preocupação com reservas financeiras deve ser uma das heranças da pandemia

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MAIO, 2020

Notícias

Crise alterou as relações de consumo e as prioridades de empresários e consumidores.

 

O coronavírus deve deixar uma herança para a economia que vai além dos impactos no comércio exterior e nas contas públicas. Vendas online, teletrabalho (home office) e preocupação com reservas financeiras para momentos de emergência são peças que devem ganhar força no tabuleiro de empresários e consumidores no período pós-pandemia.

– A crise pode ser pedagógica em vários aspectos. Empresas e consumidores sairão diferentes dela – afirma o economista-chefe da CDL Porto Alegre, Oscar Frank.

Com o isolamento social imposto pela covid-19, marcas passaram a demonstrar maior preocupação com o atendimento online a clientes. Para Alexandre Machado, sócio-diretor da GS&Consult, consultoria especializada em varejo, a busca por avanços no comércio eletrônico, o e-commerce, veio para ficar.

Adaptação

Para que empresas consigam se adaptar ao meio digital, é necessário levar em consideração as características próprias dos setores em que estão inseridas, acrescenta o analista.

– A transformação online vai acontecer em uma velocidade maior do que o ritmo anterior à crise. A loja virtual deve representar uma prioridade para a maioria das empresas – destaca Machado.

Para Frank, o coronavírus deve levar patrões e funcionários a apostar em maior flexibilização na jornada de trabalho, o que inclui a manutenção de home office na rotina de parte das companhias. Estudo recente da Fundação Getulio Vargas (FGV) aponta que essa modalidade tende a crescer 30% depois do término da pandemia.

– O home office tende a ser benéfico desde que seja bem gerenciado. Se os resultados forem alcançados, as empresas poderão, por exemplo, poupar com aluguel de salas e contratar mais funcionários – avalia o educador financeiro Adriano Severo, da Severo Educação Financeira.

Segundo ele, o coronavírus também deve estimular a busca de empresários e consumidores pela manutenção de uma poupança para momentos de emergência. Em períodos de queda nas receitas, como é o caso atual, recursos em reserva podem aliviar dificuldades.

– As pessoas precisam de dinheiro em caixa para passar por imprevistos – relata o educador financeiro.

Fonte: Site GZH – Economia

 

 

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A CDL Porto Alegre reafirma seu compromisso em acolher as necessidades dos varejistas, auxiliando-os a transpor os entraves da disseminação do coronavírus. A Entidade tem a convicção de que a unidade do setor fará grande diferença neste momento tão delicado e de apreensão para todos. Com a atenção e a disponibilidade de cada empresário, para fazer a sua parte, o setor sairá ainda mais forte desta crise.