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[vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_column_text]Banco Central divulgou hoje a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM), que decidiu pelo aumento da Taxa de Juros para 7,5% a.a. na semana passada. Conforme afirmamos na Nota Econômica nº 10 (17/04/2013) era recomendável esperar a divulgação da ata para projetar os próximos passos da Política Monetária.

O comunicado sinaliza que o Comitê esperará o desempenho da economia brasileira e internacional nas próximas semanas para tomar sua decisão na reunião de 28-29/maio. Assim, muito embora não esteja claro que teremos aumento ou manutenção da taxa de juros das próximas reuniões, descartamos que eventuais aumentos sejam bruscos – salvo ocorra uma mudança completa no cenário econômico.

Ainda que o IPCA aponte aumento generalizado dos preços e as expectativas do mercado quanto a inflação tenham piorado, o COPOM parece disposto a esperar a divulgação de novos dados – especialmente relacionados a produção agrícola na economia internacional, o que pode reduzir os preços de alimentos.

Analisando o comunicado entedemos que três fatores foram cruciais para o aumento da taxa de juros, em linha com nossa análise:

  1. aquecimento da economia brasileira ao longo dos primeiros meses, especialmente da indústria;
  2. a baixa Taxa de Desemprego e o crescimento da renda das famílias acima da inflação;
  3. os efeitos defasados das reduções de tributos e ampliações de gastos públicos por parte do governo central.

Além dos fatores da economia brasileira citados acima, o Comitê também considerou que muito embora a economia internacional ainda apresente baixo crescimento e inflação moderada nos países desenvolvidos, os dados de indicadores antecedentes apontam que essas economias devem apresentar crescimento mais acelerado nos próximos meses. Caso esse cenário venha a se confirmar isso seria mais uma fonte de aumento dos preços internos, que já se encontram bastante acima de 4,5%, a meta de inflação do Banco Central.

Por fim, destacamos que se o Banco Central adotar a estratégia de aumentos cautelosos da SELIC, em cerca de 0,25 p.p., a variação dos juros ter impacto moderado sobre a inadimplência no mercado de crédito. Basicamente, esse resultado se deve ao mercado de trabalho ainda aquecido, o que mentém a renda das famílias crescendo ainda acima da inflação.

O gráfico abaixo mostra a variação da Taxa de Juros (linha clara) contra a variação da Inadimplência das Pessoas Físicas 6 meses à frente no mercado de crédito (linha escura), medida pelo Banco Central. Assim, por exemplo, estamos comparando a variação na taxa de juros em junho/2012 com a inadimplência de dezembro/2012. Ainda que não consigamos precisar extamente o impacto,  os dados apontam que uma elevação nos juros é seguida 5 a 7 meses depois por uma elevação na inadimplência desses agentes.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][ultimate_heading alignment=”center” spacer=”line_only” spacer_position=”middle” spacer_img_width=”48″ line_style=”solid” line_height=”1″ line_color=”#333333″ icon_type=”selector” icon_size=”32″ icon_style=”none” icon_color_border=”#333333″ icon_border_size=”1″ icon_border_radius=”500″ icon_border_spacing=”50″ img_width=”48″ line_icon_fixer=”10″ main_heading=”Taxa de Juros SELIC vs Inadimplência em Recursos Livres (Pessoas Físicas)” main_heading_font_size=”15″ sub_heading_font_size=”12″ sub_heading_margin=”margin-bottom:15px;”](em diferença de pontos percentuais contra mês ano anterior)[/ultimate_heading][vc_single_image image=”2797″ border_color=”grey” img_link_target=”_self” alignment=”center” img_link_large=”yes”][vc_column_text el_class=”fonteGrafico”]

Fonte: Banco Central do BrasilElaboração: AE/CDL POA. OBS: Ciclos da Taxa de Juros extraídos pelo Filtro HP (lambda = 14400)

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Assessoria Econômica
Gabriel P. Torres – Economista
gabriel.torres@cdlpoa.com.br
(51) 3017-8048    (51) 9158-6552

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