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[vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_column_text]Dados divulgados hoje pelo IBGE confirmam um primeiro trimestre de expansão na economia brasileira:

  • o PIB cresceu 0,55% na comparação com o 4º trimestre de 2012, descontados efeitos sazonais;
  • na comparação com o 1º trimestre do ano passado o crescimento foi de 1,92%;
  • já no acumulado dos últimos 4 trimestres meses o crescimento foi de 1,16%;

Desagregando o desempenho por setor produtivo, a tabela abaixo mostra que:

  • Agropecuária cresceu 9,7% sobre 4º trimestre de 2012, já descontados os efeitos sazonais – foi o setor com melhor desempenho;
  • parte desse resultado se deve à melhor safra no Rio Grande do Sul, estado que possui uma participação expressiva da produção agrícola nacional.
  • Indústria de Transformação manteve-se estável (0,3% na comparação com o 4º trim. 2012);
  • o setor de Serviços continuou em expansão (0,48% na comparação com o último trimestre), sendo o 6º trimestre seguido de crescimento no setor;
  • o Comércio cresceu 0,64% sobre o último trimestre, e 1,16% sobre 1º trimestre de 2012.

Comparando as despesas em que foram alocados todos os bens e serviços produzidos verificamos a retomada do Investimento, com crescimento de 4,6%, um resultado em parte influenciado pelo baixo desempenho desse tipo de despesa no ano passado. A taxa de investimento, entretanto, manteve-se baixa: 18,45% do PIB (inferior ao 1º trimestre de 2012, 18,69%), enquanto a taxa de poupança foi 14,11%.

Outro destaque é o Consumo das Famílias com expansão de 2,12% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, e que já se mantém em expansão há 38 trimestres.

Os dados para o PIB do Rio Grande do Sul, de responsabilidade da FEE, serão divulgados dia 12/06.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/2″][ultimate_heading alignment=”center” spacer=”line_only” spacer_position=”middle” spacer_img_width=”48″ line_style=”solid” line_height=”1″ line_color=”#333333″ icon_type=”selector” icon_size=”32″ icon_style=”none” icon_color_border=”#333333″ icon_border_size=”1″ icon_border_radius=”500″ icon_border_spacing=”50″ img_width=”48″ line_icon_fixer=”10″ main_heading=”PIB – Produção e Despesa” main_heading_font_size=”15″ sub_heading_font_size=”12″ sub_heading_margin=”margin-bottom:15px;”](em var. % real)[/ultimate_heading][vc_single_image image=”2816″ alignment=”center” border_color=”grey” img_link_target=”_self” img_size=”full” css=”.vc_custom_1424450635970{margin-bottom: 15px !important;}”][vc_column_text el_class=”fonteGrafico”]

Fonte: IBGEElaboração: AE/CDL POA.

[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/2″][ultimate_heading alignment=”center” spacer=”line_only” spacer_position=”middle” spacer_img_width=”48″ line_style=”solid” line_height=”1″ line_color=”#333333″ icon_type=”selector” icon_size=”32″ icon_style=”none” icon_color_border=”#333333″ icon_border_size=”1″ icon_border_radius=”500″ icon_border_spacing=”50″ img_width=”48″ line_icon_fixer=”10″ main_heading=”PIB – Total, Serviços e Comércio – Brasil” main_heading_font_size=”15″ sub_heading_font_size=”12″ sub_heading_margin=”margin-bottom:15px;”](em var. % real trimestre sobre igual trimestre ano anterior)[/ultimate_heading][vc_single_image image=”2817″ alignment=”center” border_color=”grey” img_link_target=”_self” img_size=”full” css=”.vc_custom_1424450714695{margin-bottom: 15px !important;}”][vc_column_text el_class=”fonteGrafico”]

Fonte: IBGEElaboração: AE/CDL POA.

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_column_text]Desagregando os dados, verifica-se que grande parte da variação se deve a inadimplência nas transações consultadas em Porto Alegre, com queda de 0,7 p. p. (13,1% em março/2013 contra 13,8% no mês anterior), enquanto para o Interior do estado houve estabilidade do percentual nos últimos dois meses, em 9,9%.

A análise por faixa etária mostra que os jovens, especialmente na faixa entre 16 e 20 anos, são o grupo de idade com maior inadimplência entre os consumidores gaúchos: cerca de 40% das pessoas pesquisadas nesse grupo estiveram inadimplentes até a data de consulta. Destacamos que tal percentual elevado para esse grupo pode ser resultado de dois fatores principais: (i) alta variabilidade de renda em função do alto risco de perda de emprego e (ii) falta de planejamento financeiro por parte de consumidores que há pouco entraram no mercado de trabalho.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][ultimate_heading alignment=”center” spacer=”line_only” spacer_position=”middle” spacer_img_width=”48″ line_style=”solid” line_height=”1″ line_color=”#333333″ icon_type=”selector” icon_size=”32″ icon_style=”none” icon_color_border=”#333333″ icon_border_size=”1″ icon_border_radius=”500″ icon_border_spacing=”50″ img_width=”48″ line_icon_fixer=”10″ main_heading=”Utilização dos Recursos Produtivos vs. Núcleo de Inflação (IPCA médias aparadas)” main_heading_font_size=”15″ sub_heading_font_size=”12″ sub_heading_margin=”margin-bottom:15px;”](em % da capacidade; em var. % acumulada em 12 meses – respectivamente)[/ultimate_heading][vc_single_image image=”2818″ alignment=”center” border_color=”grey” img_link_target=”_self” img_size=”full” css=”.vc_custom_1424450860513{margin-bottom: 15px !important;}”][vc_column_text el_class=”fonteGrafico”]

Fonte: IBGEElaboração: AE/CDL POA.

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_column_text]Considerações da Assessoria Econômica

Apesar do resultado positivo em termos de crescimento, entendemos que ele ainda é tímido considerando (a) o desempenho dos nossos pares (emergentes e países com alta participação de commodities nas exportações) e (b) os esforços contínuos realizados pelo governo. Entretanto, esse não é um resultado inesperado quando olhamos em retrospectiva.

Conforme alertamos no Destaque Econômico nº 1 (15/03) o desempenho de nossa economia é resultado de incentivos errados criados pelo governo em função de seu diagnóstico equivocado do problema.

O diagnóstico do governo aponta que:

  • não crescemos mais por falta de injeção de recursos públicos na economia;
  • o cenário internacional provocou um replay da crise de 2008 e, portanto, as mesmas medidas de incentivos seriam necessárias;
  • podemos retornar ao ritmo de crescimento que alcançamos em 2004-2008 pois há capacidade para tanto.

No entanto, tal análise está equivocada quando observamos alguns dados:

  • O governo aplicou os mesmos incentivos de 2009 sem obter o mesmo resultado;
  • Ao contrário de 2009 o Consumo das Famílias não se retraiu, ou seja, a demanda continua aquecida;
  • No período 2004-2008 contamos com um cenário internacional muito favorável e, muito embora não tenhamos aproveitado para investir mais, havia capacidade ociosa – especialmente no mercado de trabalho.

O gráfico abaixo relaciona a utilização dos recursos produtivos da economia (máquinas, equipamentos, imóveis e trabalhadores) ao longo do tempo (linha cheia). Percebe-se claramente que:

  • 89% da capacidade produtiva está sendo utilizada, enquanto em jan/2004 foi de 84%;
  • quando a crise atingiu mais fortemente o Brasil esse percentual caiu, recuperando-se em seguida;
  • olhando para o período 2011-2012 esse comportamento não se repetiu.

Como a capacidade produtiva está no limite temos problema adicional, a inflação. A linha pontilhada mostra o Núcleo de Inflação – que é o índice de inflação descontado os preços que mais variam em cada mês. À medida que fomos utilizando toda a nossa capacidade produtiva, com a demanda aquecida, os preços começaram a subir pois não há como ofertar mais bens.

Logo, para produzir mais, precisamos ter capacidade maior de produção, o que só ocorrerá com mais investimentos em capital e educação. Não é mais possível aumentar a produção contratando mais trabalhadores, como ocorreu em 2004, pois não há um grande contingente de pessoas desempregadas. Além disso, é necessário controlar a inflação para que o mercado de trabalho aquecido não gere pressões ainda maiores sobre salários, o que afeta os custos das empresas e pode prejudicar ainda mais a produção no futuro.

Dado o andamento atual da economia e as restrições de produção que exemplificamos acima acreditamos que devemos crescer ao redor de nossa tendência de crescimento histórica. Nossa projeção para o crescimento do PIB em 2013 é de 1,85%.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_column_text]

Assessoria Econômica
Gabriel P. Torres – Economista
gabriel.torres@cdlpoa.com.br
(51) 3017-8048   (51) 9158-6552

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