O resultado do PIB mostrou que a economia brasileira continua no mesmo ritmo de crescimento de 2013, em linha com as expectativas do mercado, que apontavam crescimento de 1,9% no 1º trimestre. Como resultado, analisa o economista da CDL Porto Alegre, Gabriel Torres, a economia brasileira segue seu ritmo de crescimento moderado sem aceleração, com ritmo igual ao do final de 2013. “Continuamos a crescer ao mesmo ritmo de 2,49% ao ano. Além disso, os Investimentos – que cresceram 4% no final de 2013 -, voltaram a cair, com resultado de -2,05%. Assim, a taxa de investimento na economia – que encerrou 2013 em 18,4% – está agora em 17,8%”, explica.

Considerando que a confiança na Indústria continua em patamar pessimista, o que afeta as decisões de Investimento futuras, esse cenário deve se manter ao longo de 2014. “No caso do comércio o desempenho manteve-se acima da média brasileira, porém não muito diferente (2,21% contra 1,9%), ao contrário do passado recente. Conforme nossas notas sobre o desempenho do varejo, o segmento experimenta hoje uma desaceleração causada pela moderação no crescimento da renda e crédito, e expectativas dos consumidores menos otimistas”, afirma o economista.

Nesse cenário, Torres mantém a projeção de crescimento de 2,02% para o PIB do Brasil em 2014. “De modo geral, os dados confirmam nossa expectativa de que 2014 será um“replay” de 2013. Isso ocorre porque as restrições que impediram um crescimento mais forte do País no ano passado continuam existindo esse ano”. De acordo com o especialista, os fatos que travam o progresso são a ambiente de negócios incerto pela forte intervenção estatal em muitos segmentos impedindo investimentos; o crescimento moderado de renda pela baixa oferta de novos trabalhadores e da produtividade do trabalho e as expectativas do consumidor menos otimistas, o que inibe a tomada de financiamentos de longo prazo para bens que não sejam os mais desejados.