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Junta Comercial isenta por 90 dias taxas para a criação de novas empresas no Rio Grande do Sul

Junta Comercial isenta por 90 dias taxas para a criação de novas empresas no Rio Grande do Sul ​23 OUTUBRO, 2020Notícias O presidente da CDL Porto Alegre, Irio Piva, participou, nesta sexta-feira (23), a convite do Governo do Rio Grande do Sul, da videoconferência de...

LGPD: agora é para valer

LGPD: agora é para valer ​23 OUTUBRO, 2020 Notícias Após muitas discussões e algumas reviravoltas, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) entrou em vigor em 18 de setembro. Aprovada em 2018, depois de uma batalha de anos, a LGPD coloca o Brasil ao lado de mais de 100...

Avaliação do orçamento público do Rio Grande do Sul para 2021

Avaliação do orçamento público do Rio Grande do Sul para 2021 ​22OUTUBRO, 2020 NotíciasDe acordo com a proposta encaminhada pelo Executivo gaúcho junto à Assembleia Legislativa, o déficit projetado nas contas em 2021 soma R$ 8,1 bilhões. Trata-se de um rombo inédito,...

VAREJO x COVID-19

TODOS UNIDOS PARA
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COLUNA DO ECONOMISTA

CONFIRA ANÁLISES DO
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ECONOMISTA-CHEFE
DA CDL POA

ESPAÇO DOS ESPECIALISTAS

DICAS DE PROFISSIONAIS
PARA O VAREJO

ROBERTA TERRA LOPES
ESPECIALISTA EM DIREITO
DO TRABALHO

CDL apoia cobrança diferenciada para pagamento com cartão

A CDL Porto Alegre considera positiva a liberação da cobrança diferenciada para pagamentos à vista e no cartão de crédito. Atualmente, o custo para o lojista da operação com cartão chega a 5% do produto. O projeto precisa ainda ser aprovado pela Câmara dos Deputados. De acordo com o presidente da entidade, Gustavo Schifino, a resolução devolve ao cidadão o direito de pagar menos por uma mercadoria. “Com liberdade de variação de preços, os lojistas vão oferecer descontos para quem optar pelo pagamento à vista”, revela. “É um incentivo à livre negociação”. Fonte: BH Comunicação

Tudo sobre o varejo digital

Os varejistas gaúchos terão a oportunidade de assistir na manhã de 26 deste mês no Teatro do Cieee ao depoimento dos profissionais que mais entendem de varejo digital no mercado brasileiro, promoção da CDL Porto Alegre. O time convidado é formado por Pedro Guasti, vice-presidente do BuscaPé e diretor-geral da e-bit, Rogério Salume, presidente da da Wine.com.br, Tallis Gomes, presidente da Easy Táxi, Décio Sonohara, diretor de E-commerce do Magazine Luiza e Débora Capobianco, gerente de marketing da Privalia no Brasil. “Conseguimos reunir os cases de maior êxito e criatividade da atualidade para entendermos se o e-commerce é uma ameaça ou oportunidade. Durante intervenções de 25 minutos cada, exceto Pedro Guasti que terá 50 minutos, o tema será abordado de forma leve e ilustrativa , explica o presidente da CDL Porto Alegre, Gustavo Schifino. As inscrições para o Zoom do Varejo Digital podem ser feitas pelo site zoom.eventize.

Zoom do Varejo apresenta vivência dos maiores empresários do e-commerce no País

Realizado pela CDL Porto Alegre, o evento debate as duas faces do varejo digital: ameaça ou oportunidade Na manhã de 26 de agosto, os varejistas do Estado terão a oportunidade de assistir ao depoimento dos profissionais que mais entendem de varejo digital no mercado brasileiro. Com promoção da CDL Porto Alegre, os principais cases de sucesso em e-commerce serão apresentados no Teatro do CIEE (Rua Dom Pedro II, 861, Bairro Higienópolis). O time convidado é formado por Pedro Guasti, vice-presidente do BuscaPé e diretor-geral da e-bit, Rogério Salume, presidente da da Wine.com.br, Tallis Gomes, presidente da da Easy Táxi, Décio Sonohara, diretor de E-commerce do Magazine Luiza e Débora Capobianco, gerente de marketing da Privalia no Brasil. “Conseguimos reunir os cases de maior êxito e criatividade da atualidade para entendermos se o e-commerce é uma ameaça ou oportunidade. Durante intervenções de 25 minutos cada, exceto o Pedro Guasti que fará um painel mais amplo de 50 minutos, será abordado de forma leve e ilustrativa”, explica o presidente da CDL Porto Alegre, Gustavo Schifino. As inscrições para o Zoom do Varejo Digital podem ser feitas pelo site www.zoom.eventize.com.br. O valor para associado que é de R$ 110,00 e para não associado é de R$ 160,00. Outras informações pelo telefone (51) 3017.8138 e e-mail cdl.eventos@cdlpoa.com.br

Empreender no Rio Grande do Sul é tarefa difícil

No Rio Grande do Sul, cerca de 400 mil pessoas estão empregadas no mercado varejista. É um número importante de pessoas que acabam vivendo desse negócio, que necessita de atenção , aponta o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Porto Alegre, Gustavo Schifino. De acordo com a CDL, existem cerca de 80 mil estabelecimentos relacionados ao pequeno varejo no Estado, mas o número não cresce, segundo ele, pela falta de um incentivo por parte do governo de desenvolvimento ao empreendedorismo. O setor terciário da economia é o que mais emprega brasileiros desde 2003. Segundo levantamento feito pelo Ministério do Trabalho e Emprego em 2013, comércio e serviços corresponderam a 76% do saldo total de empregos criados com carteira assinada no Brasil, adicionando, respectivamente, 305 mil e 546 mil novos postos de trabalho. Para o presidente da CDL Porto Alegre, também empresário do varejo, o RS é um dos estados brasileiros menos interessantes para se empreender por causa da burocracia. Uma licença ambiental, que no Paraná ou em Santa Catarina se obtém em um mês, aqui demora mais de um ano, exemplifica. Os entraves burocráticos, segundo ele, atrapalham muitos lojistas. Outra das dificuldades apontadas é o Imposto de Fronteira. Apesar de a Assembleia Legislativa ter aprovado lei que acaba com a taxa, o governo não a reconhece. Nos outros dois estados da região Sul, a legislação não existe. A base do varejo gaúcho é a micro e a pequena empresa. Muitos fecham porque não têm condições de continuar com o pagamento desse imposto, diz Schifino. Os principais segmentos industriais que fornecem mercadorias para os lojistas gaúchos não existem no Estado. A deficiência força os comerciantes a comprarem de fornecedores de outras partes do Brasil. A questão logística também é empecilho. Os produtos vêm do Centro do país e essa operação acaba demorando. A posição geográfica do Rio Grande do Sul seria competitiva para o Mercado Comum do Sul (Mercosul), mas o governo federal acabou não desenvolvendo essa ferramenta. Estamos muito distantes do restante do Brasil, aponta o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre. Maioria das empresas fecha após 2 anos A taxa brasileira de fechamento das empresas do setor de serviços gira em torno dos 20%. A maioria acaba dois anos após iniciar as atividades. O que mais atrapalha os empreendedores no início, segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis (Sescon/RS), Diogo Chamun, é a questão burocrática e tributária. Por uma questão obrigatória e, nem que queira, uma empresa trabalha sem um contador. Cumprir as obrigações acessórias é muito trabalhoso. Uma empresa gasta cerca de 2,6 mil horas por ano para seguir tarefas, como declarar impostos. O tempo equivale à jornada anual de um trabalhador. Todas as grandes empresas têm, pelo menos, uma pessoa para calcular impostos. Há algumas que precisam manter equipes para isso. Para pequenos empresários, a alternativa acaba sendo utilizar contadores externos para o trabalho. Em comparação à burocracia exigida para outros tipos de atividade, o segmento dos serviços parece privilegiado. É a área que agrega menos exigências. O tempo médio para a abertura de uma empresa fica em 30 dias caso não haja a exigência de licença especial para funcionamento. Geralmente essas empresas não incomodam a comunidade, pois funcionam em horário comercial. Mas os bares noturnos precisam de alvará para trabalhar de madrugada e colocar mesas nas ruas, exemplifica Chamun. Com a aprovação da Lei Kiss, o processo para abertura de estabelecimento ficou mais demorado, pela necessidade de alvará que garanta segurança dos trabalhadores e do local. Engessaram de tal forma que todo o alvará deve passar por trâmites específicos, mesmo os de atividades que não expõem ao risco. A dificuldade de planejamento dos novos negócios funciona como entrave. Muitos empresários não elaboram um plano adequado e acabam descobrindo dificuldades no meio do caminho. Para abrir um negócio, é preciso conhecer a área. Não há como abrir uma consultoria, se a pessoa não tem conteúdo para isso ou, então, abrir um comércio sem conhecer como funciona o mercado, a concorrência e a questão da lucratividade. Outro ponto que pode atrapalhar os empreendedores é a questão de financiamento. Quando uma pessoa decide construir um negócio ainda não há empresa constituída. Sem constar no CNPJ, não há como obter crédito em instituições financeiras. Há uma máxima que diz que o banco empresta dinheiro para quem não precisa. A maioria das pessoas não tem garantia para comprovar uma necessidade, comenta Chamun. Com a dificuldade de conseguir financiamento, os futuros empresários que precisam adquirir equipamentos ou formar um estoque são forçados a buscar dinheiro de forma informal. Entre as alternativas estão os empréstimos com conhecidos, a venda de bens e imóveis ou a procura por sócios.

STJ julgará pontuação dada ao consumidor

Uma mensagem no site da Boa Vista Serviços, administradora do Serviço Central de Proteção do Crédito (SCPC), alerta para um problema enfrentado pelas empresas do setor: milhares de consumidores pedem na Justiça indenização por danos morais contra serviços de pontuação (score) que estimam a probabilidade de inadimplência. A discussão está na pauta do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e será definida por meio de recurso repetitivo. Antes, porém, será realizada uma audiência pública sobre o tema. O problema levou a Boa Vista Serviços a interromper o serviço nos Estados do Sul. “Mesmo acreditando na sua total legalidade, entendeu [a Boa Vista] por bem suspender a utilização da ferramenta SCPC Score Crédito nos Estados de Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina”, diz o texto, que critica “a excessiva quantidade de demandas judiciais, orquestrada por verdadeira indústria do dano moral que utiliza os consumidores como matéria-prima”. Só no Rio Grande do Sul tramitam cerca de 36 mil processos sobre o tema, que foram paralisados (sobrestados) à espera de uma resposta do STJ. O caso a ser analisado pelos ministros é de um consumidor gaúcho. Apesar de não possuir restrição, seus pedidos de crédito no comércio foram reiteradamente negados. A alegação era a de que não tinha pontuação suficiente. Segundo o processo, teria 553 pontos (em uma escala até mil). A recomendação do SCPC Score Crédito era de que seu caso fosse “analisado com cautela”, diante de um risco de inadimplência. No processo, o consumidor alega que as informações que levam à pontuação são sigilosas e que não teria como contrapô-las, o que contraria o Código de Defesa do Consumidor (CDC). Em primeira instância, foi determinada a exclusão de seu nome do cadastro e o pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 6,2 mil. Posteriormente, o valor foi elevado para R$ 8 mil pela 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS). Para a relatora do caso no TJ-RS, desembargadora Marilene Bonzanini, o serviço contraria as regras do CDC sobre bancos de dados e cadastros de consumidores, previstas no artigo 43. “A falta de transparência e de clareza desta ferramenta é incompatível com os mais comezinhos direitos do consumidor. Na forma com que é utilizado o sistema, certamente gera os danos morais alegados”, diz a magistrada na decisão. Em seu voto, a desembargadora afirma ainda que reconhecer a ilicitude do serviço não significa uma forma de proteção aos maus pagadores. “Estes já contam com seu nome inscrito nos órgãos de proteção ao crédito, cujos dados podem ser utilizados livremente pelas empresas, pelo prazo de cinco anos.” Por meio de nota, a Boa Vista Serviços informa que, “estando a discussão formalmente encaminhada ao STJ, irá aguardar os debates e a decisão dos ministros para se manifestar”. Tramita junto com o repetitivo outro recurso proveniente do Rio Grande do Sul, apresentado pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Porto Alegre. A entidade tenta derrubar no STJ decisão do TJ-RS em ação coletiva de consumo, ajuizada pelo Ministério Público Estadual. A 5ª Câmara Cível suspendeu o sistema Cresdiscore e a condenou ao pagamento de danos morais coletivos no valor de R$ 250 mil. Ainda deverá indenizar em R$ 4,5 mil cada consumidor com processo na Justiça. Por causa dos questionamentos, a CDL de Porto Alegre também suspendeu o serviço, de acordo com o advogado Fernando Smith Fabris, que representará a entidade na primeira audiência pública a ser realizada pelo STJ, convocada pelo ministro Paulo de Tarso Sanseverino, relator do caso. O debate sobre a “natureza dos sistemas de scoring e a possibilidade de violação a princípios e regras do Código de Defesa do Consumidor capaz de gerar indenização por dano moral” está marcado para o dia 25. “Vamos defender a legalidade do serviço. O argumento de que é um banco de dados oculto é fantasiosa”, diz Fabris, acrescentando que as seguradoras também fazem esse tipo de análise para estabelecer os valores dos prêmios. “O consumidor quer saber como é feito o cálculo. Mas se revelarem [as empresas] o serviço, vai ser copiado.” O presidente da Associação Brasileira do Consumidor (ABC), Marcelo Segredo, porém, defende a tese de que o serviço é “extremamente discriminatório”. “Ninguém sabe como ele funciona, qual a metodologia de cálculo”, afirma. A entidade foi à Justiça contra o sistema “Concentre Scoring”, oferecido pela Serasa Experian. Porém, desistiu da ação após perder em segunda instância. A 10ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve o entendimento da primeira instância. Para o juiz Henrique Maul Brasilio de Souza, da 18ª Vara Cível da capital, “trata-se da aplicação da ciência da estatística e da probabilidade a partir de dados objetivos legalmente coletados e armazenados”. Para ele, não há ilegalidade. “Não há juízo de valor, mas apenas cálculos de probabilidade. E é o fornecedor e não a ré quem decide se determinado consumidor obterá ou não o crédito pleiteado”, afirma. Em Cuiabá, porém, o juiz Emerson Luis Pereira Cajango, do 3º Juizado Especial Cível, decidiu de forma diversa ao conceder indenização de R$ 10 mil a uma consumidora que não conseguiu financiamento para um imóvel pela baixa pontuação no serviço oferecido pela Serasa Experian. De acordo com ele, é divulgado “de maneira mascarada, por meio de pontos (score), dados referentes ao histórico de transações, inadimplência e número de ações proposta pelo consumidor”. “Só o fato de estar inscrita em tal banco de dados, com pontuação atribuída, já implica na existência de danos”, diz. Por nota, a Serasa Experian informa que “algumas decisões do Poder Judiciário já estão entendendo melhor o papel dos bancos de dados, cujo escopo é proteger a realização de futuros negócios envolvendo a concessão de crédito e exercer atividade de interesse da economia nacional”. E acrescenta: “As informações do escore não têm o objetivo de ser, em momento algum, prejudicial ao cidadão. Elas apenas indicam, naquele exato momento, como é a situação do consumidor no que se refere à possibilidade de contrair novas dívidas e quitá-las em dia”.

Empreender no Rio Grande do Sul é tarefa difícil

Burocracia é um entrave e maioria das empresas fecha após dois anos No Rio Grande do Sul, cerca de 400 mil pessoas estão empregadas no mercado varejista. É um número importante de pessoas que acabam vivendo desse negócio, que necessita de atenção , aponta o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Porto Alegre, Gustavo Schifino. De acordo com a CDL, existem cerca de 80 mil estabelecimentos relacionados ao pequeno varejo no Estado, mas o número não cresce, segundo ele, pela falta de um incentivo por parte do governo de desenvolvimento ao empreendedorismo. O setor terciário da economia é o que mais emprega brasileiros desde 2003. Segundo levantamento feito pelo Ministério do Trabalho e Emprego em 2013, comércio e serviços corresponderam a 76% do saldo total de empregos criados com carteira assinada no Brasil, adicionando, respectivamente, 305 mil e 546 mil novos postos de trabalho. Para o presidente da CDL Porto Alegre, também empresário do varejo, o RS é um dos estados brasileiros menos interessantes para se empreender por causa da burocracia. Uma licença ambiental, que no Paraná ou em Santa Catarina se obtém em um mês, aqui demora mais de um ano, exemplifica. Os entraves burocráticos, segundo ele, atrapalham muitos lojistas. Outra das dificuldades apontadas é o Imposto de Fronteira. Apesar de a Assembleia Legislativa ter aprovado lei que acaba com a taxa, o governo não a reconhece. Nos outros dois estados da região Sul, a legislação não existe. A base do varejo gaúcho é a micro e a pequena empresa. Muitos fecham porque não têm condições de continuar com o pagamento desse imposto, diz Schifino. Os principais segmentos industriais que fornecem mercadorias para os lojistas gaúchos não existem no Estado. A deficiência força os comerciantes a comprarem de fornecedores de outras partes do Brasil. A questão logística também é empecilho. Os produtos vêm do Centro do país e essa operação acaba demorando. A posição geográfica do Rio Grande do Sul seria competitiva para o Mercado Comum do Sul (Mercosul), mas o governo federal acabou não desenvolvendo essa ferramenta. Estamos muito distantes do restante do Brasil, aponta o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre. Maioria das empresas fecha após 2 anos A taxa brasileira de fechamento das empresas do setor de serviços gira em torno dos 20%. A maioria acaba dois anos após iniciar as atividades. O que mais atrapalha os empreendedores no início, segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis (Sescon/RS), Diogo Chamun, é a questão burocrática e tributária. Por uma questão obrigatória e, nem que queira, uma empresa trabalha sem um contador. Cumprir as obrigações acessórias é muito trabalhoso. Uma empresa gasta cerca de 2,6 mil horas por ano para seguir tarefas, como declarar impostos. O tempo equivale à jornada anual de um trabalhador. Todas as grandes empresas têm, pelo menos, uma pessoa para calcular impostos. Há algumas que precisam manter equipes para isso. Para pequenos empresários, a alternativa acaba sendo utilizar contadores externos para o trabalho. Em comparação à burocracia exigida para outros tipos de atividade, o segmento dos serviços parece privilegiado. É a área que agrega menos exigências. O tempo médio para a abertura de uma empresa fica em 30 dias caso não haja a exigência de licença especial para funcionamento. Geralmente essas empresas não incomodam a comunidade, pois funcionam em horário comercial. Mas os bares noturnos precisam de alvará para trabalhar de madrugada e colocar mesas nas ruas, exemplifica Chamun. Com a aprovação da Lei Kiss, o processo para abertura de estabelecimento ficou mais demorado, pela necessidade de alvará que garanta segurança dos trabalhadores e do local. Engessaram de tal forma que todo o alvará deve passar por trâmites específicos, mesmo os de atividades que não expõem ao risco. A dificuldade de planejamento dos novos negócios funciona como entrave. Muitos empresários não elaboram um plano adequado e acabam descobrindo dificuldades no meio do caminho. Para abrir um negócio, é preciso conhecer a área. Não há como abrir uma consultoria, se a pessoa não tem conteúdo para isso ou, então, abrir um comércio sem conhecer como funciona o mercado, a concorrência e a questão da lucratividade. Outro ponto que pode atrapalhar os empreendedores é a questão de financiamento. Quando uma pessoa decide construir um negócio ainda não há empresa constituída. Sem constar no CNPJ, não há como obter crédito em instituições financeiras. Há uma máxima que diz que o banco empresta dinheiro para quem não precisa. A maioria das pessoas não tem garantia para comprovar uma necessidade, comenta Chamun. Com a dificuldade de conseguir financiamento, os futuros empresários que precisam adquirir equipamentos ou formar um estoque são forçados a buscar dinheiro de forma informal. Entre as alternativas estão os empréstimos com conhecidos, a venda de bens e imóveis ou a procura por sócios.

CDL Porto Alegre faz 54 anos com conquista histórica

No dia 9 de agosto, Câmara de Dirigentes Lojistas da capital comemora aniversário com grandes motivos para festejar A sanção presidencial das alterações no Simples Nacional, que leva para todo o Brasil o fim da Diferença de Alíquota (Difa), eliminando a incidência de 5% sobre a compra de produtos de outros Estados para os micro e pequenos empresários, é o grande presente para a entidade que participou ativamente do movimento “Chega de Mordida” por um ano até a conquista. Para o presidente da CDL Porto Alegre, Gustavo Schifino, o Projeto de Lei 14436/14, de autoria do deputado estadual Frederico Antunes (PP), que eliminou a cobrança do imposto de fronteira, agora beneficia o varejo nacional. “É um momento ímpar na história da entidade, e hoje ganhamos o melhor presente, resultado de um ano de mobilização em torno da causa que retira dos optantes do Simples a DIFA e a ST em todo o Brasil, assim como trás uma série de facilidades aos pequenos”, comenta. “Além disso, a lei federal incluiu uma série de novos setores da economia, que agora podem enquadrar-se no Super Simples. Mesmo com os ajustes que serão necessários na lei gaúcha, já que a legislação nacional amplia o tributo para novas faixas, o momento é de comemoração. Foi um grande presente te aniversário para o pequeno varejo”.

Empreender no Rio Grande do Sul é tarefa difícil

No Rio Grande do Sul, cerca de 400 mil pessoas estão empregadas no mercado varejista. É um número importante de pessoas que acabam vivendo desse negócio, que necessita de atenção , aponta o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Porto Alegre, Gustavo Schifino. De acordo com a CDL, existem cerca de 80 mil estabelecimentos relacionados ao pequeno varejo no Estado, mas o número não cresce, segundo ele, pela falta de um incentivo por parte do governo de desenvolvimento ao empreendedorismo. O setor terciário da economia é o que mais emprega brasileiros desde 2003. Segundo levantamento feito pelo Ministério do Trabalho e Emprego em 2013, comércio e serviços corresponderam a 76% do saldo total de empregos criados com carteira assinada no Brasil, adicionando, respectivamente, 305 mil e 546 mil novos postos de trabalho. Para o presidente da CDL Porto Alegre, também empresário do varejo, o RS é um dos estados brasileiros menos interessantes para se empreender por causa da burocracia. Uma licença ambiental, que no Paraná ou em Santa Catarina se obtém em um mês, aqui demora mais de um ano, exemplifica. Os entraves burocráticos, segundo ele, atrapalham muitos lojistas. Outra das dificuldades apontadas é o Imposto de Fronteira. Apesar de a Assembleia Legislativa ter aprovado lei que acaba com a taxa, o governo não a reconhece. Nos outros dois estados da região Sul, a legislação não existe. A base do varejo gaúcho é a micro e a pequena empresa. Muitos fecham porque não têm condições de continuar com o pagamento desse imposto, diz Schifino. Os principais segmentos industriais que fornecem mercadorias para os lojistas gaúchos não existem no Estado. A deficiência força os comerciantes a comprarem de fornecedores de outras partes do Brasil. A questão logística também é empecilho. Os produtos vêm do Centro do país e essa operação acaba demorando. A posição geográfica do Rio Grande do Sul seria competitiva para o Mercado Comum do Sul (Mercosul), mas o governo federal acabou não desenvolvendo essa ferramenta. Estamos muito distantes do restante do Brasil , aponta o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre. A taxa brasileira de fechamento das empresas do setor de serviços gira em torno dos 20%. A maioria acaba dois anos após iniciar as atividades. O que mais atrapalha os empreendedores no início, segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis (Sescon/RS), Diogo Chamun, é a questão burocrática e tributária. Por uma questão obrigatória e, nem que queira, uma empresa trabalha sem um contador. Cumprir as obrigações acessórias é muito trabalhoso. Uma empresa gasta cerca de 2,6 mil horas por ano para seguir tarefas, como declarar impostos. O tempo equivale à jornada anual de um trabalhador. Todas as grandes empresas têm, pelo menos, uma pessoa para calcular impostos. Há algumas que precisam manter equipes para isso. Para pequenos empresários, a alternativa acaba sendo utilizar contadores externos para o trabalho. Em comparação à burocracia exigida para outros tipos de atividade, o segmento dos serviços parece privilegiado. É a área que agrega menos exigências. O tempo médio para a abertura de uma empresa fica em 30 dias caso não haja a exigência de licença especial para funcionamento. Geralmente essas empresas não incomodam a comunidade, pois funcionam em horário comercial. Mas os bares noturnos precisam de alvará para trabalhar de madrugada e colocar mesas nas ruas, exemplifica Chamun. Com a aprovação da Lei Kiss, o processo para abertura de estabelecimento ficou mais demorado, pela necessidade de alvará que garanta segurança dos trabalhadores e do local. Engessaram de tal forma que todo o alvará deve passar por trâmites específicos, mesmo os de atividades que não expõem ao risco. A dificuldade de planejamento dos novos negócios funciona como entrave. Muitos empresários não elaboram um plano adequado e acabam descobrindo dificuldades no meio do caminho. Para abrir um negócio, é preciso conhecer a área. Não há como abrir uma consultoria, se a pessoa não tem conteúdo para isso ou, então, abrir um comércio sem conhecer como funciona o mercado, a concorrência e a questão da lucratividade. Outro ponto que pode atrapalhar os empreendedores é a questão de financiamento. Quando uma pessoa decide construir um negócio ainda não há empresa constituída. Sem constar no CNPJ, não há como obter crédito em instituições financeiras. Há uma máxima que diz que o banco empresta dinheiro para quem não precisa. A maioria das pessoas não tem garantia para comprovar uma necessidade, comenta Chamun. Com a dificuldade de conseguir financiamento, os futuros empresários que precisam adquirir equipamentos ou formar um estoque são forçados a buscar dinheiro de forma informal. Entre as alternativas estão os empréstimos com conhecidos, a venda de bens e imóveis ou a procura por sócios.

Dia dos Pais deve movimentar R$ 52 milhões

Pesquisa realizada pelo Sindilojas Porto Alegre e CDL Porto Alegre com consumidores da Capital mostra que o Dia dos Pais em 2014 deve ter crescimento de 8% nas vendas em relação a 2013.Sindilojas-Logo-corpoA expectativa é que a data gere um incremento de R$ 52 milhões no varejo da cidade em função da data. O ticket médio das compras para o Dia dos Pais deve ficar em R$ 133,00, sendo que a maior fatia dos respondentes (38,2%) vai gastar entre R$ 100,00 e R$ 150,00. A preferência de quem vai presentear os pais segue a tendência de anos anteriores, com vestuário liderando a pretensão de compras de 51% dos entrevistados, seguido de perfumaria (19%), que neste ano ultrapassa os calçados (16,5%) e é o segundo item preferido por quem vai comprar presentes. Já entre os presentes que os pais querem de receber, 26% respondeu que gostaria de ganhar roupas como presente no dia 10 de agosto. Calçados (22%), eletrônicos (17,1%) e perfumaria (16,3%) aparecem em seguida na preferência dos pais. A maioria dos entrevistados relatou que vai realizar o pagamento de suas compras à vista em dinheiro (59,2%), seguido do cartão de crédito a prazo, que aparece com 20,8% da preferência, e pela modalidade de cartão de débito à vista (8,7%). O pagamento à vista no cartão de crédito é a forma de pagamento para 4,5% dos respondentes, enquanto a prazo no cartão ou crediário da loja é opção para 5,4% dos que responderam. A semana anterior ao Dia dos Pais e a véspera da data são os períodos que concentrarão a compra dos presentes, com 47% e 23,4% da preferência dos consumidores. As lojas de rua são os locais preferidos de compra para 50,1% dos respondentes, enquanto 37,8% vai comprar os presentes em lojas de shopping. A internet aparece com 2,4% da preferência.