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[vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_column_text]O índice oficial de inflação do Brasil, o IPCA, apontou variação geral de preços de 0,47% em março nas nove regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE. Com esse resultado, a variação acumulada dos preços em 12 meses (entre março/2012 a março/2013) atingiu 6,59%, acima do limite superior (6,5%) da meta do Banco Central no Sistema de Metas de Inflação (4,5%). Na comparação com março anterior a variação mensal foi 0,26 p.p. maior (0,47% contra 0,21% em março/2012), enquanto na comparação entre os acumulados de 12 meses ela foi 1,35 p.p. maior (5,24% contra 6,59%).

Na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA) a variação foi muito próxima à media nacional: 0,49% no mês de março e 6,31% no acumulado em 12 meses. Na única região gaúcha pesquisada os maiores aumentos ocorreram nos preços dos alimentos (0,85% no mês e 3,76% em 12 meses) e educação (0,6% no mês e 5,91% em 12 meses). Entre os grupamentos com maiores quedas nos preços estão itens e serviços de habitação (-3,55%) e vestuário (-1,03%). Lembramos que a meta do Banco Central é definida para a inflação média do país, e não para cada região metropolitana em particular.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][ultimate_heading alignment=”center” spacer=”line_only” spacer_position=”middle” spacer_img_width=”48″ line_style=”solid” line_height=”1″ line_color=”#333333″ icon_type=”selector” icon_size=”32″ icon_style=”none” icon_color_border=”#333333″ icon_border_size=”1″ icon_border_radius=”500″ icon_border_spacing=”50″ img_width=”48″ line_icon_fixer=”10″ main_heading=”Inflação (IPCA) e Expectativas de Inflação” main_heading_font_size=”15″ sub_heading_font_size=”12″ sub_heading_margin=”margin-bottom:15px;”](em var% acumulada em 12 meses)[/ultimate_heading][vc_single_image image=”2785″ alignment=”center” border_color=”grey” img_link_target=”_self” img_size=”full” css=”.vc_custom_1424439404587{margin-bottom: 15px !important;}”][vc_column_text el_class=”fonteGrafico”]

Fonte: IBGE; Banco Central do Brasil. Elaboração: AE/CDL POA.

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_column_text]Os dados sobre os preços preocupam pois as elevadas variações nesse primeiro trimestre estão acima da média desses meses nos últimos dois, à exceção de março. Muito embora esses sejam meses com inflação em geral mais alta, isso não seria um problema se esses resultados fossem apenas casuais, ou seja, ocasionados por situações extremas como o grande aumento nos preços dos tomate. Entretanto, essa não é a situação.

Podemos decompor o IPCA em três grandes grupos: bens com preços livres e que podem ser importados (comercializáveis), bens com preços livres de difícil ou nenhuma importação (não comercializáveis, na maioria serviços) e bens com preços monitorados (que sofrem alguma influência direta do governo).

Se observarmos o gráfico abaixo antes e depois de setembro/2012 podemos identificar dois comportamentos distintos. No período antes de setembro/2012 os bens que não podem ser importados (linha laranja) eram quem causava maior pressão sobre o IPCA (linha azul). Quando a demanda por esses produtos aumenta mais rapidamente que a oferta os seus preços sobem mais rápido pois não há como importar substitutos mais baratos.

Entretanto, após setembro/2012 os preços dos bens que podem ser importados (linha amarela) também se aceleraram. Especialmente no início desse ano eles passaram a crescer mais rápido que o IPCA. Como comercializáveis e não comercializáveis respondem por mais de 75% do IPCA, a aceleração nos preços desses produtos “puxa” o IPCA ainda mais para cima.

Esses dados preocupam pois agora a pressão sobre os preços parece ser generalizada, não estando mais concentrada em apenas alguns deles. Desta forma, muito embora o governo tente exercer algum controle sobre os preços através de desonerações fiscais ele apenas conseguirá atenuar o efeito, tal qual um banho frio atenua a febre de uma pessoa com alguma infecção.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][ultimate_heading alignment=”center” spacer=”line_only” spacer_position=”middle” spacer_img_width=”48″ line_style=”solid” line_height=”1″ line_color=”#333333″ icon_type=”selector” icon_size=”32″ icon_style=”none” icon_color_border=”#333333″ icon_border_size=”1″ icon_border_radius=”500″ icon_border_spacing=”50″ img_width=”48″ line_icon_fixer=”10″ main_heading=”Inflação (IPCA) – bens comercializáveis, não-comercializáveis e monitorados” main_heading_font_size=”15″ sub_heading_font_size=”12″ sub_heading_margin=”margin-bottom:15px;”](em var % mensal)[/ultimate_heading][vc_single_image image=”2786″ alignment=”center” border_color=”grey” img_link_target=”_self” img_size=”full” css=”.vc_custom_1424439517680{margin-bottom: 15px !important;}”][vc_column_text el_class=”fonteGrafico”]

Fonte: IBGE; Banco Central do Brasil. Elaboração: AE/CDL POA.

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_column_text]Desta forma, o Banco Central fica cada vez mais pressionado a aumentar a taxa de juros caso deseje garantir que a inflação se mantenha ao menos dentro do intervalo da meta. Fazendo uma simples projeção, se nos próximos 7 meses os preços crescerem à sua média dos últimos dois anos – quando o movimento de aceleração dos preços se intensificou -, ao final de 2013 a inflação fecharia em 6,2%. Essa situação preocupa, pois qualquer choque que possa ocorrer sobre os preços nos próximos meses pode piorar esse quadro e fazer com que a inflação saia do intervalo da meta.

Assim, salientamos que é importante ficar atento à próxima reunião do COPOM que definirá a taxa SELIC. Com um cenário de inflação como o atual cresce a incerteza sobre o aumento ou não da taxa de juros pelo Banco Central, o que dependerá do quão comprometido ele está com a meta de inflação.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_column_text]

Assessoria Econômica
Gabriel P. Torres – Economista
gabriel.torres@cdlpoa.com.br
(51) 3017-8048   (51) 9158-6552

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